Conheça parte do conteúdo do serviço de streaming da Apple

Na última segunda, dia 25 de março, a Apple realizou seu evento anual para anunciar novos lançamentos. Só que, ao invés de divulgar um novo aparelho (como Steve Jobs fazia com os iPods e iPhones), o ponto alto do evento foi o seu serviço de streaming.
A empresa de tecnologia tem planos para lançar uma plataforma para concorrer com Netflix, Amazon Prime, Hulu e demais serviços do tipo. O páreo irá aumentar ainda mais nos próximos meses, quando a Disney lançar também o seu streaming, o Disney+.
Para tentar competir de igual para igual com os concorrentes, a empresa da maçã vai investir pesado: US$ 1 bilhão, de acordo com o The New York Times. O dinheiro é destinado para prospectar filmes e séries para construir o seu catálogo, mas, principalmente, investir em conteúdo original.
Desenvolver produções próprias é importante para se destacar dentre as outras empresas já consolidadas do entretenimento. Só no ano passado, a Netflix gastou cerca de US$ 8 bilhões em conteúdo original. Já a Disney oficializou na última semana a aquisição da Fox, aumentando ainda mais o seu acervo de conteúdo.

O catálogo da maçã
Segundo o site The Verge, a Apple vai focar a produção de filmes e séries com conteúdo “família”. Em outras palavras, a empresa vai evitar violência exagerada, nudez ou palavrões e, ao invés disso, priorizará coisas como comédias e programas infantis. Confira, a seguir, o a Apple já anunciou sobre o futuro catálogo do seu serviço:

Comédia
Dickinson, uma sitcom sobre Emily Dickinson, poeta americana do século 19. A série será estrelada por Hailee Steinfeld (Bumblebee, Bravura Indômita) e Jane Krakowski (a Jacqueline de Unbreakable Kimmy Schmidt, da Netflix).

Infantil
Central Park, desenho animado musical sobre as pessoas que trabalham no Central Park, em Nova York, cuidando e mantendo o parque.
Wolfwalkers, um longa animado sobre uma garota que decide salvar os lobos da Irlanda, ameaçados de extinção por conta da caça.
Duas produções da Vila Sésamo, sendo que uma será animação e a outra em live-action. Também já existe um contrato com a produtora responsável pelos desenhos do Snoopy. O plano é lançar, inicialmente, uma série de curtas e, depois, seguir com novos programas e especiais.

Drama
Uma série estrelada por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon sobre os bastidores de um programa matinal de TV. Essa é uma das principais apostas da Apple para o início do seu streaming, e os rumores são de que duas temporadas foram encomendadas pela empresa. O elenco ainda conta com Steve Carell e Mark Duplass.
Defending Jacob, série estrelada por Chris Evans (Capitão América) sobre um pai cujo filho adolescente é acusado de assassinato.

Ação e suspense
See, estrelado por Jason Momoa (Aquaman, Game of Thrones). A história, um épico de fantasia, gira em torno da pergunta “O que aconteceria se todas as pessoas do mundo perdessem a visão?”. O filme ainda está sendo rodado.
Are You Sleeping? (“Você está dormindo?”, em português), um suspense estrelado pela vencedora do Oscar Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo, Histórias Cruzadas). É baseado em um romance policial da escritora Kathleen Barber e as filmagens já estão até terminadas.
Um suspense do diretor M. Night Shyamalan, conhecido por filmes como O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Vidro. Não há informações sobre o enredo do projeto.
Uma produção estrelada por Brie Larson (Capitão Marvel) baseada em um livro de memórias de uma ex-agente da CIA.

Ficção científica
For All Mankind (“Para Toda a Humanidade”), uma série que imagina como o mundo seria se a corrida espacial tivesse continuado. O show será comandado por Ronald D. Moore, produtor de séries como Outlander e Battlestar Galactica.
Também está prevista uma adaptação da obra Fundação, de Isaac Asimov, um dos maiores nomes do gênero, e uma nova versão de Amazing Stories, série do canal NBC sobre histórias de fantasia, terror e ficção científica exibida nos anos 1980.
Ao que tudo indica, o diretor Steven Spielberg (Tubarão, E.T., Jurassic Park) está envolvido na produção – o que não deixa de ser curioso, já que Spielberg já demonstrou não ser o maior fã de serviços de streaming.