Governar é ser responsável!

Adolfo Medina Bucker

Temos assistido diariamente a imprensa informar exaustivamente, como caminha as reformas, que na verdade não são reformas, mas remendos novos em tecido velho, carcomido. O país precisa urgentemente de reformas estruturais e não de remendos infrutíferos. E o vai e vem da justiça, com infindáveis recursos protelatórios, os “foros privilegiados” e os longos debates dos tribunais, só retardam as justas punições. Nada acontece! O cidadão detentor de mandato, ao ser eleito, assumiu dever e responsabilidade com a nação. No entanto, só busca direitos e benesses, que não tem. A verdade para quem tem caráter e dignidade é a seguinte: “Tem direito, quem cumpre com o dever!” Infelizmente, os direitos e as benesses, que os tem beneficiado, são imorais e extrapolam a capacidade de pagamento de tributos, pelo cidadão.
Nunca é demais recordar e refrescar a memória dos nossos governantes. O exemplar discurso feito pela Primeira Ministra do Reino Unido: Margaret Hilda Thatcher, também apelidada de “Dama de Ferro”, por ter combatido o “comunismo”, com mão de ferro, que transcrevo:
“Um dos grandes debates do nosso tempo é sobre quanto do seu dinheiro deve ser gasto pelo Estado e com quanto dinheiro você deve ficar, para gastar com sua família”.
Não esqueçamos nunca desta verdade fundamental: O Estado não tem outra fonte de recursos, além do dinheiro que as pessoas ganham para si próprias. Se o Estado desejar gastar mais do que arrecada, ele só pode fazê-lo tomando, emprestado sua poupança ou te cobrando mais tributos. E não adiante pensar que alguém irá pagar. Esse alguém é você.
Não existe essa coisa de dinheiro publico. Existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos. A prosperidade de uma nação não vira por inventarmos mais e mais programas generosos de gastos públicos. Você não enriquece por pedir outro talão de cheque no banco. Nenhuma nação se tornou próspera por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar.
Nós temos o dever de garantir, que cada centavo que arrecadamos com a tributação, seja gasto bem e sabidamente. Devemos apreciar a boa economia doméstica. Proteger a carteira do cidadão. Proteger os serviços públicos. Essas são nossas duas maiores tarefas e ambas devem ser conciliadas.
Como seria prazeroso, como seria popular dizer gaste mais nisso, gaste mais naquilo. É claro que todos nós temos causas favoritas. Eu, pelo menos, tenho. Mas alguém tem que fazer as contas. Toda empresa tem de fazer! Toda dona de casa tem de fazer! Todo governo tem de fazer!
O Brasil ficaria muito grato e respeitado em todo o mundo, se nossos governantes, tivessem esse caráter, essa dignidade, esse patriotismo! Jovem, o país é seu, não permita, que essas raposas, destrua sua esperança.

Adolfo Medina Bucker