20% dos empregos em Ituverava são gerados pelo comércio

Dados mostram que maior parte dos trabalhadores está empregada no comércio varejista

Números da Fundação Seade mostram que rendimento médio de Ituverava é o menor de região

Dando continuidade às reportagens sobre os dados divulgados pela Fundação Seade, por meio da plataforma on-line recém-criada, Painel dos Municípios, a Tribuna de Ituverava aborda, nesta semana, a geração de emprego no município.
Os dados mostram que a maior parte dos trabalhadores está empregada no comércio varejista. Os números, referentes a 2018 (último levantamento realizado), mostram que 20,2% dos empregos do município são nessa área.
Em seguida vêm administração pública, defesa e seguridade social (17,8%), educação (9,4%), atividades de atenção à saúde humana (8,3%), fabricação de produtos diversos (7,3%), agricultura, pecuária e serviços relacionados (5,9%), alimentação (5,2%), comércio e reparação de veículos automotores (3,4%), transporte terrestre (3,1%) e fabricação de produtos químicos (2%).
Também aparecem na lista atividades de atenção à saúde humana integradas com assistência social, prestadas em residências coletivas e particulares (1,7%), atividades de organizações associativas (1,5%), comércio por atacado, exceto veículos (1,3%), serviços de escritório e apoio administrativo (1,1%), atividades de serviços financeiros (1%) e muitos outros setores, que não chegaram a atingir 1%.

Rendimento por setor
O levantamento também revela os rendimentos médios dos trabalhadores, de acordo com o grau de escolaridade. São eles: R$ 1.951 (Fundamental Incompleto), R$ 1.693 (Fundamental Completo), R$ 1.863 (Médio Completo) e R$ 3.570 (Ensino Superior).
Os maiores salários estão no setor de atividades e serviços financeiros, com rendimentos médios de R$ 5.916. Em seguida vêm fabricação de produtos químicos (R$ 4.288), eletricidade, gás e outras utilidades (R$ 4.265), Correio e outras atividades de entrega (R$ 3.679), serviços de assistência social sem alojamento (R$ 3.412).
Administração pública, defesa e seguridade social (R$ 3.132), telecomunicações (R$ 2.983), educação (R$ 2.722), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (R$ 2.411) e seguros, resseguros, previdências complementar e planos de saúde (R$ 2.402).

Rendimento crescendo
Segundo a Fundação Seade, o rendimento médio do trabalhador em Ituverava – R$ 2.231 – vem crescendo, após ter tido uma queda. Em 2013, o rendimento médio chegou a R$ 2.393 e, desde então, caiu até 2015, quando chegou a R$ 2.136. A partir daí, voltou a crescer ano a ano, chegando a R$ 2.199 em 2016, R$ 2.210 em 2017 e R$ 2.231 em 2018.
A quantidade de pessoas com emprego formal, segundo a Fundação Seade, era de 7.294 pessoas em 2018, número que tem variado bastante desde 2012, quando eram 7.036. De lá para cá, os números foram 8.044 (2013), 8.209 (2014), 7.587 (2015), 7.242 (2016), 7.508 (2017) e 7.294 (2018).

Números mostram que rendimento médio de Ituverava é o menor de região
De acordo com o levantamento, o rendimento médio mensal de Ituverava em 2018 (R$ 2.231) era um dos menores da microrregião, atrás de Buritizal (R$ 3.182), São Joaquim da Barra (R$ 3.133), Orlândia (R$ 2.797), Igarapava (R$ 2.573), Miguelópolis (R$ 2.377) e Guará (R$ 2.295). Após Ituverava, vêm apenas Aramina (R$ 1.966) e Jeriquara (R$ 1.790).
Os dados da Seade se baseiam em informações do Ministério da Economia e apontam que os trabalhadores das duas maiores cidades da região – Ribeirão Preto e Franca – tinham, respectivamente, a média de rendimentos mensais de R$ 2.916 e R$ 2.286.

Rendimento médio mensal em 2018

Ituverava: R$ 2.231

Buritizal: R$ 3.182

São Joaquim da Barra: R$ 3.133

Orlândia: R$ 2.797

Igarapava: R$ 2.573

Sales de Oliveira: R$ 2.210

Miguelópolis: R$ 2.377

Guará: R$ 2.295

Aramina: R$ 1.966

Jeriquara: R$ 1.790

Ribeirão Preto: R$ 2.916

Franca: R$ 2.286