GP da Itália será neste domingo, em Monza

A temporada 2020 segue neste final de semana com o GP da Itália, em Monza, às 10h10

Um tranquilo passeio numa agradável tarde de domingo em Spa-Francorchamps. Assim pode ser definida mais uma vitória de Lewis Hamilton na Fórmula 1, a quinta em sete corridas na temporada 2020. O hexacampeão liderou de ponta a ponta o GP da Bélgica com a Mercedes e foi seguido pelo companheiro de equipe Valtteri Bottas e por Max Verstappen, da RBR.
Com a quarta vitória no circuito de Spa-Francorchamps e a 89ª na F1, Hamilton ficou a apenas duas de igualar o recorde de 91 do alemão Michael Schumacher.
No pódio, Hamilton voltou a homenagear Chadwick Boseman, ator americano que morreu recentemente de câncer. O hexacampeão fez o símbolo do personagem Pantera Negra, interpretado por Boseman no cinema e que também é usado para exaltar a luta antirracista.

Classificação
Na classificação do campeonato, Hamilton disparou ainda mais na liderança, com 157 pontos, contra 110 do vice-líder Verstappen e 107 do terceiro colocado Bottas. Para se ter uma ideia do domínio dos três em 2020, o quarto na tabela, Alexander Albon, soma apenas 48 pontos.
A Renault teve sua melhor corrida na temporada e ficou em quarto lugar com Daniel Ricciardo, autor da volta mais rápida na última passagem, e em quinto com Esteban Ocon. Também pontuaram, da sexta à décima posições, Alexander Albon (RBR), Lando Norris (McLaren), Pierre Gasly (AlphaTauri), Lance Stroll (Racing Point) e Sergio Pérez (Racing Point).

Pela primeira vez em 70 anos, o GP da Itália e outros GPs históricos estão em risco, caso precisem receber as provas com portões fechados

“Partida com portões fechados”. Quantas vezes já ouvimos essa frase saindo da sentença de um juiz desportivo? Mas, claro, estamos falando sobre o futebol, no contexto onde jogar sem a presença do público é uma medida disciplinar tomada como resultado de alguma ofensa.
Os “portões fechados” são sinônimos de condenação, sanção, punição. Em alguns meses (realmente esperamos que sim!), a Fórmula 1 deve retomar suas atividades de pista, mas deve voltar em circuitos desertos, onde a única presença permitida será daqueles estritamente necessários para fazer um GP acontecer.
Será uma situação inédita para o circo da F1, que deverá cumprir essa regra, apesar de não ter cometido nenhuma ilegalidade. Mas essa imposição é compreensível devido às medidas restritivas relacionadas à situação que estamos enfrentando e, como tal, devem ser respeitadas.
Porém, isso não será uma transição simples para a F1, cujo modelo de negócios tem a presença do público como uma das pedras angulares para a sobrevivência do sistema.
As condições atuais exigem que as decisões sejam tomadas levando como base o que seria “menos pior”, e, no momento, a opção de correr com portões fechados é, de fato, a única maneira de iniciar a temporada no verão europeu.
Mas, por quanto tempo a F1 poderá se dar ao luxo de organizar corridas com portões fechados? E, acima de tudo, quais são os GPs que podem bancar uma prova sem a presença do público?