Seca não deixa lavouras de cana se desenvolverem no Estado de São Paulo

O canavial queimado pelo sol é tudo o que o produtor não queria ver. Boa parte dos 500 hectares de cana que o produtor Roberto Cossetti cultiva em Ribeirão Preto está com as folhas secas e o talo desidratado. A falta de chuva manchou de amarelo uma paisagem que antes era só verde. Ele estima uma perda de 15% na produtividade dessa safra.

Um levantamento da Escola de Agricultura da USP mostra que a temporada de chuva foi menor nessa safra. Começou em outubro de 2017, com um mês de atraso, e terminou no final de março. Com isso, a ESALQ prevê uma queda de 10% da produtividade dos canaviais na maior parte do estado de São Paulo.

No ano passado, o estado moeu 360 milhões de toneladas. A quebra de produtividade é prevista pela Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo, que reúne 2.500 produtores em cerca de 80 municípios paulistas.

Segundo a ESALQ, Minas Gerais deve perder 3% da safra de cana. Para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a previsão é mais otimista: aumento de 5%.

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