Primeiro domingo da primavera é marcado por recorde de calor e aglomeração em praias e parques pelo Brasil

Cidades como Rio de São Paulo registraram as maiores máximas do ano. Comportamento de frequentadores desafiam regras para conter a Covid-19

O primeiro domingo da primavera foi marcado por sol forte, calor intenso, aglomeração em locais públicos e desrespeito às normas de distanciamento social em cidades brasileiras. O calor bateu recorde no Rio de Janeiro e São Paulo. Praias e parques ficaram lotados.

A temperatura máxima no Rio de Janeiro chegou a 39,2 °C, na estação da Vila Militar, Zona Oeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O dia mais quente do ano na cidade tinha sido registrado no dia 30 de janeiro quando os termômetros marcaram 38,8 °C.

A cidade de São Paulo teve recorde de calor no ano: 34,9ºC, de acordo com o Climatempo. O registro foi feito pela estação do Instituto Nacional de Meteorologia (InMet) no Mirante de Santana, às 16 horas.

O marco anterior ocorreu no dia 12 de setembro, com 34,1ºC. O InMet também registrou que a umidade relativa do ar teve queda significativa e estava em torno de 15% às 13h. A tarde mais seca do ano foi no dia 27 de janeiro, com 14% de umidade no ar da capital.

A Defesa Civil decretou estado de alerta na capital paulista por conta da baixa umidade do ar neste domingo. O alerta foi emitido pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo às 11h.

Os termômetros de rua chegaram a marcar temperaturas mais altas do que a medição oficial durante a tarde, com registros de até 40 ºC.

Em cidades do Vale do Paraíba e região bragantina, no interior de São Paulo, os termômetros chegaram a superar os 36°C.

Com 38ºC, Campinas registrou a maior temperatura do ano. A cidade entrou em estado de alerta após umidade do ar chegar a 13%. O último recorde de calor na metrópole foi ainda durante o inverno, no dia 12 de setembro, com registro de 35,6ºC.

Praias

Por volta das 10h, dezenas de barracas estavam fincadas na Praia de Ipanema, na Zona Sul. Um decreto publicado dia 18 prorrogou até 6 de outubro as regras sanitárias contra aglomerações, como eventos com a presença de público, shows e permanência nas areias. Pelo decreto, é permitido mergulhar no mar e praticar esportes individuais, como corrida e caminhada — mas não é permitido ficar na areia.

Também está proibido, aos sábados, domingos e feriados, estacionar veículos particulares em toda a orla. Só poderão parar os proprietários de carros que morem na região e hóspedes dos hotéis. Um reboque da prefeitura removia carros sem identificação que estavam nas vagas. No asfalto, muitos aproveitavam sem máscara a área de lazer.

A Praia Grande, em Ubatuba, litoral Norte de São Paulo, também ficou lotada no fim de semana marcado pelo calor. Na faixa de areia, muitos banhistas desrespeitaram a recomendação dos órgãos de saúde para o uso da máscara, que ajuda a evitar a disseminação do coronavírus. Já nos quiosques, os comerciantes têm orientado os clientes a usarem a máscara. Desde julho, o uso de máscara é obrigatório no Estado de São Paulo e com multa de R$ 524 para quem desrespeitar a medida.

Parques

Paulistanos aproveitaram o dia quente para descansar junto ao lago do Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo.

Previsões

Os meteorologistas do Climatempo antecipam que o intenso calor deve continuar na próxima semana, com possibilidade de novos recordes em São Paulo. A segunda-feira (28) vai amanhecer abafada e as temperaturas vão subir rapidamente no decorrer do dia, chegando aos 35°C à tarde.

A aproximação de uma frente fria deve trazer ventos mais frios no fim do dia, derrubar as temperaturas em cerca de 10°C, e aliviar o calor na terça-feira (29), que teve ter máxima de 25°C . Na quarta-feira (30), contudo, as temperaturas já começam a subir novamente.

O Climatempo alerta que o ar seco vai predominar nos próximos dias, quando a umidade relativa do ar deve se manter abaixo dos 20%. A orientação é para que a população evite se expor aos horários mais quentes e que se mantenha hidratada.

Fonte: g1.globo.com