Dia das Crianças é comemorado neste sábado

Data foi instituída em 1924, mas se tornou popular apenas em 1960, por conta de uma campanha publicitária

No Brasil, no Dia das Crianças os adultos
costumam oferecer presentes

É comemorado hoje, sábado, 12 de outubro, o Dia das Crianças, data que celebra os direitos das crianças e adolescentes, ajudando a conscientizar as pessoas (os pais, em especial) sobre os cuidados necessários durante esta fase da vida. Tradicionalmente, no Brasil, no Dia das Crianças os adultos costumam oferecer presentes ou proporcionar atividades especiais e de entretenimento para os mais jovens. Em alguns países, como Portugal, por exemplo, as crianças são homenageadas em 1º de junho, data conhecida como Dia Internacional da Criança. A proposta para a criação desta data é de autoria do deputado federal fluminense Galdino do Valle Filho. Após a sua aprovação, surgiu o Decreto de Lei nº 4867, de 5 de novembro de 1924, que oficializou o dia 12 de outubro como o Dia das Crianças.
No entanto, o dia ganhou maior popularidade a partir de 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção com a Johnson & Johnson e criou a “Semana do Bebê Robusto”.
A partir deste momento, a data passou a ser marcada pela oferta de presentes às crianças, principalmente brinquedos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Universal da Criança é celebrado em 20 de novembro, em homenagem à data da aprovação da Declaração dos Direitos da Criança, nesta mesma data em 1959. Nesse dia, além de ganhar presentes e lembranças, as crianças adoram brincar e se divertir com os amigos. Pensando nisso, os adultos podem promover várias atividades divertidas como: fazer brincadeiras com máscaras, encenar um teatro com fantoches, cozinhar uma receita simples com as crianças, cantar músicas que as crianças gostem, ler com elas a Declaração dos Direitos das Crianças, fazer um piquenique, promover uma Caça ao Tesouro ou brincar de jogos como batata quente, esconde-esconde ou outras brincadeiras.

Presentes ideais para cada idade

Para crianças até 4 anos: esse momento de descoberta da autonomia é bom para trabalhar sentimentos e convivência. É quando a criança vai começar a brincar de imaginar e criar coisas a partir dos materiais que deixamos para eles. Por isso, massinha, panelinhas e outros objetos de casa, carrinhos e telefones vão ganhar muito significado nas mãos das crianças. O mesmo vale para fantasias, bonecos e bichinhos.

De 4 a 7 anos: Mais maduras, as crianças passam a desfrutar mais a brincadeira entre amigos. Brinquedos que possam ser usados coletivamente ou que envolvam estratégia costumam fazer sucesso: bingo, dominó, corda, carrinhos, bonecas, peões, pipas e álbuns de figurinhas.
Muitos proporcionam a chance de cooperação, de aprender a perder, de negociar a troca. Objetos colecionáveis também são bons para essa faixa etária por estimularem o cuidado e a paciência (de esperar o próximo item da coleção). De 7 a 12 anos: Aqui, valem desde clássicos como bola, futebol de botão e jogos de raquete até brincadeiras de experiência, como jogos mais complexos, de laboratório, mágica ou “faça você mesmo”.

Saiba como comprar ou fazer o presente ideal para seus filhos

Dá para negar o brinquedo da moda que a criança tanto insiste em comprar? Como tornar a data memorável mesmo sem gastar dinheiro ou atender os desejos infantis? Que brinquedos são legais de comprar?
Segundo Patrícia Camargo, do site de brincadeiras Tempo Junto, bons brinquedos são os que oferecem uma variedade de estímulos, experiências e possibilidades, sejam eles comprados ou feitos em casa. “Brinquedo que anda sozinho e fala sozinho não é de brincar, é de assistir. Então, uma primeira pergunta a se fazer é: meu filho vai conseguir brincar com este brinquedo quando a pilha acabar? Se sim, ótimo. Se não, esqueça”, afirma.
Ao mesmo tempo, ela sugere que os pais deem menos atenção ao “resultado da brincadeira” — acertar o jogo, completar o quebra-cabeça — e mais ao processo de brincar. “O resultado vai chegar em algum momento, ela vai completar o quebra-cabeça. O mais importante é ela brincar. É nesse processo que as crianças aprendem a explorar o mundo ao redor”, ressalta.

Celular

Patrícia Camargo lembra de quando seu filho, então com cinco anos, pediu a ela um celular de presente. Ela quis entender o motivo e ouviu dele que “todos na escola estão usando o celular para brincar de Pokémon Go, até as crianças mais velhas”. “Ele queria se inserir naquele grupo, mas não tinha idade para ter celular. Descobri que existiam cartas de Pokemon e fui mostrar para ele que poderia ser uma brincadeira legal e poderíamos jogar juntos. Ou seja, observar é fundamental para entender o contexto do pedido pelo brinquedo, entender se ele vai trazer mais estímulos e complementar os brinquedos que ele já tem”, diz.
Se a decisão for a de comprar o brinquedo, uma data especial pode ser uma boa ocasião para fazer a criança esperar pelo presente. “Hoje as crianças têm tudo muito rápido, sequer precisam esperar pelo horário em que seu programa favorito vai passar na TV, por conta do streaming. Fazê-la esperar é uma forma de subverter a questão do consumo a seu favor”, enfatiza.