Conheça histórias reais que estão na 2ª temporada de Mindhunter

Após quase dois anos de espera, a segunda temporada de Mindhunter chegou à Netflix na última semana. A série, que tem alguns episódios produzidos pelo diretor David Fincher (de O Curioso Caso de Benjamin Button), conta a história da equipe do FBI responsável por desenvolver o conceito de “serial killer”. Em uma mistura de ficção e realidade, dois investigadores e uma psicóloga entrevistam assassinos que ficaram famosos nas décadas de 1970 e 1980 — justamente quando os termos dessa área criminológica estavam sendo cunhados. Na primeira temporada, Ed Kemper, Jerry Brudos e Richard Speck, por exemplo, foram alguns dos criminosos representados.
Agora, além dos assassinos que já apareceram anteriormente, a história apresentará outros nomes famosos que, juntos, foram responsáveis por matar dezenas de pessoas. Confira um resumo sobre as vidas deles para tentar entender um pouco mais sobre a mente desses criminosos.

Wayne Williams
Entre 1979 e 1981, quase duas dúzias de crianças, a maioria meninos negros, foram assassinadas na região da cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. À época, as autoridades conseguiram relacionar Wayne Williams com duas mortes e, tempos depois, o jovem de 22 anos tornou-se o principal suspeito pelos outros crimes.
Embora as barbaridades de Williams sejam amplamente conhecidas atualmente, naquele período o caso recebeu pouca atenção da imprensa e da polícia federal — o que mais tarde foi conectado a atitudes racistas da sociedade.

Dennis Rader, ou “BTK”
O que alguns fãs de Mindhunter suspeitavam aparentemente é verdade: a figura misteriosa que apareceu durante toda a primeira temporada é, de fato, Dennis Rader. O “Estrangulador BTK” passou a ser chamado assim entre 1974 e 1991, quando matou ao menos dez mulheres na cidade de Wichita, no Estado norte-americano do Kansas.
A sigla é formada pelas iniciais das palavras “bind, torture, kill”, que em português significam “amarrar, torturar e matar”, respectivamente. Esse era o modus operandi de Rader, que atacava usando uma máscara como disfarce e, em alguns casos, desenhava suas vítimas amarradas a dispositivos de tortura. Como é retratado na série, as buscas pelo Estrangulador BTK duraram décadas, até o arquivamento do caso, em 2004. Foi só um ano depois que uma equipe responsável por rever casos do passado conseguiu capturar o serial killer.
David Berkowitz, “O filho de Sam”
David Berkowitz foi preso por matar seis pessoas e ferir outras sete em Nova York entre os anos de 1975 e 1977. Diferentemente de serial killers típicos, que geralmente têm um perfil de vítima preferido, o assassino matou homens e mulheres que não tinham tantos fatores em comum.
Apelidado de Calibre 44, o homem enviava cartas para os jornais debochando da polícia, que demorou para capturá-lo. Isso só aconteceu quando Berkowitz foi multado por parar em local indevido próximo à casa de uma de suas vítimas.
Após sua prisão, o homem disse às autoridades que havia cometido os crimes por influência de Sam, o cachorro de seu vizinho, que o teria possuído. Depois de um tempo, Berkowtiz parou de culpar o animal por seus atos — mas o apelido “Son of Sam” (“Filho de Sam”) já havia se espalhado.

Charles Manson
Chefe de uma seita que aterrorizou os Estados Unidos em 1969, Charles Manson foi preso pelo assassinato de sete pessoas — mesmo sem ter matado ninguém com as próprias mãos. Isso porque o serial killer influenciou diversos jovens a agirem segundo seus comandos, o que resultou na morte das vítimas, dentre elas a atriz Sharon Tate.
O magnetismo do assassino era tanto que alguns membros do seu grupo de seguidores — apelidado de “Família Manson” — o viam como uma espécie de messias. Esse é um dos motivos que explicam por que a figura de Manson é tão marcante e desperta tanta curiosidade até hoje.
Em Mindhunter, Manson é interpretado por Damon Herriman, que deu vida ao mesmo personagem no filme recém-lançado de Quentin Tarantino, Era uma vez em Hollywood.

Elmer Wayne Henley
Henley foi julgado e condenado pela morte de seis jovens, em 1974. Ele participou dos crimes juntamente com outro serial killer norte-americano, Dean Corll — que matou 28 pessoas. Dentre os assassinatos cometidos por Henley está o do próprio Corll, em 1978.

William Henry Hance
Acredita-se que Hance tenha assassinado quatro mulheres nos arredores de bases militares do estado de Geórgia, nos Estados Unidos, no final dos anos 1970. O homem também enviou cartas à polícia ameaçando matar prostitutas negras, mas foi capturado antes.
Quando preso, Hance foi condenado por três dos assassinatos dos quais foi acusado — o criminoso não foi a julgamento pela quarta morte. O serial killer morreu na cadeira elétrica em 1994, quando ainda se declarava inocente.
Paul Bateson
Os 15 minutos de fama de Paul Bateson vieram antes de suas acusações por assassinato, quando fez um bico trabalhando no filme O Exorcista, do diretor William Friedkin. Em 1979, foi condenado pela morte da jornalista Addison Verrill. Saiu da prisão sob condicional em 2003.
À época de sua prisão, a polícia e a promotoria de Manhattan ligaram Bateson à morte de alguns jovens gays da cidade, mas nada foi provado. Anos depois, em 2012, Friedkin visitou o criminoso e, de acordo com o diretor, Bateson relatou fatos que o fizeram pensar em duas possibilidades: ou o ex-ator realmente matou as outras vítimas ou simplesmente considerava confessá-los para tentar obter uma sentença mais leve. Hoje não se sabe se o suposto serial killer está vivo nem onde vive.
William Pierce Jr. Liberado da prisão após acusações de incêndio e arrombamento em maio de 1970, Pierce começou a cometer assassinatos também na região de Atlanta. No fim daquele mesmo ano, o criminoso estuprou e assassinou uma menina de 13 anos. Esse foi o primeiro de nove assassinatos que cometeu em menos de um ano, até ser preso em 1971.