Jovens pressionam governos por medidas ambientais

Mais 1 milhão de crianças e jovens foram às ruas em 120 países para pressionar líderes políticos e empresariais a agirem para evitar que as mudanças climáticas afetem gravemente o futuro deles.
O movimento de greve escolar é liderado pela jovem sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que em uma sexta-feira de agosto do ano passado começou a protestar sozinha em frente ao parlamento sueco, em Estocolmo.
Naquele dia, ela faltou à aula e levou seu cartaz explicativo “em greve escolar pelo clima”, deflagrando o movimento chamado de Fridays for Future [Sextas pelo Futuro], que culminou, na última semana, em greves em mais de 120 países. O número de quantas pessoas participaram ainda está sendo apurado.
De acordo com a Embaixada da Suécia, até a véspera da greve global, estavam programadas 18 greves no Brasil: Juazeiro do Norte (CE), Belo Horizonte, Florianópolis, Goiânia, Recife, Rio de Janeiro, Santa Maria (RS), Imbé (RS), São Paulo, Brasília, Confresa (MT), Francisco Beltrão (PR), Alta Floresta (MT), Natal, Pato Branco (PR), Aracaju, Jundiaí e Mogi das Cruzes.
O movimento global de greve escolar começou porque a jovem sueca Greta Thunberg queria que os líderes de seu país agissem conforme a urgência e a gravidade das mudanças climáticas e passou a protestar toda sexta-feira, fazendo greve de escola.
A iniciativa dela correu o mundo, crianças e jovens passaram a fazer greve às sextas também, até que o movimento se tornou global com a mobilização do 15 de março de 2019.

Greve global

A ONG 350 Dot Org divulgou em seu Twitter que ainda não é oficial, mas, que os números já indicam que a greve global realizada por crianças e jovens deve ser a maior ação pelo clima que já ocorreu até hoje. Em 2015, 785 mil pessoas; em 2014, 600 mil. No dia 15 desse ano, segundo dados preliminares, foram 1,4 milhão de estudantes, com seus pais e professores.
António Guterres, secretário-geral da ONU, convocou para setembro em Nova York encontro emergencial sobre o clima em resposta às greves. “Minha geração não conseguiu responder adequadamente ao desafio dramático das mudanças climáticas. Isso é profundamente sentido pelos jovens. Não admira que estejam com raiva”, destacou.
O anúncio foi feito em artigo de Guterres, publicado no The Guardian enquanto a mobilização ainda estava em andamento.