Ex-prefeito acusado de mandar matar antecessor em Igarapava vai a júri popular

 

O ex-prefeito de Igarapava (SP) Sérgio Augusto Freitas (Foto: Reprodução/EPTV)

A cusado de mandar matar o antecessor há 20 anos, o ex-prefeito de Igarapava (SP) Sérgio Augusto Freitas vai a júri popular nesta segunda-feira (12) no Fórum de Franca (SP).

O réu, conhecido como Serginho, responde pela morte de Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, assassinado com 11 tiros em outubro de 1998.

O tribunal do júri foi determinado pelo juiz Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira em outubro do ano passado. Freitas deve ser julgado a partir das 9h e responde por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado.

Cinco testemunhas de acusação e outras cinco de defesa – duas delas de Uberaba (MG) e São José do Rio Preto (SP) – devem prestar depoimento em plenário.

A pronúncia, segundo o magistrado, foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que negou os agravos ajuizados pela defesa do réu, e pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Advogado de Serginho, Sergei Cobra Arbex negou um suposto excesso de recursos por parte da defesa e alegou que não há provas sobre o envolvimento do ex-prefeito na morte de Giriri.

O ex-prefeito está preso desde julho do ano passado por envolvimento em um suposto esquema de fraudes em licitações na Prefeitura que somam R$ 26,4 milhões apontado na Operação Pândega. Em 2009, ele também foi condenado ao regime semiaberto por extorsão, quando era vereador.

O assassinato

Giriri estava no segundo mandato quando foi sequestrado por cinco homens armados, que invadiram a chácara onde ele morava em Igarapava. O grupo amarrou e trancou em um banheiro a mulher dele, os quatro filhos e uma cunhada, que estavam no local.

O corpo do prefeito foi encontrado no dia seguinte em uma estrada de terra com marcas de tiro e sinais de espancamento. Dos 13 denunciados, oito foram condenados. Acusado de ser o mandante do crime, o então vice-prefeito é o único que ainda não foi julgado.

O Ministério Público sustenta que Serginho agiu por vingança e mandou matar o antecessor por desavença política: Giriri não estaria cumprindo um acordo feito com aliados, que envolvia a concessão de cargos na Prefeitura e participação nas decisões do governo. A defesa nega a participação dele no crime.

Fonte: www.g1.globo.com