Lições sobre a raiva e a corrupção

Termino a leitura de: “A VIRTUDE DA RAIVA”, de Arun Gandhi sobre a “NÃO VIOLÊNCIA” e, “MÃOS LIMPAS E LAVA JATO”, de Rodrigo Chemim, sobre a “CORRUPÇÃO”, na Itália e no Brasil. Quais lições e reflexões nos trazem essas teses sobre o ser humano?
No primeiro, o ápice de tudo é voltado para “A NÃO VIOLÊNCIA”, defendida e transmitida do avô Mahatma Gandhi para o neto Arun. Esse ensinamento nos remete aos acontecimentos em nosso país vizinho: VENEZUELA, que revela o poder da “VIOLÊNCIA” no governo Ditatorial! Impondo ao povo a “escravidão” de seus direitos de “liberdade, igualdade, solidariedade e justiça”. O poder ditatorial revela o “HOMEM DITADOR”, um “egocêntrico e carrasco sanguinário” e os que o rodeiam, diante das benesses dos cargos, se tornam omissos aos apelos e aos sofrimentos do povo.
No segundo, o ápice de tudo é voltado para a “CORRUPÇÃO” numa combinação “político e empresário”, afirmando que o “SER HUMANO É O PROBLEMA”! Tanto as Mãos Limpas e Lava Jato, revelam ao público, que mesmo pessoas abastadas e politicamente bem-sucedidas são capazes da prática da “corrupção” e desvio de “verbas públicas” sem considerar os reflexos sociais, políticos e econômicos negativos, nas relações entre o cidadão, servidor e poder público.
Segundo “Freud” é na primeira infância que se forma a personalidade e moldam-se os valores. O Livro do Eclesiástico (27, 5-8) diz: “O fruto revela como foi cultivada a árvore. Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar, pois é no falar que o HOMEM se revela”.
O individualismo é o grande responsável pela violência em todo o mundo, resultado do que se pode chamar de os “sete pecados sociais”: Riqueza sem trabalho; Prazer sem consciência; Comércio sem moral; Ciência sem humanidade; Conhecimento sem caráter; Devoção sem sacrifício e Política sem princípios. A mensagem de “PAZ” é a única que deve ser divulgada e que seja mais forte que a mensagem de “ódio e desesperança”!
As pessoas estão muito conectadas umas as outras, pelas redes sociais, mas às vezes demonstram estar totalmente solitárias. Em outas palavras, ou estão se relacionando diretamente ou simplesmente olhando apenas pela janela da solidão. O homem é um ser sociável, necessita viver em sociedade, mas tende a agir pensando em si do que na coletividade.
Os governos “ditatoriais”, “socialistas” ou “comunistas” são as piores formas de governo, provocam na sociedade uma desconfiança generalizada, que passa a desacreditar nas “instituições” e principalmente nos “partidos políticos e nos políticos”. Essa revelação é demonstrada pela “Latinobarômetro” entidade não governamental, sem fins lucrativos, com sede no Chile, que há mais de vinte anos realiza pesquisas de opinião em vários países, principalmente nos países Latinos Americanos e os resultados são surpreendentes: 70% dos entrevistados não confiam na “administração pública” e 80% não confiam nos “partidos políticos e nos políticos”.
No BRASIL à pesquisa mostra que 70% não confiam na “administração pública” e 90% não confiam nos “partidos políticos e políticos”. A pesquisa também mostra sobre a forma de governo. Que a “DEMOCRACIA” é preferível a qualquer outra forma de governo.
Resumindo: se o Brasil não quiser repetir a decepção do povo Italiano, precisamos continuar a apoiar a “LAVA JATO” e a “FICHA LIMPA”, consolidar o processo “DEMOCRÁTICO” afastando para sempre a volta do manifesto e apoio ao “FORO DE SÃO PAULO”, com vistas à implantação do “socialismo/comunista”. É preciso estar atento ao Congresso Nacional. É o PARLAMENTO que pode criar legislação para acabar com a “IMPUNIDADE”, mas é lá também que pode concretizar um caminho inverso, que pode ajudar os “CORRUPTOS E CORRUPTORES”, e estar vigilante sobre as REFORMAS estruturais necessárias ao país e ao bem comum.
A sabedoria popular já sentenciou: “SE QUISERMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS, PRECISAMOS DECIDIR QUE FILHOS DEIXAREMOS PARA O NOSSO MUNDO!”

Adolfo Medina Bucker