Temas em destaque na mídia podem cair na redação do Enem

Desenvolver uma boa redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 é a chave para disputar boas vagas no Ensino Superior por meio do resultado da avaliação.
Para auxiliar os candidatos na preparação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela prova, divulga a Cartilha de Redação do Enem, material que reúne as principais informações sobre o que é preciso apresentar no texto e como ocorre a correção.
Mas, para alcançar uma pontuação de sucesso na dissertação do Enem é necessário estar atento aos assuntos da atualidade.
Para isso, acompanhar os noticiários e ficar atento as publicações dos jornais e sites que oferecem conteúdos de credibilidade é fundamental. Confira alguns temas atuais que podem cair na redação e que certamente estarão na prova de ciências humanas.

Educação Domiciliar no Brasil
Um dos assuntos que entrou em pauta logo no início deste ano foi em relação à regulamentação da Educação Domiciliar no Brasil conhecida como Homeschooling.
No país, apesar do Ministério da Educação (MEC) defender a obrigatoriedade da matrícula em instituição formal de ensino, cerca de 6 mil crianças e adolescentes utilizam a modalidade do ensino domiciliar.
Diversos países permitem – ou não proíbem diretamente – como os Estados Unidos, França e Portugal, enquanto outros proíbem; é o caso da Espanha, Alemanha e Suécia.

Violência contra a mulher
Basta acompanhar os noticiários para saber que os crimes cometidos contra mulheres no Brasil aparecem cada vez mais nos telejornais. E não se trata apenas de impressão, a média mensal de agressões subiu 24% em um ano.
Os casos de tentativa de feminicídio, por exemplo, ultrapassaram sete mil registros. Apesar de o Brasil tentar reverter esse quadro há anos, é preciso implementar medidas de políticas públicas mais efetivas para os diversos tipos: violência moral, sexual, obstétrica, psicológica e tráfico de mulheres.

A questão dos refugiados no Brasil
Com a crise política e econômica na Venezuela, o Brasil se tornou o país com maior número de refugiados venezuelanos, milhares de pessoas que buscam fugir da realidade e encontrar no país vizinho melhor qualidade de vida. O maior fluxo de entrada acontece no Estado de Roraima.
Em 2018, o Governo Federal iniciou um processo de “interiorização”, criado como alternativa para reduzir o impacto social dessa grande quantidade de imigrantes. Com isso, muitos foram realocados para outros Estados como RS, RN, PB, BA, DF, PE e MT.

Depressão entre jovens
Qual jovem resiste a ter uma conta nas principais rede sociais? No mundo moderno, essas ferramentas fazem parte do cotidiano de forma até mesmo natural. Atualmente ao tirar uma foto ela rapidamente ganha o seu lugar em aplicativos como Instagram e Facebook.
Os seguidores, as curtidas, o desejo por se tornar influencer e passar muito tempo diante do celular em Apps como esses, mexe com a autoestima e pode impactar negativamente na vida dos jovens, crescendo os sintomas de depressão, como sugere uma pesquisa canadense. Recentemente o Instagram retirou o número de curtidas das suas publicações a fim de proteger a autoestima dos usuários.

Repercussão e impacto das fake news
As fake news não é novidade, no entanto ainda é um problema presente em diversos países, inclusive no Brasil. E se tornou ainda mais evidente na última eleição presidencial brasileira. Vídeos falsos relacionados às urnas eletrônicas e outros, deixou muitas pessoas divididas entre o que realmente era verdade e o que era mentira.
No início deste ano, o WhatsApp limitou o encaminhamento de mensagens para cinco contatos, a medida foi mais um esforço para combater a difusão de notícias falsas.

Caminhos para solucionar a questão da adoção no Brasil
De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) no Brasil existem 46.331 pretendentes na fila de adoção e um total de 9.627 crianças/adolescentes cadastrados. Mas porque a conta não fecha? Alguns motivos podem explicar como a exclusão pela idade, do total de pretendentes apenas 0.24% aceitam crianças com até 15 anos e esse número cai na medida em que a idade avança. Além do perfil de escolha, a adoção no Brasil é vista como um processo lento e burocrático.