Bulimia é muito mais frequente em jovens do sexo feminino

Nesta semana, o especial do Tribuna Teen aborda a bulimia, desordem alimentar caracterizada pelo consumo de grandes quantidades de comida em períodos curtos de tempo para em seguida eliminá-la por meio de vômito ou de laxantes.
Quem lida com este problema, costuma ter períodos de jejum prolongado, além de fazer exercícios físicos intensos para perder líquido corporal.
O medo de engordar é a causa desse comportamento, que vem acompanhando por sintomas depressivos, sentimento de culpa e perda de controle. Nove em cada dez pessoas que sofrem de bulimia são mulheres.
Com o tempo essa doença mental pode trazer graves consequências físicas, como sangramentos estomacais, perda do esmalte dental, danos ao esôfago, tonturas, desmaios, queda de cabelo, lesões na boca, alterações na menstruação e danos no coração e nos rins. Estima-se em 5% o número de pessoas com bulimia que chegam à morte por causa da doença.

Psicológico
No que se refere ao psicológico, os resultados também são bastante graves e vão desde a ansiedade, depressão e dificuldade para estabelecer relações, até o abuso de substâncias e tentativas de suicídio.
A importância de detectar a bulimia na adolescência é que quanto antes a doença for diagnosticada e tratada, maiores serão as chances de curá-la. Se não for diagnosticada, tende a se converter em um transtorno crônico: estima-se que 20% dos pacientes sigam lutando contra essa doença depois de 10 anos.
No entanto, é importante ressaltar que uma pessoa, para ser diagnosticada como bulímica, deve ter desenvolvido esses hábitos por ao menos três meses, e é preciso estar atento a qualquer tipo de comportamento que indique a presença desse transtorno alimentar.
Quem sofre de bulimia costuma conseguir esconder sua condição muito bem porque tem vergonha de suas práticas alimentares.
O tratamento para combater esse mal geralmente é complexo. Anteriormente o costume era hospitalizar o paciente até controlar seus hábitos alimentares e acabar com os padrões de compulsão alimentar, mas o problema não desaparecia por completo e os sintomas voltavam a aparecer depois de algum tempo.

Tratamento

Atualmente o tratamento inclui psicoterapia e terapia de grupo, muitas vezes acompanhados por antidepressivos. O paciente percebe a realidade de forma diferente: tem uma imagem distorcida de seu corpo e não tem ideia de quais são porções de comida normais e saudáveis, de modo que o controle da ansiedade e a psicoterapia desempenham um papel importante.