Ituverava gerou 197 vagas de emprego em 2019

Caged aponta que município apresentou significativa melhoria no mercado de trabalho em relação a 2018

Avenida Dr. Soares de Oliveira: 197 vagas criadas este ano

Depois de Ituverava ter tido um desempenho ruim na geração de empregos ao longo de 2018, o município tem apresentado melhora em 2019. Ao longo desse ano, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Ituverava teve, entre janeiro e outubro, 1.747 admissões e 1.550 desligamentos, o que deixa a cidade com um saldo positivo de 197 vagas. No mesmo período do ano passado, foram no município 1.610 admissões e 1.680 desligamentos, com um déficit de 70 vagas.
As áreas de indústria de transformação e de serviços foram as grandes responsáveis por essa mudança. O primeiro grupo – que abrange setores como as indústrias metalúrgica, mecânica, de calçados e de produtos alimentícios – gerou 68 vagas, com 344 admissões e 276 desligamentos. Já o segundo grupo – que inclui setores como mercado imobiliário e setores ligados à saúde – gerou 61 novas vagas, com 634 admissões e 573 desligamentos. Outros setores, no entanto, não tiveram resultados tão significativos, como o agro, que gerou 15 vagas, com 127 admissões e 112 desligamentos, e o comércio, que registrou um déficit de duas vagas (539 admissões e 541 desligamentos).

Região

Com 197 novas vagas, Ituverava obteve o terceiro melhor desempenho da região na geração de empregos. Os primeiros municípios foram São Joaquim da Barra (577 vagas) e Igarapava (382). Em seguida vêm Aramina (147), Miguelópolis (144), Buritizal (133), Guará (112), Orlândia (29) e Jeriquara (-43), única cidade a ficar com déficit.
Apesar do resultado positivo em comparação a 2018, é importante que a sociedade e o Poder Público trabalhem em conjunto para atrair para Ituverava novas oportunidades de trabalho. Nesse contexto, o Distrito Industrial seria essencial para o município, pois geraria novos empregos, movimentaria a economia e impulsionaria o crescimento da cidade, que infelizmente parece estagnado já há alguns anos.

Empregos na região (janeiro e outubro de 2019)

Ituverava
Admissões: 1.747
Desligamentos: 1.550
Saldo: 197

São Joaquim da Barra
Admissões: 3.070
Desligamentos: 2.493
Saldo: 577

Orlândia
Admissões: 3.672
Desligamentos: 3.643
Saldo: 29

Igarapava
Admissões: 2.411
Desligamentos: 2.029
Saldo: 382

Miguelópolis
Admissões: 982
Desligamentos: 838
Saldo: 144

Guará
Admissões: 1.195
Desligamentos: 1.083
Saldo: 112
Buritizal
Admissões: 409
Desligamentos: 276
Saldo: 133

Aramina
Admissões: 318
Desligamentos: 171
Saldo: 147

Jeriquara
Admissões: 349
Desligamentos: 392
Saldo: – 43

Empregos em Ituverava por setor (janeiro a outubro de 2019)

Indústria da Transformação
Admissões: 344
Desligamentos: 276
Saldo: 68

Serviço industrial de utilidade pública
Admissões: 3
Desligamentos: 1
Saldo: 2

Construção civil
Admissões: 99
Desligamentos: 47
Saldo: 52

Comércio
Admissões: 539
Desligamentos: 541
Saldo: -2

Serviços
Admissões: 634
Desligamentos: 573
Saldo: 61

Administração pública
Admissões: 1
Desligamentos: 0
Saldo: 1

Agro
Admissões: 127
Desligamentos: 112
Saldo: 15

Caged registra 70,8 mil novos postos de trabalho em outubro

Beneficiada pelo comércio e pelos serviços, a criação de empregos com carteira assinada registrou, em outubro, o sétimo mês seguido de desempenho positivo, no governo de Jair Bolsonaro. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 70.852 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
Esse foi o melhor nível de abertura de postos de trabalho para outubro desde 2016, quando as admissões superaram as dispensas em 76.599. A criação de empregos totaliza 841.589 de janeiro a outubro, 6,45% a mais que no mesmo período do ano passado. A geração de empregos atingiu o maior nível para os dez primeiros meses do ano desde 2014, quando tinham sido abertas 912.287 vagas no acumulado de dez meses.
Na divisão por ramos de atividade, cinco dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em outubro. O campeão foi o comércio, com a abertura de 43.972 postos, seguido pelos serviços, 19.123 postos. Em terceiro lugar, vem a indústria de transformação com a criação de 8.946 postos de trabalho.
Nível de emprego
O nível de emprego aumentou na construção civil com a abertura de 7.294 postos e na indústria extrativa mineral, 483 postos. No entanto, três setores demitiram mais do que contrataram: agropecuária, com o fechamento de 7.819 postos; serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, 581 postos, e administração pública, 427 postos.
Tradicionalmente, a geração de emprego é mais baixa em outubro. O mês costuma ser marcado pelo reforço no comércio para as contratações de fim de ano. No entanto, a indústria, que reforçou a produção em agosto e em setembro por causa do Natal, desacelera. A agropecuária também dispensa empregados por causa do fim da safra de diversos produtos, como a cana e café.
Destaques
No comércio, a criação de empregos foi puxada pelo segmento varejista, com a abertura de 36.732 postos formais. O comércio atacadista gerou a abertura de 7.240 vagas. Nos serviços, os destaques foram venda e administração de imóveis, com 14.040 postos; transportes e comunicações, 4.348 postos, e serviços médicos, odontológicos e veterinários, 3.953 postos.
Na indústria de transformação, a criação de empregos foi impulsionada pela indústria de produtos alimentícios e de be- bidas, com 3.344 postos; pela indústria de calçados, 1.890 postos, e pela indústria madeireira e de móveis, com 1.166 postos de trabalho.

Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em outubro. O Sul liderou a abertura de vagas, com 27.304 postos, seguido pelo Sudeste com 21.776 postos e pelo Sudeste com 15.980 postos. O Norte criou 4.315 postos de trabalho e o Centro-Oeste abriu 1.477 postos formais no mês passado. Na divisão por unidades da Federação, 23 estados geraram empregos no mês passado. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em Minas Gerais com a abertura de 12.282 postos; São Paulo, 11.727 postos; Santa Catarina, 11.579 postos, e Rio Grande do Sul, 8.319 postos de trabalho. As unidades da Federação que registraram o fechamento de vagas formais foram Rio de Janeiro, 9.942; Distrito Federal, 1.365; Bahia, 589, e Acre, 367.

Ribeirão Preto e Franca têm resultados negativos no Caged

Apesar de estarem entre as cinco cidades que mais abriram vagas de trabalho no Estado de São Paulo, Franca e Ribeirão Preto registram estagnação ou mesmo queda na geração de empregos entre janeiro e outubro, reflexo da lenta recuperação econômica.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, em Ribeirão Preto foram 4.171 postos de trabalho abertos em dez meses, contra 6.169 no mesmo período de 2018 – queda de 32%.
Com exceção do setor extrativo mineral, que apresentou recuperação no acumulado do ano, os demais seguem em desaceleração. Na indústria, por exemplo, o saldo de vagas passou de 344 para -9. Já na construção civil, foram 39 postos abertos este ano, contra 964 em 2018.
O setor de serviços continua sendo o que mais emprega em Ribeirão. Mesmo assim, a geração de emprego formal caiu 10,6%: o número de vagas passou de 4.325 para 3.864. No comércio, o resultado é ainda pior: os 432 postos abertos representam queda de 40% em relação a 2018.

Franca
Em Franca, ainda de acordo com o Caged, o saldo de 5.096 vagas abertas no acumulado do ano representa melhora de 0,98% no comparativo com o ano passado, quando 5.049 empregos foram gerados entre janeiro e outubro.
A indústria calçadista e o comércio são os setores que sustentam o resultado. O primeiro registrou alta de 44% no número de vagas abertas – passou de 2.444 para 3.506 – e o segundo cresceu 38% – o saldo de postos de trabalho era 489 no ano passado e hoje é de 678.

Administração pública

A administração pública também tem saldo de 120 vagas abertas até outubro, contra 33 postos fechados no mesmo período do ano passado, e contribui para o cenário em Franca.
Na outra ponta, agropecuária e serviços amargam retração no acumulado do ano. O saldo de empregos no campo até outubro foi de -63, ante seis postos abertos em 2018. Já o setor de serviços encolheu 63%: o número de vagas passou de 1.972 para 719 no comparativo.