Ituverava tem o pior desempenho em empregos na microrregião

Município encerrou o ano de 2018 com perda de 81 vagas no mercado de trabalho, segundo Caged  

Dados do Caged mostram que índice de empregos em Ituverava ficou
abaixo de cidades da região

Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que Ituverava foi o município da microrregião a obter o pior índice de geração de empregos ao longo de 2018.
Ao invés de aumentar o número de trabalhadores com carteira registrada entre 2017 e 2018, o município registrou uma queda de 81 vagas no mercado de trabalho. Na microrregião, o único resultado próximo ao de Ituverava foi o de Miguelópolis, onde houve déficit de 72 empregos.
Aramina e Buritizal também tiveram déficit, de 2 e 9 vagas, respectivamente. Os melhores desempenhos da região ficaram com Orlândia, que gerou 408 vagas em 2018, e São Joaquim da Barra, que gerou 263. Em seguida aparecerem Igarapava (179 vagas), Guará (153 vagas) e Jeriquara (65 vagas).
Apesar da crise que assola o país, a maior parte das cidades da microrregião conseguiu abrir novas vagas de trabalho, sendo algumas delas de forma significativa, como Orlândia, São Joaquim da Barra, além de Igarapava e Guará, municípios com território e população bem menores que os Ituverava. A situação é preocupante, pois Ituverava não só deixou de criar novas oportunidades de emprego, como teve uma redução significativa no número de trabalhadores com carteira assinada. Para um município do porte de Ituverava, com cerca de 40 mil habitantes, perder 81 vagas ao longo de um ano é motivo de alerta.

Reflexão
Cabe ao Poder Público e à sociedade refletirem sobre meios de gerar empregos na cidade, pois, caso contrário, Ituverava permanecerá estagnada enquanto assiste os municípios da região crescerem vertiginosamente.
É importante lembrar que a perda de 81 vagas de empregos traz, além do prejuízo para trabalhadores, um impacto econômico negativo, já que é menos dinheiro circulando no município, o que pode resultar em muitos problemas, inclusive sociais. Por conta disso, talvez seja esse o momento do município e a sociedade estudarem meios para atrair empresas e indústrias, como por exemplo, um distrito industrial e oferecer incentivos fiscais que possam resultar em incentivo na geração de empregos e renda para o município.

Capital paulista gerou quase 10% dos empregos do país 

Das 529.554 novas vagas de empregos formais geradas em 2018 em todo Brasil, quase 10%, 58.357, foram em São Paulo, capital. A cidade foi a campeã na abertura de novas vagas em todo o país. O Rio gerou apenas 700.
O saldo nacional de 529.554 novas vagas (demissões descontadas das admissões no período), é o primeiro positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil vagas com carteira. O resultado também é o melhor desde 2013, quando o país gerou 1,1 milhão de empregos com carteira. Em dezembro, como costuma ocorrer, o resultado ficou negativo em 334,4 mil vagas. Entre as 50 cidades que mais geraram emprego no Brasil no último ano, 15 delas fazem parte do Estado de São Paulo, que fechou com saldo de 106,4 mil vagas de emprego formal. Desse total, a capital foi responsável por 58.357 vagas, ocupando o primeiro lugar no ranking nacional.
Rio de Janeiro
No Estado do Rio de Janeiro, somente Volta Redonda está na lista das 50 que mais criaram vagas, ficando em 37º lugar, com 2.295 vagas. Já a capital ficou em 181º lugar no ranking de criação de emprego formal em 2018, com 706 vagas.
Entre os dez municípios que mais geraram vagas de emprego formal no país, apenas quatro cidades são da região Sudeste. Além da capital paulista e de Ribeirão Preto, no interior de SP, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Serra, no Espírito Santo figuram na lista.

Regiões Sul e Nordeste

Na região Sul, por exemplo, Joinville, em Santa Catarina, figura no 5º lugar, com 9.094 vagas, enquanto a capital do Estado, Florianópolis, foi responsável por 2.600 vagas de emprego formal.
A capital federal, Brasília, no Centro-Oeste, é o terceiro município da lista a criar mais vagas de emprego formal, totalizando 16,9 mil vagas com carteira assinada.
Na região Nordeste, as capitais Fortaleza, no Ceará, e Salvador, na Bahia, ocupam, respectivamente, o 6º e o 9º lugar no ranking.
Embora nenhum município da região Norte esteja entre os dez com maior número de vagas de emprego formal geradas entre janeiro e dezembro de 2018, Manaus figura em 15º lugar no ranking, com 4.900 vagas.

Ribeirão Preto teve quase 7 mil novas vagas em 2018 

Vista aérea da cidade de Ribeirão Preto

A economia de Ribeirão Preto foi a segunda do Estado a gerar mais empregos em 2018, apontam dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
As estatísticas mostram que o município gerou 6.958 novos empregos, apenas atrás de São Paulo, com 58.357.
O resultado da cidade do interior paulista supera o de municípios como Campinas, Taboão da Serra e Guarulhos, que também listam entre as localidades que mais movimentaram as contratações.
O setor de serviços foi o que comandou a maior parte das contratações, com 4.786 empregos. Comércio, com 1.770, e construção civil, com 644, também puxaram a alta nos números.
Entre os outros três maiores municípios da região de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Barretos também terminaram o ano em alta. Já Franca encerrou o período com a perda de 37 vagas.

Setor varejista perdeu 59 vagas ao longo de 2018  

Mesmo no setor varejista – responsável por gerar um grande número de empregos em Ituverava – foi registrado déficit ao longo do ano de 2018.
Somando os doze meses, o município teve 678 admissões e 737 desligamentos, o que representa a eliminação de 59 vagas no mercado de trabalho. No mês de dezembro, no entanto, o setor teve saldo positivo, com 72 admissões e 58 desligamentos. Dessa forma, o comércio varejista de Ituverava encerrou o ano com 1.972 trabalhadores ativos, sendo a maior parte deles – 730 ou 37% – em atividade supermercadista.
Ao longo do ano, segundo a FecomercioSP e o Sindicato Patronal de Ituverava, os setores que perderam vagas foram: Autopeças e Acessórias (21 vagas), Farmácias e Perfumarias (5 vagas), Materiais de Construção (16 vagas), Lojas de Móveis e Decoração (2 vagas), Lojas de Vestuário, Tecido e Calçados (14 vagas) e supermercados (23 vagas).
Os setores que criaram novas vagas foram: Concessionárias de Veículos (8 vagas), Eletrodomésticos, Eletrônicos e Lojas de Departamento (10 vagas) e outras atividades (4 vagas).
Análise
A pedido da Tribuna de Ituverava, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) analisou os números de 2018, levando em conta aspectos positivos e negativos.
“Em dezembro, três dos nove segmentos avaliados mais admitiram do que desligaram funcionários com destaque para os supermercados e o grupo Outras Atividades”, diz. “No acumulado de 2018 destaque para a recuperação do mercado de trabalho das concessionárias de veículos e lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos. Por outro lado, houve quedas expressivas nos supermercados e lojas de autopeças e acessórios”, completa a federação.
SINCOVAMI
Em entrevista concedida ao semanário, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Município de Ituverava (SINCOVAMI), Edelberto Diniz Costa, fala sobre o sindicato está fazendo para amenizar a situação no município. “Estamos viabilizando alguns projetos para tentar reverter essa situação, tanto que para isso conseguimos a instalação da sede própria do Sindicato Patronal de Ituverava, là Rua Dr. Getúlio Vargas, 87 – Centro, em frente à Associação Atlética Ituveravense”, afirma.
“Portanto, nos colocamos à disposição da população para que possamos melhorar o nível de renda em Ituverava e reduzir o número de desempregados”, completa Edelberto Costa.

Saldo positivo na região

Setor varejista tem perda de vagas

O comércio varejista da região de Ribeirão Preto criou 1.394 empregos formais em novembro, resultado de 5.668 admissões contra 4.274 desligamentos. Nos 11 meses do ano, 2.505 postos de trabalho formais foram abertos. No acumulado dos últimos 12 meses, 2.650 empregos foram criados. Com esse desempenho, o estoque ativo do comércio varejista da região registrou 143.958 vínculos empregatícios ativos, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, o melhor desempenho entre as 16 regiões analisadas no Estado. As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). No comparativo anual, das nove atividades analisadas, oito apontaram alta do estoque de empregados, com destaque para os segmentos de Eletrodomésticos, Eletrônicos e Lojas de Departamentos (4,3%); e Farmácias e Perfumarias (3,6%). Em contrapartida, Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,7%) sofreu leve queda em relação ao mesmo período de 2017.