O escritor Stephen King é, indiscutivelmente, o autor vivo mais adaptado da história de Hollywood. Com uma carreira que atravessa décadas, o estadunidense construiu histórias que permanecem vibrantes na cultura pop.
Entre obras cinematográficas que adaptaram livros de King, “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, é um dos casos mais polêmicos, pois embora o autor tenha detestado as liberdades criativas do diretor, o filme é um triunfo técnico do horror psicológico.
No extremo oposto do espectro emocional, “À Espera de um Milagre” prova que King domina o drama humano com maestria, entregando uma história de injustiça e espiritualidade que ainda arranca lágrimas do público.
Já “Carrie, a Estranha”, longa dirigido pelo renomado Brian De Palma, estabeleceu o padrão para o terror juvenil, transformando o trauma escolar em um espetáculo visceral e inesquecível.
Três adaptações frequentemente
Para além dos títulos mais citados, outras três adaptações frequentemente figuram no topo das listas de melhores de todos os tempos, tanto pela crítica quanto pelo público.
“Um Sonho de Liberdade”
A primeira delas é “Um Sonho de Liberdade”, frequentemente eleito o melhor filme de todos os tempos em plataformas como o IMDb. A obra aborda a amizade dentro das paredes brutais de uma prisão.
“Louca Obsessão”
“Louca Obsessão” também é outro filme bastante citado. E não é para menos: Kathy Bates entregou uma performance vencedora do Oscar como Annie Wilkes, a “fã número um” que mantém seu autor favorito em cativeiro.
O filme é um exercício claustrofóbico de tensão que captura perfeitamente o medo de King sobre a obsessão dos fãs.
“Conta Comigo”
Já “Conta Comigo” é uma jornada nostálgica e agridoce sobre a perda da inocência e os laços de infância, provando que o maior talento de King pode ser, na verdade, sua profunda compreensão da natureza humana.
E tem muito mais: filmes como “It”, “Janela Secreta” e “Cemitério Maldito” demonstram muito bem o quanto a mente de Stephen King é intensa e criativa.
BRUNO INÁCIO

Bruno Inácio é jornalista, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (Sabiá Livros).
É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review e tem textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas Gerais.

