Assaltos espantam moradores de ciclovia na zona norte de Ribeirão Preto

A vigilante Lívia Maria da Silva sempre usava a ciclovia às margens da Avenida Eduardo Andrea Matarazzo, a Via Norte, em Ribeirão Preto (SP), para caminhar ou se deslocar até o Centro da cidade.

Mas desde o último dia 3 de fevereiro, o local deixou de ser uma opção, depois que a moradora foi assaltada por uma dupla que subiu a calçada de motocicleta e levou a bolsa dela, durante a tarde.

Com seis quilômetros de extensão, a ciclovia corta seis bairros. Além de uma opção de lazer, o espaço deveria servir de caminho entre a região norte da cidade e o Centro.

Aqui eu não passo nunca mais. Nem sozinha, nem acompanhada, até porque se eles me conhecerem de novo e me virem, a gente fica com medo”, diz.

Em nota, a Polícia Militar informou fazer patrulhamento ostensivo na cidade de acordo com os índices de criminalidade e que a população deve colaborar por meio de denúncias.

“No caso em pauta, assalto na ciclovia da Via Norte, atuamos diretamente na prevenção de crimes, sendo que sempre que a PMESP for acionada, atuará de ofício dentro dos procedimentos operacionais padrão, comparecendo in-loco para atendimento de ocorrência”, informou.

Muito perigoso’

O consultor Edson de Jesus Silva conta que já se cansou de ver roubos a pedestres e ciclistas na Via Norte. Ele mesmo conta que já foi assaltado e teve a bicicleta levada duas vezes. A falta de policiamento na região possibilita as ações, de acordo com o morador.

Muito perigoso para as pessoas que vêm fazer caminhada de boa intenção, os de má intenção estão tudo aqui e não tem segurança. Você não vê uma viatura aqui”, reclama.

No ponto onde Lívia foi assaltada, os ladrões aproveitaram não só a falta de monitoramento, mas também um trecho de baixada da pista para tentar agir sem que fossem vistos.

A vigilante perdeu o celular, a bolsa, dinheiro e documentos, além da segurança em voltar a passar pelo trecho em qualquer horário do dia.

“Alguma pessoa que estava de frente viu a hora que eles foram com a minha bolsa, dois de bicicleta. O pessoal falou que eles estão sempre rodando aqui”, relata a vítima.

Fonte: g1.globo.com