Pessoas são presas em Ituverava em operação contra jogo do bicho

Dinheiro apreendido pela Polícia

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Franca (SP), Corregedoria da Polícia Civil e Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior (Deinter-3), realizaram a Operação “Quebrando a Banca” contra o jogo do bicho. Na quarta-feira, 31 de outubro, foram presas 13 pessoas, entre elas três policiais civis de Pitangueiras, na região de Ribeirão Preto. Mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão na casa de suspeitos, também foram cumpridos em Ituverava e Guará.
De acordo com a promotoria, as investigações apontaram a articulação de uma organização criminosa de Ituverava envolvida na realização de jogo do bicho, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos, que davam proteção ao esquema. O grupo atuava em oito municípios paulistas, entre eles Guará, Pitangueiras e Ituverava.
Entre os suspeitos presos estão quatro pessoas da mesma família – um casal, a filha e o marido -, além de um empresário de Goiás, onde já era conhecido pela prática do jogo do bicho. A família é considerada chefe da organização.
Além dos suspeitos, também foram apreendidas cédulas de dinheiro, moedas, cheques e uma máquina que teria sido usada na impressão das apostas. Eles serão denunciados por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e contravenção por jogo de azar.

Organização criminosa
Segundo o Ministério Público, os três policiais eram investigados há cerca de um ano e são suspeitos de facilitar a ação do jogo do bicho comandada pela organização criminosa.
De acordo com o promotor Rafael Piola, do Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, eles recebiam propina em troca de informações confidenciais. Os valores repassados aos policiais, no entanto, ainda são alvos de investigação.
Os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, foram levados à sede da Corregedoria em Ribeirão Preto, onde prestaram depoimento, e depois seguiram para a um presídio da polícia em São Paulo.

Atuação
A quadrilha era investigada há sete meses, de acordo com o Gaeco, e agia além de Ituverava, em Guará, Pitangueiras e em pelo menos outras cinco cidades. A investigação apontou que parte dos integrantes já operava no estado de Goiás e passou a atuar no interior de São Paulo em 2015.
“O dinheiro era inserido em empresas privadas para criar uma imagem de que essa empresa produzia efetivamente alguma atividade, prestava algum tipo de serviço para justificar a integração desse dinheiro, do patrimônio dos investigados”, diz o promotor Paulo Carolis.