Com 3,3 mil casos suspeitos de dengue, Franca entra em estado de alerta para epidemia

Enfrentando epidemia de dengue, Barretos (SP) e São Joaquim da Barra (SP) são os municípios com mais vítimas da doença na região de Ribeirão Preto (SP): 1.596 e 1.181, respectivamente. Entretanto, o número de suspeitas em Franca também preocupa as autoridades de Saúde.

Até esta quinta-feira (14), a cidade registrava 3.319 notificações e, segundo o secretário municipal da Saúde, José Conrado Neto, em média 400 pacientes procuram as unidades básicas e prontos-socorros todos os dias com sintomas da doença.

“Com a entrada do sorotipo 2, a pessoa que já pegou o [sorotipo] 1 pode ser infectada novamente e ocorrer um agravamento dos sintomas. Por isso, a nossa preocupação em dar o atendimento prioritário a essa população”, afirma.

Franca criou salas exclusivas a pacientes com suspeita de dengue nas 21 unidades de saúde. Nesses locais, os moradores são medicados e recebem hidratação intravenosa. Antes, era preciso se descolar até o Pronto-Socorro Álvaro Azzuz.

“Os agentes de controle de vetores estão trabalhando de domingo a domingo. Temos entrando nas casas, orientado a população e eliminado os criadores do mosquito. Sem essa parceria com a população, a gente não consegue vencer o mosquito”, diz Conrado Neto.

Desde janeiro, Franca soma 370 casos confirmados de dengue, quase o dobro do que foi registrado em todo o ano passado, quando 200 moradores foram diagnosticados com a doença, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.

Um dos pacientes que foi infectada pelo vírus este ano é a balconista Luci Matos, que mora no Jardim Demínio, bairro com maior incidência. “Estou sentindo muita dor no corpo, coceira. Isso deixa a gente muito irritada. Estou muito preocupada com essa situação”, diz.

O gerente comercial Valdinei Moreira também foi diagnosticado com a doença há uma semana e ainda sofre com os sintomas: febre alta, dor de cabeça e dores pelo corpo. Moreira destaca que a dengue não é um problema apenas público, mas de toda a sociedade.

“Cada um tem que ter a consciência que o mosquito tem asa e voa, e pica qualquer um. Então, cuidem do jardim, porque isso é um problema social, de todos nós. Quem não cuida pode ser a próxima vítima. A gente tem que fazer a nossa parte”, afirma.

Fonte: www.g1.globo.com