Ex-atleta ituveravense jogou em grandes equipes do país

Natural do Distrito de São Benedito da Cachoeirinha, João Donizete de Almeida começou cedo nos campos de futebol, aos 14 anos

Uma das personalidades que marcaram a história do futebol de Ituverava, João Donizete de Almeida, ou apenas Almeida, após anos dedicados ao esporte, tem muita história para contar da época em que foi jogador profissional de futebol.
Natural do Distrito de São Benedito da Cachoeirinha, Almeida, que atualmente é educador físico, começou cedo nos campos de futebol, aos 14 anos, com um sonho comum entre a maioria dos jovens, conquistar uma vaga em um clube profissional.
Sem muito incentivo o atleta, que é ambidestro, conta que o futebol que, mais tarde se tornaria sua profissão durante algum tempo, no início era uma só diversão. “Não tive ninguém me incentivando a jogar, era apenas por diversão mesmo. Sou ambidestro, e isso sempre me permitiu atuar em muitas posições”, fala.
“Minhas aspirações no futebol sempre foram ser um atleta de alto nível, jogar em grandes clubes e ajudar minha família a ter uma vida melhor. Preparei-me para tudo isso, mas fui muito prejudicado na equipe do Comercial”, relata o atleta.

Clubes
Com passagens por vários clubes, inclusive pela Associação Atlética Ituveravense, onde atuou em meados de 1976, ao lado de figuras como Gilmarzinho, Paulo Roberto de Freitas, Rafael Ferreira de Silva, José Luiz Leite, Marcos Antônio Sampaio (“Grilinho”), Marco Antônio Alves Fontoura (“Biraka”), entre outros.
Mas a carreira profissional de Almeida começou mesmo no juniores do Comercial, onde assinou seu primeiro contrato profissional. Antes disso, fez testes no Guairense, Barretos e Botafogo de Ribeirão Preto.
Laboratório
“A Associação Atlética Ituveravense era, sem dúvida, uma excelente equipe e serviu como um grande laboratório para mim. Mas minha primeira equipe foi a de Juniores. A mudança foi grande, era tudo novo para um garoto que jogava em São Benedito da Cachoeirinha, em campos de terra, e passou a jogar defendendo Ituverava, como destaque de um time com grandes atletas. Aprendi muito”, conta.
“Na fase de testes passei pelas equipes de Barretos, Botafogo de Ribeirão Preto e Guaíra. No Comercial de 1976 e 1977 e de 1978 a1982; no Matsubara, equipe do Paraná, de 1977 a 1978; no Catanduvense em 1983, no Bandeirantes de Birigui de 1984 a 1987, onde fomos campões da 2ª Divisão; no Rio Preto de julho a dezembro de 1988 e no Corumbaense em 1987. No Grêmio de Maringá, de 1988 a 1991, onde encerrei minha carreira profissional como atleta, em 26 de agosto”, relembra
“Esse momento foi tristeza total, pois passou um filme na minha cabeça, de um menino que saiu de são Benedito da Cachoeirinha e, após três meses de clube, já estava fazendo parte de uma equipe profissional. Foi tudo muito rápido e quando o treinador me falou que iria estrear contra o Corinthians, no Pacaembu, tremi na base e falei que ainda não estava preparado para jogar (risos)”, disse.

Orgulho

Orgulhoso de sua trajetória no esporte, Almeida agradece a oportunidade de ter defendido todos os clubes por onde passou, principalmente as equipes de São Benedito da Cachoeirinha, Paulistano (Largo do Rosário) e e A.A. Ituveravense. “Dedique-me ao máximo em todos os clubes que joguei e, fui muito profissional em todos os momentos da minha carreira. Nunca dizia não para os treinadores, joguei como lateral direito, na zaga, como lateral esquerdo, 1º e 2º volantes, meio esquerda e ponta esquerda”, ressalta.
A passagem por diferentes clubes também permitiu ao ituveravense atuar ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro, alguns com passagens pela seleção e clubes renomados, como Zenon, João Paulo Santos, Dada Maravilha, Vander, Guina, Eudes, Brecha, Paulo Vitor, Mauricinho, Tadeu Ricci, João Antônio no Grêmio de Porto Alegre e Ortiz – goleiro argentino.

Almeida faz um paralelo entre o futebol de ontem e de hoje

O ex-atleta fala também sobre as mudanças que ocorreram no futebol ao longo do tempo e as diferenças do futebol tradicional para o moderno. “São muitas as mudanças, antes eram planos de treinos, que previam corridas de 15 km, hoje não se faz mais isso”, destaca.
“Subir escadarias com peso nos ombros, também algo que já não se exige mais dos atletas. A parte técnica atualmente é totalmente diferente. Na minha época os atletas eram mais habilidosos, hoje são muito ‘brucutus’ jogando futebol”, observa.
“O futebol me fez ser um atleta exemplar. Na história do Grêmio de Maringá, fui o único jogador a ter uma despedida, durante uma partida entre o Grêmio de Maringá e Palmeiras”, finaliza o ex-atleta, João Donizete de Almeida.

O ex-atleta
Trabalhando atualmente como assessor de esportes na Secretaria de Esportes de Ituverava, Almeida coordena e colabora com diversos projetos na cidade, entre eles treinamento de futebol masculino, no campo do Jardim Guanabara, com atletas de 8 a 17 anos; de futsal masculino, no Ginásio de Esportes “Orlando Seixas Rego”, com alunos de 12 a 20 anos e feminino livre; de futsal masculino e feminino em São Benedito da Cachoeirinha, com alunos de 8 a 17 anos; de futsal masculino e feminino em Aparecida do Saldo, com alunos de 8 a 16 anos e de recreação, na Creche Municipal “Leontina Menezes Felisbino”, com alunos de 4 a 6 anos.
João Donizeti de Almeida, 62 anos, é casado com Joana D” Darc Gomes de Almeida, e tem os filhos Roberta Gomes e João Henrique Gomes de Almeida (in memoriam) e o neto Pedro Henrique. Almeida é filho de Nicanor e Benedita Louzada de Almeida.