Afinal, o que Freud explica?

O criador da psicanálise, Sigmund Freud, é um meio termo em relação ao que pensa a maioria das pessoas. O austríaco não tem a explicação para tudo que se refere à mente humana, como muita gente acredita, no entanto, suas pesquisas não se limitam à influência do sexo no comportamento, como acreditam outras pessoas. Freud desenvolveu um trabalho abrangente, cometeu erros e, sobretudo, fez descobertas que mudaram para sempre o estudo da mente humana. A atualidade do pensamento freudiano é tão inegável quanto a sua genialidade. Foi ele, o responsável por mudar as concepções sobre o sexo, graças a um estudo que demonstrou que o desejo retraído pode ter consequências negativas. No século XIX, o pensamento de que o desejo sexual era pecado, fazia com que muitas pessoas, especialmente mulheres, retraíssem o desejo carnal. Por consequência disso, surgiram neuroses, desmaios, alterações de dupla personalidade, paralisias e convulsões.
Muito criticado pela Igreja, Freud provou a relação entre o desejo retraído e as alterações negativas no corpo, e mostrou a importância de se ter um pensamento mais liberal no que se refere ao sexo.
Ainda neste segmento, o austríaco comprovou que experiências sexuais vivenciadas na infância, contribuem com a formação do caráter de cada indivíduo. Se, por exemplo, uma criança é abusada pelo pai, quando ela crescer, pode apresentar diversos comportamentos anormais, como timidez excessiva, raiva e medo ou nojo de sexo.

Subconsciente
Deixando de lado suas descobertas relacionadas ao sexo, Freud foi um dos principais estudiosos do subconsciente humano. Segundo ele, a mente é dividida em Id, Ego e Superego. O primeiro é responsável pela realização do desejo para que a tensão diminua; o segundo é o mecanismo racional que deve ser utilizado para a realização do desejo; e o terceiro é tudo aquilo que a pessoa acredita ser certo e errado.
Em uma situação cotidiana, para exemplificar, se uma pessoa está com fome, o desejo de comer é a Id; o ato de ela ir ao restaurante é o Ego e o fato de ela pagar a conta, ao invés de fugir após se alimentar, é o Superego.

Sonhos
Ainda de acordo com Freud, como o inconsciente é, muitas vezes, reprimido pelo Ego, os sonhos se tornam uma “fuga” para o desejo inconsciente. Em sua obra “A interpretação dos sonhos”, Freud demonstra como o inconsciente das pessoas atua enquanto elas dormem, através dos sonhos. Sigmund Freud também é o pai da psicanálise, campo que investiga a compreensão do homem através de uma série de fatores, sobretudo, os que estão ligados ao inconsciente.

Bruno da Silva Inácio cursa mestrado na Universidade Federal de Uberlândia, é especialista em Gestão Cultural, Literatura Contemporânea e em Cultura e Literatura. Ele Cursa pós-graduação em Filosofia e Direitos Humanos e em Política e Sociedade. É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto”, “Coincidências Arquitetadas” e “Devaneios e alucinações”, além de ter participado de diversas obras impressas e digitais. É colaborador dos sites Obvious e Superela e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.