Atriz ituveravense é destaque nacional

Gilda Nomacce vive um dos melhores momentos de sua carreira, com participação em várias produções  

A atriz ituveravense Gilda Nomacce

A renomada atriz ituveravense Gilda Nomacce, que no cinema já fez mais de 100 papéis, entre curtas e longas-metragens, tem trabalhado em diversas produções no ano de 2019. Ela protagoniza, por exemplo, o curta-metragem “Tea for Two”, que é exibido na Sessão Vitrine Petrobras em 27 cidades do Brasil.
O filme é o primeiro dirigido por uma mulher trans que chega ao circuito comercial brasileiro e é exibido ao lado do longa-metragem “Lembro mais dos Corvos”.
Dirigido por Júlia Katharine, o curta também está sendo exibido em diversos festivais. Um deles é a importante Mostra de Tiradentes, que no final do mês de março ganha uma itinerância no Cinesesc.
Dos filmes que serão exibidos no festival, além do curta, Gilda atua no média-metragem “Miragem”, dirigido por Flora Dias, e no longa-metragem “A rosa azul de Novalis”, dirigido por Gustavo Vinagre. Neste filme, recentemente considerado destaque no Festival de Berlim, a atriz fez a preparação de elenco.

Longa metragem
Outro filme em cartaz com a atriz é o longa-metragem de terror “A pedra da Serpente”, dirigido por Fernando Sanches. O filme conta a história de Joana (Cláudia Campolina), que decide tirar um tempo de férias na cidade de Peruíbe, nacionalmente conhecida por seus supostos casos de abdução e contato com extraterrestres. Em sua primeira noite na cidade ela atropela um homem desconhecido e é convencida de que está envolvida em uma trama alienígena.
Além dos filmes já citados, um destaque é o curta de horror “Lilith”, que foi gravado em abril de 2017 e estreou em maio de 2018 no 14° FANTASPOA. Desde então, vem sendo exibido e ganhando prêmios, incluindo melhor atriz. Outro curta sendo exibido em festival é “A última cova”, dos diretores Raphael Borghi e Armando Fonseca.

Teatro
Neste mês, Gilda Nomacce volta em cartaz no teatro no papel de Blanche, com a peça “Réquiem para o Desejo”, de Alexandre Dal Farra, com direção de Ruy Cortez.
Livremente baseada na obra de Tennesse Williams, “Um Bonde Chamado Desejo”, a montagem volta a São Paulo para três apresentações especiais do Itaú Cultural, de 22 a 24 de março.
Além de Gilda, o elenco reúne Jorge Emil, Marcos Suchara, Ondina Clais e Denise Assunção.
Fora do Brasil a atriz já se apresentou no Olympics, importante festival que acontece a cada dois anos em algum lugar do mundo. Em 1999, a edição foi no Japão, onde apresentou com Antunes Filho “Fragmentos Troianos”, peça que estreou anteriormente na Turquia.
Nos EUA, fez residência e se apresentou no Wattermill Center, espaço do diretor Bob Wilson, com a peça “Tea with the Marquis”. Essa residência também rendeu o filme de Oona Spengler, “Invisible Partners”.
A atriz ainda participou dos principais festivais de cinema do mundo, como Cannes e Berlim. No Brasil, Gilda já foi indicada duas vezes ao Shell de Melhor atriz e ganhou prêmios de cinema importantes, como melhor atriz no Festival de Brasília.

Televisão

Na televisão, estreou na última semana, no SBT, a nova temporada de “A Garota da Moto”, uma coprodução da emissora com a Mixer. Na série, Gilda faz o papel da amiga rica de Joana (Chris Ubach) e nessa nova temporada monta um novo bar para ajudar o pai da amiga, e lhe oferece sociedade. Na TV também esteve recentemente na série “Assédio”, da Rede Globo.

Nova personagem de Gilda faz homenagem à Ituverava 

Gilda Nomacce

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, a atriz Gilda Nomacce fala sobre seus próximos projetos. No momento ela está vivendo a personagem Gladys, no longa-metragem “Bagdá”, da diretora e roteirista Caru Alves de Souza, que será filmado até o fim de março.
“A Gladys é dona de bar, mulher forte, feminista que acolhe pessoas da comunidade onde vive e tem o bar, que é um ponto de encontro e de protestos. Recebi uma homenagem da diretora, que usou um pouco da minha própria história para construir a Gladys, que no filme também é de Ituverava. Ela é fã do Gustavo Borges e jura que foi da classe da irmã dele”, afirma.
“No bar que a personagem é proprietária tem fotos minhas nos carnavais de salão da Associação Atlética Ituveravavense”, diz.
Gilda também fala sobre as produções das quais participa que estão em cartaz. “Entrar em cartaz com dois filmes ao mesmo tempo é uma sensação de que seus sonhos estão se transformando em realidade e em um momento onde o mais importante para mim é poder falar de temas que fazem parte de inserção social e representatividade, como a questão de gênero. Estar inserida no cinema, esta ferramenta maravilhosa para discutir a sociedade, eu considero um sucesso”, destaca.
Personagem
Ela também conta sobre as personagens que interpreta. “Elas são muito diferentes. Em ‘A pedra da serpente’, de Fernando Sanches, sou Maria, uma mulher simplória, que aos 42 anos, está vivendo sua primeira gravidez e muito desamparo. Abordei a personagem pelo desamparo social e do pai da criança que sumiu como tantos milhões de homens brasileiros que não assumem seus filhos”, destaca.
“Já Silvia, personagem de ‘Tea For Two’, de Júlia Katharine, é uma intelectual, uma cineasta de meia idade, que é surpreendida por uma experiência nova que traz de volta o seu interesse pela própria vida. Conhece uma mulher trans e um envolvimento profundo acontece, trazendo novas possibilidades de novas experiências. Um romance muito delicado e uma relação emocionante”, enfatiza.

Teatro
No teatro, na peça “Réquiem para o Desejo”, uma releitura da peça “Um Bonde Chamado Desejo”, Gilda vive a personagem Blanche. “Essa é a personagem vivida por Vivien Leigh no cinema. Era um sonho antigo viver esta personagem, portanto estou em um momento muito especial da minha carreira”, ressalta.
“Também estreou no SBT a segunda temporada de ‘A Garota da Moto’, série em que a minha personagem também é de Ituverava, então faço o meu sotaque natural, o que me deixa muito à vontade”, lembra.

Artista celebra momento de sucesso em sua carreira  

Gilda fala sobre o momento de sua carreira em que é possível vê-la no cinema, no teatro e na TV. “Sempre me perguntam o que eu gosto mais de fazer e eu sempre respondo que amo ser atriz em todas as expressões, seja teatro, TV ou cinema”, afirma.
“Gosto mesmo é de me dedicar à descoberta do instinto daquele ser e entender de onde ele vem, o que teve como experiência, o que tem como particularidade e tantas outras descobertas que acabam reverberando em percepções e mudanças na minha própria vida”, relata.
Uma nova faceta de Gilda é a coprodução de filmes. Um deles será o longa-metragem que está sendo escritor por Júlia Katharine, após grande sucesso na direção do curta “Tea for Two” e diversos trabalhos como atriz.
O trabalho se chama “Família Valente” e é um drama familiar sobre uma família de atores. O outro filme coproduzido por Gilda é “Ivan”, que está em fase de finalização, é dirigido por Daniel Manzini e conta a história de um jovem que não é compreendido por quem o rodeia. Nos dois filmes, Gilda também atua.

A atriz
Gilda Nogueira Macedo (“Gilda Nomacce”), é casada com Rodrigo Ramos Roviralta. Ela é filha de Maria do Carmo Nogueira (“Tatau”) e Élcio de Freitas Macedo (“Elcinho Macedo”) (in memorian) e tem os irmãos Élcio de Freitas Macedo Filho (“Cico”) e Maria Eugênia Nogueira Macedo (“Marô”).
São seus avós Daniel Nogueira e Irma Ferreira Nogueira e Benedito Nunes Macedo e Armanda de Freitas Macedo. São seus sobrinhos Tiago Macedo Kaye, Caio Macedo Bacci e Ana Júlia Macedo Bacci.