Chefe do IC ressalta importância do trabalho da Polícia Científica

Agentes da Polícia Científica participam de reunião no Centro Cultural

O chefe do Instituto de Criminalística de Ituverava, o perito criminal Marco Antônio Takeo Nishida, também destaca a relevância do trabalho desenvolvido pela Polícia Científica.
“Ela realiza um leque muito amplo de trabalhos, sendo todos de suma importância para se determinar se houve realmente um crime e quais as suas causas determinantes”, diz. “Como exemplos mais conhecidos, podemos citar os casos de acidentes rodoviários, quem ou o que foi o agente causador? O motorista invadiu a contramão por falha humana, ou alguma peça danificada no veículo causou o acidente por falta de manutenção? Nos casos de suicídio, o suicida causou a sua própria morte, ou é resultado de um homicídio simulado mediante a existência de um segundo agente na cena do crime que o dependurou na corda?”, enumera.
Nos casos de suposta morte natural, segundo ele, há casos de simulação em que a vítima é sufocada e colocada em posição de descanso em sua cama por um segundo agente, o que pode ser comprovado por meio dos trabalhos periciais.

Balística

“Outros exames relacionam-se à balística (se o projétil partiu ou não de uma determinada arma), documentoscopia (se o documento ou assinatura apresentada é falsa), exames de adulteração em sinais identificadores de um veículo, cujos trabalhos podem resultar na revelação da numeração original”, ressalta. “Enfim, uma série de questionamentos envolvem o perito criminal na cena do crime ou objeto de exame e, por meio do levantamento de vestígios diversos, e suas inter-relações, aliada a meticulosidade, este profissional pode chegar as conclusões sobre como, quem, ou o que realmente ocorreu. Em termos gerais, costumamos dizer que o perito criminal e o médico legista são os olhos do juiz”, enfatiza.