Ituverava registra primeiro caso de dengue hemorrágica

Agentes de Combate à Endemias realizam visitas domiciliares em Ituverava

A doença, quando não tratada com  rapidez, pode levar a pessoa à morte 

Foi confirmado em Ituverava o primeiro caso de dengue hemorrágica. A doença acontece quando a pessoa infectada com o vírus da dengue sofre alterações na coagulação sanguínea e, se não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
Além desse caso, durante todo o ano de 2018, o município registrou 84 notificações de dengue, zika vírus e chikungunya, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti (ver quadro). Este ano já foram registradas 9 notificações que aguardam resultados.
Diante deste quadro, a Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria da Saúde e da Vigilância em Saúde, alerta a população sobre das doenças causadas pelo Aedes aegypti, especialmente nesta época do ano, em que há proliferação de mosquitos devido às elevadas temperaturas e constantes chuvas.
A Vigilância em Saúde, por meio dos agentes de Combate a Endemias, tem executado um trabalho continuado desde o ano passado, com visitas domiciliares, em que são repassadas importantes informações sobre meios de acabar com criadouros do mosquito.

Alerta
No entanto, a Secretaria da Saúde está reforçando o alerta para que toda a população contribua com o trabalho dos agentes e adote medidas para prevenir a proliferação dos mosquitos.
Dentre as medidas que podem ser tomadas estão: tampar os tonéis e caixas d’água; manter as calhas sempre limpas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; manter lixeiras bem tampadas; deixar ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais; retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa; cobrir e realizar manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem; limpar ralos e canaletas externas; dar atenção a bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água; e deixar lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água.

Suspeita
Em casos de sintomas de algumas das doenças causadas pelos Aedes aegypti, a Secretaria da Saúde recomenda que a população procure imediatamente uma Unidade de Saúde.
Dentre os sintomas das doenças estão: febre alta com início súbito; dor de cabeça; dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles; perda do paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; moleza e dor no corpo; e muitas dores nos ossos e articulações.

Apoio
A secretária municipal da Saúde, Janine Carvalho Ferreira Rokutan, reforça a importância das visitas domiciliares. “Pedimos o apoio e a compreensão de toda a população. Vamos nos unir às equipes de saúde para evitar uma possível epidemia em nosso município que, sem dúvida, teria um alto custo social e econômico, podendo causar até mesmo a morte”, alerta.
“A abordagem nas casas e a orientação dos agentes são muito importantes, porque grande parte da população não está habituada a verificar e retirar os possíveis criadouros do mosquito”, completou a secretária.
A prefeita Adriana Quireza Jacob Lima Machado fala sobre o combate ao Aedes aegypti. “Se todos nós fizermos a nossa parte, Ituverava estará livre de uma epidemia das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Por isso, contamos com a colaboração de todos no combate ao mosquito”, ressalta a prefeita.

Papel da população

Ao longo dos anos, a Tribuna de Ituverava vem alertando a população sobre os riscos das doenças causadas pelo Aedes aegypti, que podem levar à morte.
É evidente que o Poder Público deve manter ações de combate ao mosquito, no entanto é importante lembrar que a população também tem um papel determinante nesta luta.
Por isso, é fundamental que cada pessoa cuide de sua casa para evitar possíveis criadouros do Aedes aegypti. Também cabe a cada cidadão, se necessário, denunciar vizinhos que não cuidam de seus terrenos ou residências. Afinal, a dengue mata. E a vítima pode ser você.

Sintomas iniciais se parecem com os da dengue clássica

Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica são parecidos com os da dengue clássica, e após o terceiro dia surgem hemorragias causadas pelo sangramento de pequenos vasos da pele e outros órgãos. Na dengue hemorrágica, ocorre uma queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tonturas e quedas da própria altura.
No continente americano, a primeira epidemia de dengue hemorrágica aconteceu em Cuba, em 1981. No Brasil os casos de dengue hemorrágica eram raros até o ano 2000, quando chegou ao país o vírus da dengue tipo 3. Isso aumentou o número de casos, pois iniciou a infecção em pessoas que já tinham sido acometidas pelo vírus 1 e/ou 2.
A transmissão da dengue ocorre através da picada do mosquito Aedes que, após um período de 10 a 14 dias após ter sido contaminado ao alimentar-se de sangue humano com o vírus da dengue, pode transportar o respectivo vírus durante toda a sua vida. A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa.
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.
A transmissão da dengue raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C. Por isso a doença se desenvolve mais em áreas tropicais e subtropicais.
A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito da dengue podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes.
Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

Mosquito
O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar, transmitindo a dengue, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa.
Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento da alimentação do mosquito.
A fêmea do Aedes aegypti voa até mil metros de distância de seus ovos. Com isso, os pesquisadores descobriram que a capacidade do mosquito é maior do que os especialistas acreditavam.
Qualquer um dos quatro sorotipos da dengue pode causar dengue hemorrágica. Dificilmente a dengue hemorrágica acontece quando a pessoa é infectada pela primeira vez, mas as chances aumentam na segunda, terceira ou quarta infecções.

Agentes recolhem possíveis criadouros do mosquito da dengue

Prefeitura tem intensificado  o combate ao Aedes aegypti 

Devido ao calor e chuvas frequentes, o verão é o período do ano em que mais crescem os índices de transmissão de doenças causados pelo Aedes aegypti.
Por isso, medidas como manter a higiene de casas e quintais e evitar água parada são fundamentais para evitar que apareçam possíveis criadouros do mosquito.
Preocupada com o problema, a Secretaria Municipal da Saúde, com o apoio da Prefeitura de Ituverava, prossegue com as ações de combate a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e outras doenças.
Além da conscientização feita por agentes casa a casa, estão sendo desenvolvidas ações como mutirões de limpeza nos bairros do município, para a identificação e retirada de entulhos e possíveis criadouros do mosquito em locais onde há água parada; recolhimento de todo o tipo de material (lixo doméstico), que a população deseja descartar e visitas às residências, realizadas pelos agentes de controle de endemias.
Além disso, desde o dia 17 de dezembro, os agentes de Controle de Endemias estão trabalhando em horário diferenciado, das 7h às 20h. O objetivo da mudança é intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypit e aumentar o número de casas visitadas, principalmente, as que se encontram fechadas em horário comercial.

Agentes de Controle de Endemias

Todos os agentes possuem crachá de identificação e a equipe completa é formada por: Cíntia Claudino Massimo Oliveira, Felipe de Oliveira Torres de Paula, Flávia Ramos Figueiredo, Graziela Albino Scanavez, Hilda de Freitas Silva, João Paulo dos Santos Silva, José Antônio Ananias de Oliveira, Leonardo Costa de Oliveira, Liliana Ribeiro dos Santos Maciel, Lucas Paiva Barbosa, Márcio Aparecido Batista, Mariana dos Santos Monteiro, Moisés Thiago da Silva, Nara Rúbia de Oliveira Almeida, Renata Cristina Espíndola e Vanessa Romualdo de Paula.
Os supervisores são Aline Aparecida Silva e Douglas Silvino Alves e o coordenador é Rodrigo de Mattos Silva Santos.