Novos nomes da MPB ganham espaço cada vez maior no país

Entra ano e sai ano, e novas promessas surgem no cenário musical brasileiro. Mas, se tem uma dúvida que surge sempre entre jornalistas, críticos e admiradores da MPB, é a seguinte: quem serão os sucessores de nomes tão fortes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, entre outros (as)?
Enquanto a consagração desses novos artistas não acontece, confira os representantes mais fortes desse gênero que reúne o que há de melhor na música do Brasil.  

Silva
O cantor e compositor capixaba surgiu em 2012, com o álbum “Claridão” e, desde então, só se fez notar. O representante mais talentoso e multifacetado da sua geração já tocou com artistas do quilate de Fernanda Takai, Anitta e Marisa Monte, a quem homenageou no belo trabalho “Silva canta Marisa”. É, de longe, o nome com maior capacidade de entrar para o panteão dos grandes da MPB.

Iza
Após publicar covers em seu canal no Youtube, a cantora carioca começou a chamar atenção do público, até emplacar o seu primeiro hit, “Pesadão”, com a participação de Falcão, vocalista d’O Rappa.
Desde então, sua carreira segue em ritmo ascendente, culminando com a indicação do seu álbum “Dona de Mim” ao Grammy Latino em 2018. As suas letras, que enfocam questões como problemas sociais e empoderamento feminino, se destacam em meio ao cenário musical.

Ana Vitória
“Descobertas” por Tiago Iorc, as garotas já realizaram parcerias com Sandy, Projota e Matheus & Kauan. Além de emplacarem músicas em diversas novelas e participações em festivais de música pelo país, foram premiadas com o Grammy Latino de Melhor Canção em Língua Portuguesa em 2017, com “Trevo (Tu)”. O sucesso delas já rendeu até um filme, autointitulado “Ana e Vitória”.

Melim
Semifinalistas da terceira temporada do reality musical Superstar, da Rede Globo, o trio formado pelos irmãos Rodrigo, Diogo e Gabriela Melim anda chamando a atenção pelos quatro cantos do país. Neste ano, o primeiro álbum do grupo foi lançado, além de uma parceria com Ivete Sangalo.

Qinho
Até meados de 2009, era vocalista da banda VulgoQinho&OsCara, até seguir em carreira-solo, em 2009. Desde então, tocou ao lado de nomes como Adriana Calcanhotto, Jards Macalé, Fernanda Abreu (com quem compôs duas músicas do último álbum dela, “Amor Geral”) e Marina Lima, a quem homenageou no seu último trabalho, “Qinho Canta Marina”, que anda sendo elogiadíssimo pela crítica especializada.

Tais Alvarenga
Com seu disco de estreia, “Coração Só”, lançado exatamente no Dia Internacional da Mulher, a cantora e compositora surgiu com o pé direito. A começar pela produção, que conta com a ajuda de Pupillo (da Nação Zumbi). Versando sobre o papel da mulher nos dias atuais e a problemática dos relacionamentos amorosos, Tais conta com influência de artistas como Fiona Apple, Amy Winehouse e Alanis Morissette, mas com um som essencialmente brasileiro.

Cícero
Em 2011, seu primeiro CD, “Canções de Apartamento”, foi disponibilizado para download gratuito, marcando uma atitude inédita entre artistas brasileiros. Considerado uma das grandes promessas surgidas nessa década, possui um trabalho notadamente calcado na bossa nova. Seu último álbum, “Cícero & Albatroz”, foi, segundo a crítica, um dos principais lançamentos da música brasileira no ano passado.

Jão
Com milhões de visualizações e execuções no Youtube e no Spotify, Jão já surgiu como uma grande promessa, sendo inclusive considerado como representante de um novo gênero, a “sofrência pop”. Seu primeiro álbum, “Lobos”, foi lançado em agosto e conta com o sucesso “Imaturo”.

Lagum
A banda, que já vinha chamando atenção, caiu de vez nas graças do público ao ser “apadrinhada” pelo jogador Neymar, após o esportista colocar a canção “Deixa” em um stories no Instagram.
A partir de então, se tornou a banda mineira com o maior número de execuções no Spotify. Formada por Francisco Jardim (baixo), Tio Wilson (bateria), Otávio Cardoso (guitarra/vocal), Glauco Borges (guitarra), Pedro Calais (vocal) e Tio Wilson (bateria), assinou contrato recentemente com a Sony Music.

Miranda
Outro nome feminino de destaque a versar sobre as questões do amor, Miranda vem se destacando com a sua voz e melodia suaves, que emulam artistas como Tiê, Los Hermanos, Vanguart e a norueguesa Aurora.

Mahmundi
Rita Lee, Marina Lima, música eletrônica e indie. Toda essa mistura resulta no som de Mahmundi, outra voz feminina interessante a despontar nos últimos tempos no cenário brasileiro. Revisitando para os dias atuais toda a atmosfera e som dos anos 80, ela se destaca pelo uso de guitarras, sintetizadores e teclados, criando um clima propício para a busca de novas possibilidades musicais.

Jaloo
Alguma vez você imaginaria o tecno-brega e o indie convivendo lado a lado? Se não imaginou, deveria ouvir o som de Jaloo. O artista paraense chegou de mansinho e já conquistou o seu lugar ao sol. Impossível ficar incólume à proposta artística ousada. O nome certo para fecharmos a lista de novos artistas brasileiros que prometem revolucionar os próximos anos da nossa música.