Santa Casa de Ituverava realiza primeira trombólise

Procedimento inédito na cidade tem objetivo de reverter casos de AVC

Antônio Alves Guerra e família, que recebeu o primeiro tratamento de trombólise na Santa Casa

No dia 20 de maio, foi realizado com sucesso o primeiro procedimento chamado trombólise, na Santa Casa de Misericórdia de Ituverava. O paciente Antônio Sérgio Guerra chegou ao Pronto Socorro com sintomas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e, foi submetido à Terapia Trombolítica Interterial para pacientes com AVCI, que foi totalmente eficaz.
Segundo o médico Luiz Monteiro de Barros Neto responsável pela equipe da Unidade de AVC, foi à primeira experiência realizada na Santa Casa, e foi possível reverter um caso grave, atingindo todas as expectativas, pois em casos desta natureza o paciente tem uma melhora parcial e, neste caso, o procedimento foi um sucesso.
“Foi uma reversão completa, não ficou sequelas, e foi além das nossas expectativas. A equipe inteira trabalhou muito coesa e só conseguimos esse resultado graças ao apoio de todos, desde a enfermagem, recepção do Pronto Socorro e a tomografia, que trabalharam muito rápido. Conversamos com a família que desde o princípio acreditou na ideia e aceitaram o tratamento”, afirma o Dr. Luiz Monteiro.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Santa Casa, além do suporte da equipe da instituição, também houve a participação de outros médicos, como o Dr. Octávio Marques Pontes Neto, que é professor da USP, chefe do Serviço de Neurologia Vascular e Emergências Neurológicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Ele, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e coordenador da Rede Nacional de Pesquisa em AVC, e sua equipe, dão suporte aos médicos da Santa Casa, e também do Hospital das Clínicas, com a qual a instituição de saúde firmou parceria para elucidação de casos desta natureza.

Procedimento
O Dr. Luiz Monteiro fala sobre o procedimento. “Utilizamos o aplicativo Join, que possibilita a análise das imagens aqui realizadas em tempo real. Após o tratamento, houve reversão do quadro, com melhora significativa que possibilitou ao paciente receber alta da UTI, de onde foi para a Unidade de AVC, onde permaneceu acompanhamento pela equipe local e indiretamente do Hospital da Clínica de Ribeirão Preto”, afirma o médico.

Identificação do AVC
Para o procedimento ser efetivo, o primeiro passo é ‘correr contra o tempo’, pois se o paciente apresentar os primeiros sintomas do AVC e demorar 24h para procurar um médico, pode ser tarde para reverter o caso.
No caso do primeiro paciente trombolisado na Santa Casa, o tempo de atendimento estava dentro do estimado. Ele chegou ao Pronto Socorro com 30 minutos do início dos sintomas, e o tratamento ideal deve ser feito em até 3 horas do início, podendo ser estendida a janela em até 4h30, que o tempo ainda está viabilizado para a realização da trombolise.
“Nós éramos cinco médicos tentando chegar à conclusão de qual era o diagnóstico, e chegamos à conclusão de que era um AVC. Conseguimos aplicar a medicação com 2h40min do inicio dos sintomas”, observa o médico.

Atendimento de Trombolise
O Dr. Luiz Monteiro, graduado em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e pós-graduado em neurologia clínica, pelo instituto de pesquisa médicas de Belo Horizonte, destaca a satisfação de poder realizar a primeira trombolise em Ituverava.
“Era um sonho fazer a trombolise em Ituverava, faz dois anos que eu trabalho sobre a proposta na Santa Casa, tentando viabilizar de alguma forma. Foi uma luta de pelo o menos dois anos para chegar a este resultado”, afirma.


Dr. Luiz Monteiro cursou neurologia no Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte, que é uma referência na área de AVC e neurologia em geral, onde adquiriu experiência em realizar trombolise.
“Participei de muitos procedimentos de trombolise no Hospital Vera Cruz, e vir para Ituverava e não conseguir implantar essa área seria muito frustrante e, para tanto, conseguimos o empenho da Santa Casa, do Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva, e o apoio técnico do Dr. Octávio Marques Pontes Neto, que foram muito importantes, além do engajamento da Cláudia Maria Carrera Frata, que na área administrativa não mediu esforços e, conseguiu montar a unidade de AVC em Ituverava. Sinto-me realizado poder trabalhar e encabeçar essa Unidade de AVC na Santa Casa de Ituverava com o apoio de toda a equipe”, conclui o médico Dr. Luiz Monteiro de Barros Neto.

Agradecimento

Um dos filhos de Antônio Alves Guerra, elogiou o atendimento prestado na Santa Casa e, em especial, o do Dr. Luiz Monteiro e equipe.
“Estamos agradecidos pelo atendimento que dispensaram a nossa família e, em especial, ao meu pai, no memento exato em que precisou. Em primeiro lugar agradecemos a Deus e segundo a competência e atenção do Dr. Luiz Monteiro. Sabemos que meu pai foi o primeiro a receber o procedimento e foi um sucesso, ele nasceu de novo e não ficou com nenhuma sequela. Ele está feliz, saudável, com todos os movimentos e memória perfeitos”, explica o filho Adailton Alves Guerra.
“É merecedor do nosso agradecimento, pois presenciamos o empenho da equipe, a correria e a preocupação em fazer tudo no tempo certo, na hora certa, foi muito corrido, houve muito desespero, porque meu pai estava praticamente morto e hoje está cem por cento bem. Agradecemos ao Dr. Luiz Monteiro e toda equipe, bem como a todos que participaram, porque não tem preço o que fizeram, todos foram muito abençoados, desde o protocolo até os profissionais que realizaram o procedimento. Parabéns por termos essa equipe que, hoje, Ituverava dispõe que vai salvar muitas vidas e evitar que muitos posam ter sequelas em casos de AVC, foi um sucesso”, agradece Adailton Alves Guerra.