Julho Amarelo conscientiza sobre hepatites

Ministério da Saúde alerta que as doenças são silenciosas e nem sempre apresentam sintomas

Objetivo da campanha Julho Amarelo é alertar sobre as hepatites virais

Lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União no início do ano, instituiu a campanha Julho Amarelo, com o objetivo de alertar sobre as hepatites virais. De acordo com o texto, a campanha deve ser realizada todos os anos, em todo o território nacional.
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus ou pelo uso de remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. O Ministério da Saúde alerta que as hepatites virais são doenças silenciosas, pois nem sempre apresentam sintomas. Quando aparecem, podem causar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E, sendo que o último é mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil, segundo a pasta, são portadoras do vírus B ou C e não sabem.
“Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite”, destaca o Ministério.

Estimativa
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.
A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste gratuitamente em qualquer posto de saúde e, no caso positivo, façam o tratamento que está disponível na Rede Pública de Saúde.

Ituverava
As Unidades de Saúde de Ituverava vão irão aderir a Campanha Julho Amarelo, no entanto, a programação ainda está sendo elaborada. A vacina contra a Hepatite B já é disponibilizada nas Unidades de Saúde, porém, não é necessária para aqueles que já tiverem tomado três doses.

Hepatite C

Pelo grau de gravidade, a hepatite C merece uma atenção especial. Ao contrário dos demais vírus que causam hepatite, este vírus não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que faz com que a infecção aguda seja menos sintomática, mas também com que a maioria das pessoas que se infectam se tornem portadores de hepatite crônica, com suas consequências a longo prazo.
Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e tempo de duração, pode levar à cirrose e câncer do fígado.

Doença é grave e conta com cinco tipos mais comuns

São cinco os tipos mais comuns de hepatites virais (A, B, C, D e E) e no caso a hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde para pessoas de até 50 anos de idade. Além destes tipos são registrados ainda dois outros: o F que apesar de estudos recentes não terem configurado sua existência, sendo, portanto, descartado, mas não eliminado da literatura médica, e o tipo G.
A Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.
A Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.
A Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.
Hepatites
É causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.
A Hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A Hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.
Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da Hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite, segundo a Organização Mundial de Saúde, pode ser desconsiderado.

Transmissão

O vírus da Hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em coinfecção com outros vírus, como o da Hepatite C (VHC), da Hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).
O alerta do Ministério da Saúde é para que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave pela falta de diagnóstico ou diagnóstico tardio, quando a doença já está em estado avançado.