Franca registra o pior saldo de empregos dos últimos 10 anos

Vista aérea da cidade de Franca

Apesar do saldo positivo, o ano de 2019 não começou bem na geração de vagas formais de trabalho em Franca, segundo maior município da região. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), de janeiro a março o número de vagas criadas na cidade foi de 4.306, sendo 13.475 admissões e 9.169 desligamentos.
O número só é maior que em 2009, quando foram criadas 4.270. Nos anos seguintes o ápice do emprego foi de 7.862 em 2010. Apesar do saldo negativo em relação aos anos anteriores, Franca ainda é a cidade do interior que mais gerou empregos no 1º trimestre, atrás apenas da capital paulista. Os 4.363 postos abertos representam uma queda de 21% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram gerados 5.521 empregos. O dado também é negativo quando apenas o mês de março é destacado. Neste ano, apenas 589 vagas foram criadas; no ano passado foram 789. O índice é o pior em 10 anos. A geração de emprego ao longo de 12 meses no cenário local também é ruim: Franca fechou 1.270 vagas no período.
Indústria
Na indústria, a retração ao longo do período também é alarmante. Nos primeiros três meses deste ano, a indústria gerou 3.548 vagas, queda de 17% em relação a 2018, quando 4.276 postos foram abertos. Apenas em março, a diminuição é de 35%, com geração de 457 empregos, ante 708 no mesmo período do ano passado.
Neste ano, o mês de fevereiro foi o que apresentou o melhor resultado no saldo de empregos, com 2.077 vagas criadas. Em janeiro foram 1.640 e, em março, as 589 já citadas. Depois da indústria, o setor de Serviços foi o que mais criou vagas neste ano, com 640, seguido do comércio com 88 e construção civil, com 78. A agropecuária foi a que mais fechou vagas com saldo negativo de 57 vagas.

Oscilação
As oscilações da empregabilidade no setor calçadista de Franca vêm ocorrendo ao longo dos anos, desde 2014. “O que tem contribuindo por esta instabilidade é o problema político brasileiro, que por sua vez, afeta diretamente o desempenho da economia, ocasionando insegurança, instabilidade e a ausência de um cenário previsível, o que afeta diretamente as indústrias quanto ao seu planejamento”, disse o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto.

Vista aérea da cidade de Franca