Diretor geral do Instituto de Criminalística visita Ituverava

Maurício da Silva Lazzarin foi recebido no Centro Cultural e na sede do Instituto de Criminalística

Agentes do Instituto de Criminalística de Ituverava; no destaque, o diretor geral do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Maurício da Silva Lazzarin

Esteve em Ituverava na última quinta-feira, 29 de agosto, o diretor geral do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, Maurício da Silva Lazzarin, que veio à cidade para fazer uma visita oficial à sede do Instituto de Criminalística do município.
Ele foi recebido no Centro Cultural “Cícero Barbosa Júnior”, onde concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava. “Em janeiro, assumi o cargo e, desde então, tenho buscado visitar cada uma das 56 unidades de Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, pois acredito que seja dever de um bom gestor acompanhar de perto o trabalho desenvolvido”, afirma.
“Meu objetivo com essas visitas é conhecer as necessidades de cada local, manter um diálogo próximo e proporcionar melhorias. Em Ituverava, me deparei com uma equipe de profissionais exemplares, que desenvolve muito bem o seu trabalho”, ressalta.
Lazzarin também fala sobre o projeto de construção de um prédio próprio para agrupar o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML), instituições que compõem a Polícia Científica. “Soube que a Prefeitura doou um terreno para o Estado para que uma nova unidade fosse construída, o que seria excelente para o trabalho desses órgãos e para o município como um todo”, diz.
Projeto
“Na próxima semana, em São Paulo, ficarei a par desse projeto para que possamos tirá-lo do papel. É muito importante, para isso, trabalharmos em conjunto com o Estado, de forma próxima e coesa”, ressalta.
O diretor ainda destacou a importância do trabalho desenvolvido pela Polícia Científica, que hoje ainda não tem o reconhecimento que merece. “É um trabalho fundamental dentro do processo judicial, pois cabe à Polícia Científica cuidar das provas materiais nas investigações. São esses profissionais que fazem coletas, inclusive de DNA, e produzem laudos policiais”, enfatiza.
“É através do trabalho desses profissionais que, muitas vezes, é possível identificar criminosos e solucionar crimes bastante complexos”, completa.

Chefe do IC de Ituverava

Segundo o perito criminal Marco Antônio Takeo Nishida, chefe do Instituto de Criminalística de Ituverava, a sede própria seria uma grande conquista. “A importância se traduz em um ambiente mais apropriado à realização dos trabalhos periciais, estando, o mesmo, provido de infraestrutura adequada para o atendimento ao público, à realização de determinados exames laboratoriais, além de salas adequadas para a elaboração dos trabalhos visando seu melhor resultado”, lembra.
“Além disso, um prédio próprio consolida a permanência da instituição na cidade, agiliza o atendimento de locais de crime, cria um vínculo de parcerias com as demais instituições como a Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público resultando no fortalecimento do município como um todo”, finaliza.

Instituto de Criminalística de Ituverava abrange 12 cidades

Profissionais do Instituto de Criminalística, na sede da Polícia Científica

A equipe de perícias criminalísticas de Ituverava atende a 12 cidades, Ituverava, Igarapava, Aramina, Buritizal, Miguelópolis, Jeriquara, Guará, São Joaquim da Barra, Ipuã, Orlândia, Sales Oliveira e Nuporanga.
“Somando-se as áreas abrangidas de todas estas cidades, atendemos a uma cobertura de cerca de 5 mil Km2 e uma população total aproximada de 262.900 habitantes, segundo o último censo de 2015. Diariamente percorremos uma média de 150 km com 5 viaturas policiais disponíveis”, explica o chefe do Instituto de Criminalística de Ituverava, o perito criminal Marco Antonio Takeo Nishida.
Ele também fala sobre o trabalho desenvolvido pela Polícia Científica. “As atribuições da Polícia Científica estão relacionadas ao levantamento de provas materiais em locais de crime ou em corpo de delito, com a finalidade de auxiliar sobremaneira a justiça criminal em suas decisões. Trata-se da descrição de fenômenos durante a análise de vestígios concretos, que embasados por conhecimentos técnicas e metodologias reconhecidas pela comunidade científica, basicamente nas áreas da biologia, química e física que se entrelaçam para se determinar quais foram as causas do fato ocorrido”, explica.

Documento
“O resultado deste trabalho se apresenta na forma de um documento oficial escrito, ou seja, reconhecido pelas autoridades, e que, quando bem fundamentado pelo perito criminal responsável por todo este trabalho, torna-se uma prova robusta e inquestionável para a tomada de decisões por parte do juiz de Direito”, observa.
Ainda segundo ele, por estar sustentado em bases científicas, trata-se de um documento imparcial, o que significa que suas conclusões nunca devem ser baseadas em suposições ou subjetividades.

Polícia Científica
“A Polícia Científica é composta por duas instituições, o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML). Em termos gerais, no IC um profissional de formação, denominado perito criminal, é responsável por realizar atendimentos e exames em locais e em objetos relacionados a crimes.
Já, no IML, um profissional habilitado e denominado médico legista realiza exames sobre as causas de lesões sobre vítimas de agressão violenta ou as causas que levaram à morte em vítimas de violência. Portanto, trata-se de exames independentes, porém complementares entre as duas instituições”, explica.

Equipe de Perícias Criminalísticas

A equipe de Perícias Criminalísticas de Ituverava é composta por 10 peritos criminais, 5 fotógrafos técnico-periciais, dois desenhistas técnico-periciais, um oficial administrativo, uma funcionária cedida pela Prefeitura e uma estagiária de Faculdade de Direito.
Os peritos criminais são Marco Antônio Takeo Nishida (perito-chefe), Samarone Silveira Pereira (perito segundo-chefe), Ícaro Ibrahim Dias Marques (perito terceiro-chefe), Juliana Faria Tonelli, Wander de Bortoli Pereira, Vitor de Oliveira Silva, Edgar Mendes da Costa, Thalles Ramos Almeida, Sérgio Kreniski e Marcus Vinícius de Almeida Queiroz.
“Os fotógrafos e desenhistas têm a função de auxiliar o perito no levantamento de vestígios em locais de crime. Em nossa base de Ituverava, realizam trabalhos de ilustração e enriquecimento do corpo ao laudo pericial de forma que o documento fique mais dedutível e explicativo ao leitor”, completa. Os fotógrafos técnico-periciais são Carlos Sarmento Evangelista, Eloísa Magno, Maria Anacélia Gonçalves da Silva, Elaine Aparecida de Oliveira e Luciana Lourenço de Sousa. Os desenhistas técnico-periciais são Fabiano Barbosa de Oliveira e André de Souza Rodrigues. O oficial administrativo é Airton Pereira Lopes; a servidora da Prefeitura é Renata Pereira da Rocha Camilo e a estagiária do curso de Direito da Fafram é Gabriely da Silva Bernardes.

Agradecimento

A prefeita Adriana Quireza Jacob Lima Machado fala sobre a visita do diretor do Instituto de Criminalística. “Infelizmente, por conta de compromissos em São Paulo, não pude estar presente na visita do diretor geral do Instituto de Criminalística. Mas agradeço sua presença no nosso município, na certeza de que teremos muitas conquistas para a unidade de Ituverava, que realiza um trabalho exemplar”, diz a prefeita.