Ituverava tem 2ª maior abstenção da microrregião

29,40% dos eleitores do município não compareceram às urnas no dia 7 de outubro

No primeiro turno das eleições, realizado em 7 de outubro, Ituverava registrou o segundo maior índice de abstenção na microrregião, perdendo apenas para Igarapava.
Dos 29.926 eleitores de Ituverava, apenas 21.127 foram às urnas no domingo, o que representa uma abstenção de 29,40%, número bem maior que o do Brasil (20,30%) e o do Estado de São Paulo (21,50%).
Em Igarapava – líder de abstenção na microrregião – 6.927 eleitores, de um total de 21.626, deixaram de comparecer às urnas, o que representa uma abstenção de 32,03%.
Em seguida, vêm os municípios de Aramina (25,77% de abstenção), São Joaquim da Barra (25,45%), Orlândia (24,42%), Miguelópolis (20,98%), Buritizal (20,30%) e Guará (16,63%).
As duas maiores cidades da região – Ribeirão Preto e Franca – tiveram, respectivamente, 23,84% e 20,38% de abstenção. As informações completas sobre o eleitorado e a abstenção podem ser conferidas no quadro abaixo.
Um dos fatores que pode ter levado Igarapava ao maior índice de abstenção na microrregião pode ter sido a corrupção. Isso porque no município, uma investigação do Ministério Público resultou em 2017 na Operação Pândega, que apontou um suposto esquema de fraude e desvio de verbas em licitações entre 2013 e 2016. Entre os presos na operação, parte deles já em liberdade, estão ex-vereadores e ex-prefeitos.
Já em Ituverava, o alto índice de abstenção causou surpresa e demonstrou uma possível insatisfação e revolta com o atual cenário político brasileiro.

Números no país 

Em nível nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a apuração dos votos do primeiro turno das Eleições 2018 às 21h20 do dia 8 de outubro. Do total de 147.306.295 eleitores, 117.364.560 compareceram às urnas, número equivalente a 79,67%.
Os votos válidos totalizaram 107.050.673, equivalentes a 91,21%. A abstenção alcançou 29.941.265 e representou 20,33%. O total de votos nulos foi de 7.206.205, equivalentes a 6,14%, e os votos brancos somaram 3.106.936 (2,65%). Foram apuradas 454.490 urnas, a última delas na cidade de Houston, nos EUA.
Pelos resultados, será realizado um segundo turno de votação para o próximo presidente da República ser conhecido, assim como os governadores de 13 Estados (Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Roraima, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) e do Distrito Federal. A próxima votação acontece no dia 28 de outubro.
No primeiro turno das eleições presidenciais, o candidato que recebeu o maior número de votos foi Jair Bolsonaro, da Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL-PRTB), com 49.276.990 (46,03%). Ele disputará o segundo turno com Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT-PCdoB-PROS), que obteve 31.342.005 (29,28%).

Abstenção por Estado 

Região Sul 

Paraná – 17%
Rio Grande do Sul – 18,1%
Santa Catarina – 16,3%

Região Nordeste 

Alagoas – 22,6%
Bahia – 20,7%
Ceará – 17,3%
Maranhão – 20,5%
Paraíba – 15%
Pernambuco – 17,9%
Piauí – 15,7%
Rio Grande do Norte – 17,1%
Sergipe – 18,8%

Região Sudeste 

Espírito Santo – 19,3%
Minas Gerais – 22,2%
Rio de Janeiro – 23,6%
São Paulo – 21,5%

Região Centro-Oeste 

Distrito Federal – 18,7%
Goiás – 20,2%
Mato Grosso – 24,6%
Mato Grosso do Sul – 21,2%

Região Norte  

Acre – 19%
Amapá – 16,7%
Amazonas – 19,4%
Pará – 20%
Rondônia – 22,3%
Roraima – 13,9%
Tocantins – 20%

Número de eleitores que não  votaram é o maior desde 98 

Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas no dia 7 de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,3%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o índice de abstenção também subiu, dois pontos percentuais, em relação ao último pleito, passando de 19,5% para 21,5%. Em número de eleitores, isso representa mais de 850 mil pessoas, de 6,2 milhões em 2014 para 7,1 milhões neste ano.
Em 1994, o percentual havia sido ainda maior: 29,3%, o que significa que 1 em cada 3 eleitores aptos não compareceram.
A abstenção tem crescido desde 2006. Na ocasião, 16,8% dos eleitores não votaram. Quatro anos depois, o índice subiu para 18,1%, e chegou aos 19,4% nas eleições presidenciais passadas, em 2014.
Em número de eleitores, a porcentagem desse ano representa 29,9 milhões de pessoas. No primeiro turno de 2014, 27,7 milhões de votantes se abstiveram do voto.

Números por Estado

Dos 26 Estados, mais o Distrito Federal, o Mato Grosso aparece com o maior índice de abstenção, com 24,6%. Isso significa que quase 1 em cada 4 eleitores aptos a votar não votaram. Na direção oposta, o Estado com o menor número de abstenções foi Roraima, 13,9%.
São Paulo foi Estado com o maior aumento no número de eleitores que não votaram, com quase 870 mil ausências a mais, na comparação com as eleições de 2014. Em proporção, são dois pontos percentuais a mais, de 19,5% para 21,5%.
No entanto, o Distrito Federal foi o local com o maior aumento percentual de abstenções, passando de 11,7% em 2014 para 18,7% este ano. O Amapá aparece como a segunda maior alta, de 10,4% para 16,7%.
Na comparação com o primeiro turno das eleições de 2014, cinco Estados tiveram redução proporcional das abstenções.
A maior delas foi no Piauí, que passou 18,9% há 4 anos para 15,7% neste ano. O Ceará saiu de 20,1% para 17,3%. A Paraíba registrou 17,6% de abstenções em 2014. Esse ano, o índice foi de 15%. O Pará teve queda de 21,1% para 20% este ano. Por fim, Santa Catarina teve redução de 0,1% nas abstenções, de 16,4% para 16,3%.
Confira no quadro abaixo o índice de abstenção em cada um dos Estados brasileiros, divididos por região.