Material escolar tem variação de até 373% no preço em Ribeirão

O diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Liporaci Spósito Machado orienta sobre a compra de materiais escolares

Sempre fazer pesquisa de preços se a intenção for economizar

As aulas estão próximas e já é hora de começar a se organizar, principalmente para aquisição de materiais escolares. Mas cuidado, pois os preços podem variar de forma exorbitante.
Item indispensável para qualquer estudante, a borracha látex branca pode ser encontrada com uma variação de até 373,68% no preço, de R$ 0,50 a R$ 2,80, dependendo do estabelecimento comercial em Ribeirão Preto. A diferença percentual é a maior encontrada por um levantamento divulgado pela Fundação Procon. A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de janeiro, entretanto, os valores podem estar sujeitos a alterações posteriores, de acordo com o órgão. Foram avaliados sete estabelecimentos comerciais e 94 itens, como apontador, caderno, canetas esferográfica e hidrográfica, colas em bastão e líquida, giz de cera, lápis preto e colorido, entre outros produtos.

Destaques
Entre os destaques estão o apontador de lápis, encontrado por preços que vão de R$ 1,40 a R$ 4,00, com uma variação de 185,71%. O estojo com giz de cera com seis cores, a variação é de 167,14%, e a caixa pode ser comprada por R$ 0,70, no mínimo, e R$ 1,87, no máximo.

Itens com maior variação de preços em Ribeirão Preto

• borracha látex branca: 372,68%
• apontador de lápis: 185,71%
• caneta marca-texto: 178,79%
• giz de cera com 12 cores: 172,50%
• caneta hidrográfica: 167,12%
• estojo de giz de cera: 167,14%
• lápis preto com borracha: 150%

Dicas para o consumidor

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor alerta que, na lista de material, as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer produto escolar de uso coletivo, como itens de escritório, de higiene ou limpeza.
Também orienta os pais a reutilizarem materiais que já possuem em casa e a promoverem a troca de livros didáticos. A compra em conjunto com outras pessoas também pode proporcionar descontos, segundo a fundação.
Ainda de acordo com o órgão, o consumidor deve sempre verificar se o estabelecimento comercial pratica preço diferenciado em relação a forma de pagamento, por exemplo, se será pago o produto em dinheiro, cheque, cartão de débito ou cartão de crédito.

Listas escolares

O diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Liporaci Spósito Machado orienta sobre a compra de materiais escolares. “Os materiais escolares, assim como qualquer outro produto, apresentam variações de preços que, muitas vezes, dependendo da marca, que podem deixar o consumidor de queixo caído. É salutar sempre fazer pesquisa de preços se a intenção for economizar. Há escolas que vendem material escolar e, frise-se, não há ilegalidade nisso, desde que seja ofertado, não imposto aos pais. A exceção, é claro, fica por conta de material apostilado, fornecido exclusivamente pela escola”, observa
“É bom lembrar que as listas de materiais escolares não podem exigir marca de produto, bem como materiais de uso coletivo da própria escola, com materiais de limpeza. É muito questionado no Procon se as escolas podem pedir uma resma de papel A4, pois seria muito e a criança não usaria durante o ano letivo. Entendemos que não há problema, desde que o uso esteja atrelado às atividades pedagógicas de escola”, orienta.
“Ao fazer um orçamento, verifique se há diferença de preços e, se o pagamento for em dinheiro, cartão débito ou crédito. Antes proibido, hoje é lícita a diferenciação de preços dependendo da modalidade de pagamento, sendo, via de regra, mais vantajoso à vista em dinheiro”, alerta Marcelo Liporaci Spósito Machado.