Jovens preparam greve mundial em defesa do meio ambiente

Tem circulado pelas redes sociais um extenso material de convocação para a greve mundial por justiça climática, de 20 a 27 de setembro. O convite está sendo feito por diversas organizações e a greve há de ter sido inspirada no movimento começado pela estudante sueca Greta Thunberg, de 16 anos, uma voz jovem que se levantou no ano passado, quando se colocou de pé, junto a um cartaz em frente ao Parlamento de seu país, onde dizia que estava em greve pelo clima.
Pais, acadêmicos, sindicatos, celebridades de forma em geral, fazendeiros e doutores estão se juntando ao movimento mundial. Um site foi criado, onde são oferecidos banners, palavras de ordem, textos prontos para a hora do embate nas ruas. O principal mote é o fim do uso dos combustíveis fósseis. A maior exigência é que as empresas parem de fazer negócios como sempre, e passem a ter um olhar mais cuidadoso com o entorno, com o meio ambiente.
Os jovens que estão à frente da organização do evento afirmam que mais de 250 mil pessoas vão morrer por consequências ambientais até 2050, e outros 100 milhões serão rebaixados para a pobreza extrema.
Um dos temas-chave da manifestação será o uso de agrotóxicos. Em 2013, o Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO na sigla em inglês) foi o que mais gastou com agrotóxicos. Mas, em consumo por área cultivada quem ganha é o Japão, assim como em consumo por produção agrícola.

Volume
Em termos de volume de agrotóxicos, no entanto, Brasil e Estados Unidos empatam, segundo a professora Larissa Mies Bombardi, professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo.
Segundo ela, que é autora da tese “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com União Europeia”, 30% de todos os agrotóxicos utilizados no Brasil são proibidos na União Europeia.
Bem, mas não é somente sobre o uso abusivo de agrotóxicos que se tratará na manifestação de setembro. Quando os jovens exigem que os negócios passem a ser feitos de maneira diferente do que hoje, o que eles querem é que não se priorize o lucro às pessoas e ao meio ambiente.