O melhor do improviso no cinema

O cinema nunca foi tão livre para a improvisação quanto o teatro, porém isso não quer dizer que ela não aconteça. Às vezes, a genialidade de alguns atores é tamanha que eles conseguem improvisar frases ou gestos em uma cena, e torná-la ainda mais memorável. Confira algumas das mais marcantes delas:

Laranja Mecânica
A cena em que Alex e sua gangue entram na casa do escritor é famosa, porém o que a tornou imortal foi o fato do ator Malcolm McDowell cantar “Singing in the Rain”, de Frank Sinatra, enquanto imobilizava e batia na esposa do autor. A canção não estava no script, mas caiu como uma luva.
O Iluminado
Outro clássico de Stanley Kubrick tem uma história parecida. Jack Nicholson é, definitivamente, assustador em O Iluminado, especialmente em uma das cenas, quando o personagem persegue a esposa, que se tranca no banheiro. Ele quebra uma parte da porta com um machado, coloca o rosto com uma expressão facial de louco e diz “Here is Johnny”.

O Silêncio dos Inocentes
Em uma das cenas mais célebres do clássico O Silêncio dos Inocentes, Hannibal Lecter termina a frase e acrescenta, com a boca, um silvo de cobra. A cena, improvisado por Anthony Hopkins, se tornou uma característica marcante de seu personagem.
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Após explodir o hospital, Coringa para, olha para trás, e continua apertando o botão do equipamento que detona as bombas, até que uma nova explosão ocorre. O vilão se assusta e sai correndo. Improviso criativo de Heath Ledger.

Star Wars V
Com todo o ego do capitão Han Solo, Harrison Ford decidiu incluir uma brincadeira de seu personagem em Star Wars V. Na cena em que Han Solo estava prestes a ser petrificado pelo Império, a Princesa Leia diz “eu te amo” ao capitão, que simplesmente responde “eu sei”. Ford alega que não soaria natural para o personagem responder “também te amo”.

Bruno da Silva Inácio cursa mestrado na Universidade Federal de Uberlândia, é especialista em Gestão Cultural, Literatura Contemporânea e em Cultura e Literatura.
Ele Cursa pós-graduação em Filosofia e Direitos Humanos e em Política e Sociedade. É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto”, “Coincidências Arquitetadas” e “Devaneios e alucinações”, além de ter participado de diversas obras impressas e digitais.
É colaborador dos sites Obvious e Superela e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.