Colher criada pela UFTM auxilia pessoas com Parkinson a ter maior independência

Foto/Reprodução do artigo

Um utensílio adaptado para alimentação de pessoas com Doença de Parkinson, criado pela UFTM em parceria com a USP, foi patenteado e teve artigo publicado em revista científica internacional.

De acordo com a pesquisadora e professora da UFTM Alessandra Cavalcanti, o artigo apresenta os resultados do estudo de uma colher adaptada para alimentação de pessoas com Doença de Parkinson. Os resultados demonstraram melhora do desempenho e da satisfação da pessoa para comer usando o utensílio adaptado.

A colher foi concebida em parceria entre as universidades, com registro de patente no INPI (BR202016024314-4), e traz como inovação as possibilidades de empunhadura alargada, báscula da concha (possibilidade de substituição da concha da colher pelo garfo) e variação de quatro cavidades a serem preenchidas com água e que permitem ao usuário aumentar o peso da colher.

“Para ilustrar, uma colher convencional pesa em média 60 gramas, a colher adaptada tem em média 80 gramas e com todas as cavidades preenchidas pesa 160 gramas – 20 gramas em cada cavidade. Essa variação no peso possibilita maior estabilidade para o usuário”, explicou a professora.

A colher foi inicialmente concebida para uso por pessoas com Doença de Parkinson, mas tem ampla aplicação junto a pessoas com tremor distal, incoordenação do membro superior e dificuldade de preensão manual, tanto adultos quanto crianças.

No processo de patente, o Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT/UFTM desenvolveu papel essencial junto ao NIT da USP. O depósito pertence a ambas instituições de ensino Para ser comercializada, a patente necessita ser adquirida por empresa interessada na fabricação do produto. Os pesquisadores registram que, ao longo dos anos em que o produto foi desenvolvido e pesquisado, inúmeras pessoas e seus familiares entraram em contato solicitando como adquirir uma colher. No entanto, a comercialização ainda não foi efetivada.

Os resultados foram publicados na revista científica internacional The Canadian Journal of Occupational Therapy, uma das mais antigas e renomadas no campo da Terapia Ocupacional. A pesquisa foi desenvolvida na UFTM pelas docentes do curso de Terapia Ocupacional, Alessandra Cavalcanti, Maíra Ferreira Amaral e Fabiana Caetano Martins Silva e Dutra, com a participação da estudante e bolsista de iniciação científica, Luísa A. Licursi. O projeto foi implementado em parceria com a docente do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, Zilda C. Silveira, e o estudante de Engenharia Mecânica, Artur Vieira F. Santos, também da USP.

Fonte: www.jmonline.com.br