UTI da Santa Casa de Ituverava funciona em novo conceito

Equipe da nova Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Ituverava

O responsável técnico da ala, é o médico Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva, que fala sobre o novo conceito da unidade 

Com a proposta de oferecer infraestrutura moderna e atendimento humanizado, a Santa Casa de Ituverava inaugurou no mês de março, a nova Unidade de Terapia Intensiva, que funciona com novo conceito.
Pacientes em estado grave que necessitam de cuidados intensivos já podem contar com uma das mais qualificadas e completas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da região, que é da Santa Casa de Ituverava.
Com equipes médicas sempre se atualizando, o amplo espaço da nova ala, está dividido de acordo com o grau de complexidade de cada atendimento, e visa oferecer assistência humanizada e tornar a internação do paciente menos dolorosa possível, afirma o médico e responsável técnico, Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva, com mais de 15 anos de experiencia na área, fala sobre o conceito de UTI, que tem como finalidade oferecer suporte continuado de alta complexidade e os aspectos positivos do trabalho desenvolvido pela unidade.

Tecnologia
“As Unidade de Terapia Intensiva são ambientes constituídos e inseridos em hospitais de médio a grande porte, onde se reúnem todas tecnologias em materiais, equipamentos, recursos humanos e de diagnóstico para tratar e cuidar de pacientes graves ou potencialmente graves de forma contínua, ininterrupta e diuturna, ou seja, 24 horas”, afirma o médico.
“O novo complexo da Santa Casa de Ituverava conta com 10 leitos individuais, cuja disposição arquitetônica foi projetada para evitar o contato visual entre os pacientes, bem como para permitir que a equipe visualize externamente todos os pacientes, através das portas, painéis de vidro e pelo trânsito fácil pelo amplo corredor central”, observa.

Conceito inovador
Segundo o intensivista, a nova proposta da UTI, traz um conceito inovador que torna o espaço potencialmente mais humanizado. “Os quartos fechados promovem a redução do nível de ruído, proporcionam maior privacidade aos pacientes, e ao mesmo tempo evitam que eles percam contato com o meio externo”, diz o coordenador.
“Há aberturas envidraçadas para a rua e claraboias, que possibilitam a entrada de luz natural, transmitindo a percepção de dia e noite aos pacientes, o que reduz o estresse e a confusão mental gerada por confinamento”, observa Dr. Antônio.

Modernos equipamentos 

O espaço também se destaca pelos modernos equipamentos de monitorização, como monitores multiparamétricos em cada um dos 10 leitos, com capacidade de checagem automática desde frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação sanguínea, temperatura, frequência de respiração, dentre outros sinais vitais.
“Os monitores estão todos interligados a uma central de vídeo, localizada no posto de enfermagem, no centro da UTI, onde à distância o paciente também poderá ser avaliado pela equipe. Os leitos disponibilizam modernos aparelhos de respiração artificial, bombas de controle de injeção de soluções/soros, entre outros”, disse.
Focada em cuidados essenciais para a recuperação dos pacientes, a Santa Casa de Ituverava, cujos leitos de UTI são ocupados em média por 90% de pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS) e 10% que provém de convênios ou particulares, deu início a transferência de pacientes para a nova unidade, no final do mês de março.

O médico e responsável técnico, Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva

UTI de Ituverava é classificada como UTI Geral Adulta, de nível II 

Quando classificadas em níveis de complexidade, as Unidades de Terapia Intensiva são consideradas: I, II, e III, respectivamente da menor para a maior complexidade.
Preparada para realizar atendimento a pacientes com quadro clínico crítico e cirúrgico de média complexidade, com exclusividade para adultos com idade acima de 16 anos, a nova UTI de Ituverava é classificada pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 7, como UTI Geral Adulta, de nível II.
“O que diferencia a UTI da Santa Casa de Ituverava e que a destoa das outras unidades da região, é a proposta de um local mais aberto à visitação e mais acolhedor aos parentes dos pacientes, o que estreita o relacionamento entre ‘família-UTI-pacientes’”, enfatiza o responsável técnico.
De acordo com o médico, informações da literatura médica e do último censo sobre as UTIs do país, apontam que do total de UTIs Adulto existentes, apenas 2,6% oferecem visitação estendida, por maior tempo, ou aberta, com acompanhamento familiar aos pacientes nela internados. “Desses 2,6%, a maioria são UTIs privadas ou de tratamento especializado. Dessa forma, pretendemos estar entre os pioneiros nessa concepção humanística de tratar o paciente crítico”, afirma o Dr. Antônio Marcos.

Segurança
A segurança do paciente exige extremo cuidado e atenção, para atingir o propósito de resultar na diminuição de riscos e danos a que os pacientes estão expostos durante a internação. Na Unidade de Terapia Intensiva, o paciente crítico necessita de vigilância e assistência constante, o que exige uma equipe muito bem preparada e atenta para intervir imediatamente em qualquer situação.
Para manter a qualidade dos serviços, na segurança e no bem-estar dos pacientes, o acompanhamento é realizado por uma equipe que engloba vários profissionais. Além do responsável técnico e coordenador, Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva, também integram a equipe, a coordenadora médica adjunta e médica de condutas horizontal, Dra. Andréia Ferro Portioli; o coordenador de enfermagem, Danilo de Oliveira Souza , além de treze médicos plantonistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem que trabalham em período integral, três fisioterapeutas, nutricionista, assistentes sociais e psicólogas de apoio.

Cuidados intensivos
“O novo espaço dedicado aos pacientes em estado grave que necessitam de cuidados intensivos, traz mais segurança ao tratamento, por permitir um atendimento mais individualizado, com quartos separados fisicamente uns dos outros, com monitoramento através de um sistema que gerencia as informações dos equipamentos de cada leito e transmite em tempo real, a situação dos pacientes e seus principais sinais vitais”, ressalta Dr. Antônio Marcos.
“Dessa forma, a equipe conta com maior espaço de trabalho e maior controle sobre os processos, minimizando riscos de acidentes”, observa o coordenador.
Ele também acentuou que o novo espaço foi elaborado com intuito de otimizar os processos realizados na UTI. “Nosso objetivo, pelo qual nos empenharemos ainda mais, é a otimização do funcionamento e a operacionalização da UTI, em busca de resultados positivos paras os pacientes críticos, tendo como preceito oferecer chances maiores de recuperação com máximo de dignidade, maior integralidade e menor dano”, afirma.
“Pensando no ser holístico no ser humano com suas amplas necessidades, biológicas, psíquicas e sociais. Assim, desejamos mais do que uma UTI nova, mas uma UTI melhor e mais humana”, conclui o médico.

O médico
Dr. Antônio Marcos Barbosa da Silva, é médico intensivista titulado pela AMIB (Associação Medicina Intensiva Brasileira), especializado em Cardiologia e Terapia Intensiva pela UNIFESP/EPM (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina).
Durante quinze anos de atuação na área, o médico esteve à frente de cinco UTIs, liderando equipes multiprofissionais como responsável técnico e coordenador médico.

Foto da inauguração da nova UTI

UTI deve ser dotada de tecnologia e condições para realizar intervenções 

Além da técnologia, é preciso ter condições para atendimentos de alta complexidade, bem como a presença de profissionais de várias áreas da saúde com formação em cuidados críticos, preparados para instituição de medidas de Suporte Avançado de Vida em qualquer momento, nas 24 horas, pois a UTI nunca para.
Todos estão sempre alertas aos sinais e sintomas de gravidade para rápidas e assertivas intervenções em prol da estabilidade dos pacientes aos seus cuidados.
Dentre as grandes diferenças entre uma Unidade de Internação comum e uma UTI, destacam-se a questão da Monitorização Hemodinâmica Invasiva e Não Invasiva e, da presença de profissionais de qualificação diferenciada e alta performance disponíveis e em exclusividade para este fim.
Os Cuidados Intensivos são muito abrangentes, mas destacamos a monitorização de sinais e sintomas, avaliação e manejo da dor, aspectos nutricionais, psicológicos, sociais, dentre outros, nos quais fazem que a UTI oferte cuidados intensivos e multidisciplinares, tornando as ações, intervenções e terapêuticas adotadas por profissionais devidamente competentes para tal.
Em uma UTI, estão á disposição médicos, enfermeiros e fisioterapeutas Intensivistas, técnicos de enfermagem e profissionais de apoio, como nutricionistas, odontólogos, psicólogos, assistente social, farmacêuticos e bioquímicos. Ainda, permite-se na UTI o acesso de religiosos para atenderem os pacientes a pedido dos mesmos e/ou de seus familiares.

Cuidados Intensivos

Todos os profissionais citados compõem os Cuidados Intensivos, devido, principalmente, ao fato que as preocupações na atualidade dos cuidados em saúde extrapolam o quesito doença, pois o indivíduo precisa ser “abordado” de maneira integral, como um ser individual com todas suas particularidades, necessidades e peculiaridades, levando em consideração, se possível, seus anseios, preceitos e desejos, bem como sua religiosidade e crenças.
A qualidade dos Cuidados Intensivos é uma grande prioridade para os profissionais envolvidos, pois ela tem impacto direto tanto na segurança de todos (profissional, paciente, familiar e meio ambiente) e desfechos clínicos favoráveis e esperados.
Para tanto, as Unidades de Terapias Intensivas trabalham em cima de protocolos devidamente validados, bem como a realização e análises regulares de indicadores que qualidade, os quais servem de grande ferramenta em gestão para manutenção e melhoria contínua da qualidade e segurança em cuidados intensivos.