Ginecologistas ituveravenses trabalham com moderno bisturi de alta frequência

Os médicos ginicologista Dr. José Moura Jorge e Dra. Roberta Vieira do Valle Bertoni e o novo aparelho de alta frequência

O novo aparelho foi adqurido em maio, pelos médicos Dr. José Moura Jorge e Dra. Roberta Vieira do Valle Bertoni 

Ginecologistas ituveravenses trabalham com moderno bisturi de alta frequência
O novo aparelho foi adqurido em maio, pelos médicos Dr. José Moura Jorge e Dra. Roberta Vieira do Valle Bertoni
Para melhor atender a população, os médicos Dr. José Moura Jorge e Dra. Roberta Vieira do Valle Bertoni, ginecologistas e obstetras do corpo clínico da Santa Casa, adquiriam um novo aparelho de alta frequência/radiofrequência, utilizado em cirurgias do trato genital inferior, o Wavetronic 6000 Touch.
O aparelho está instalado funicona na Santa Casa de Ituverava desde o mês maio. De acordo com os médicos, a Cirurgia de Alta Frequência (CAF) é um procedimento cirúrgico no qual uma área doente, pode ser retirada com mínimo dano ao órgão. “O aparelho também é conhecido como LLETZ ( Large Loop Excison of the Transformation Zone ), quando empregado no colo uterino, LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou, simplesmente, Exérese por Alça Diatérmica”, destacam.
“O procedimento é amplamente utilizado, quando as lesões do colo de útero apresentam determinadas características de localização e extensão, e podem tratar qualquer grau de doença pré-maligna do colo uterino, vagina e vulva. Esse tipo de alteração está relacionada com a presença do vírus do HPV (Papiloma Vírus Humano)”, afirmam.
“O aparelho tem sido utilizado em todo o mundo pelas diversas vantagens, como permitir o tratamento de lesões pré-malignas, a realização do estudo histopatológico, assegurando o diagnóstico e sem nenhuma repercussão sobre gestações futuras. É uma alternativa segura e mais conservadora em comparação a conização clássica”, observam.

Módulo de radiofrequência
Outra função do aparelho, segundo os cirurgiões, é a radiofrequência, uma modalidade terapêutica que promove a melhora da flacidez de pele pela desnaturação do colágeno e consequente contração, além da neocolagênese (produção de novo colágeno por estímulo de fibroblastos).
“A energia eletromagnética é aplicada no tecido por meio de eletrodos e o aquecimento controlado é conseguido pela conversão dessa energia em calor gerando os efeitos biológicos, como citados anteriormente”.
“A utilização da radiofrequência já é consagrada na área da dermatologia estética com comprovação de resultados na literatura científica. No entanto, seu uso para tratamentos ginecológicos ainda é pouco difundido no Brasil, ao contrário do que acontece nos EUA, Canadá e outros países do Oriente”, observam.
Um dos benefícios da radiofrequência, está relacionado com a frouxidão vaginal. “Alteração caracterizada pela flacidez da região de grandes lábios e intróito vaginal. Com o avanço da idade ocorre perda fibras de colágeno e, além disto, os partos vaginais alongam as estruturas durante o período expulsivo do feto, gerando dano ainda maior aos tecidos”, ressaltam.

Preparação
Para realizar os procedimentos, além de formação e obtenção do título de especialista em Ginecologia pela Federacao Brasileira das Associacoes de Ginecologia e Obstetricia (FEBRASGO), os médicos também tiveram que participar de cursos de atualização e aprimoramento nessa área.
Os interessados podem marcar consulta ou fazer o agendamento para uma avaliação. A Dra. Roberta Vieira do Valle Bertoni, atende na Clínica Média Valle Bertoni, à Rua Capitão Ribeiro dos Santos, 29. O telefone para contato é o 3839-0280.
O médico Dr José Moura Jorge, atende na Clínica da Mulher, à Rua Dr. Ademar de Barros, 711 – em frente à Santa Casa de Ituverava. O telefone para contato é o 3839 2888.

Flacides
“A flacidez dessa região pode levar a menor sensibilidade durante a relação sexual, diminuindo deste modo a libido, além de piorar a qualidade de vida. A radiofrequência possibilita a recuperação da área genital, promovendo o rejuvenescimento, melhora da atrofia e lubrificação vaginal.
Segundo os ginecologistas, a técnica também pode ser aplicada em outras indicações clínicas. “Como em alguns casos de incontinência urinária, hiperatividade muscular do assoalho pélvico (quando a musculatura apresenta aumento de tensão podendo levar a quadros de retenção urinária, dor durante a relação sexual, dor durante micção e evacuação), cicatrizes pós-parto ou cirurgias pélvicas (presença de fibrose) e fissuras anais”, completam.