Cem Anos de Solidão vai se tornar série da Netflix

Cem Anos de Solidão, livro mais famoso do escritor colombiano Gabriel García Márquez, será adaptado para o formato de série de TV.
De acordo com as informações do jornal The New York Times, a Netflix conseguiu algo inédito até então: autorização da família do escritor para adaptar a obra lançada originalmente em 1967.
Segundo Rodrigo García, filho do escritor, outros projetos buscaram autorização para adaptar Cem Anos de Solidão, mas todos foram barrados pelo receio de García Márquez de que um filme, ou mesmo dois, não seriam capazes de traduzir a obra literária.
O escritor também rejeitava a ideia de que Cem Anos de Solidão fosse adaptada para uma língua que não fosse a original – portanto, a máquina de fazer dinheiro de Hollywood foi descartada.
Adaptação para a TV, portanto, surgiu como uma oportunidade de trazer a profundidade das palavras de García Márquez para a outras mídias.
“Nos últimos três ou quatro anos, o nível de prestígio e sucesso das séries e minisséries cresceu muito. A Netflix esteve entre as primeiras a provarem que as pessoas estão dispostas a assistir séries produzidas em línguas estrangeiras, com legendas”, diz. O NYT não oferece mais informações sobre a adaptação. Portanto, roteiristas, diretores e atores ainda são desconhecidos. O anúncio ocorreu no dia 6 de março porque nesta data o escritor, morto em 2014, faria 92 anos. Cem Anos de Solidão vendeu mais de 50 milhões de cópias ao redor do mundo e foi traduzido para 46 línguas.

Sinopse do livro

Um comboio carregado de cadáveres. Uma população inteira que perde a memória. Mulheres que se trancam por décadas numa casa escura. Homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas amarelas.
São esses alguns dos elementos que compõem o exuberante universo deste romance, no qual se narra a mítica história da cidade de Macondo e de seus inesquecíveis habitantes. Lançado em 1967, Cem Anos de Solidão é tido, por consenso, como uma das obras-primas da literatura latino-americana moderna. O livro logo tornou o colombiano Gabriel García Márquez (1928) uma celebridade mundial; quinze anos depois, em 1982, ele receberia o Prêmio Nobel de Literatura.
Aqui o leitor acompanhará as vicissitudes da numerosa descendência da família Buendía ao longo de várias gerações. Todos em luta contra uma realidade truculenta, excessiva, sempre à beira da destruição total.
Todos com as paixões à flor da pele. E o “realismo mágico” de García Márquez não dilui a matéria de que trata, no caso, a história brutal e às vezes inacreditável dos países latino-americanos. Pelo contrário: só a torna mais viva.