No município são 7,28 óbitos por 1 mil nascidos vivos, enquanto a média no Brasil é de 12,62
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de mortalidade infantil de Ituverava (importante indicador de saúde que mede o número de óbitos de crianças menores de um ano de idade) está muito abaixo da média nacional.
Atualmente, no município são 7,28 óbitos por 1 mil nascidos vivos, enquanto no Brasil são 12,62 óbitos por 1 mil nascidos vivos.
O número de Ituverava ainda é o segundo menor da microrregião, atualmente atrás apenas de São Joaquim da Barra, com 7,09 óbitos por 1 mil nascidos vivos.
Em seguida vêm Miguelópolis (9,8 óbitos por 1 mil nascidos vivos), Guará (10,75 óbitos por 1 mil nascidos vivos), Igarapava (11,28 óbitos por 1 mil nascidos vivos), Orlândia (13,73 óbitos por 1 mil nascidos vivos) e Rifaina (44,44 óbitos por 1 mil nascidos vivos).
Os dados de Aramina, Buritizal e Jeriquara não foram disponibilizados.
Em Ribeirão Preto, maior cidade da região, são 12,8 óbitos por 1 mil nascidos vivos, enquanto em Franca, segunda maior, a taxa é de 11,28 óbitos por 1 mil nascidos vivos.
Baixa mortalidade infantil
A baixa taxa de mortalidade infantil em Ituverava é consequência de diversos fatores, todos diretamente relacionados à excelente saúde oferecida no município.
Entre os principais estão melhorias nas condições de vida, acesso a serviços de qualidade e medidas preventivas como vacinação e saneamento.
A melhoria nas condições de vida inclui acesso a saneamento básico, moradia adequada, e redução da pobreza, que, no geral, podem afetar diretamente a saúde e bem estar das crianças.
Também é fundamental o acesso aos serviços de saúde, como pré-natal adequado, parto seguro e acompanhamento pediátrico regular.
O acesso a medicamentos e tratamentos é certamente crucial para a prevenção de doenças e complicações que podem levar à morte infantil.
Vacinação
Outro aspecto relevante é a vacinação contra doenças imunopreveníveis, como meningite, difteria e tétano neonatal, uma vez que a imunização reduz significativamente a incidência e gravidade dessas doenças, diminuindo a mortalidade infantil.
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida fornece anticorpos e nutrientes naturais essenciais para a saúde do bebê, protegendo-o de infecções e promovendo seu desenvolvimento adequado.
Educação materna e programas de saúde
A educação materna, em particular, tem um impacto significativo na redução da mortalidade infantil, pois mães com maior nível de escolaridade tendem a buscar mais cuidados de saúde, seguir as recomendações médicas e adotar práticas mais saudáveis para seus filhos.
Programas de saúde pública, como campanhas de vacinação, distribuição de kits de higiene e acesso a água potável, também desempenham um papel importante na redução da mortalidade infantil.
A diminuição da taxa de fecundidade, geralmente associada a melhores condições socioeconômicas, pode levar a uma maior atenção e cuidado com cada criança, contribuindo para a redução drástica da mortalidade infantil.
PROCESSO COMPLEXO
É importante ressaltar que a redução da mortalidade infantil é um processo muito complexo e profundamente desafiador que envolve ações em diversas áreas, desde a saúde até a educação e o saneamento.
A abordagem integrada dessas áreas é fundamental para alcançar resultados efetivos na redução da mortalidade infantil e promover o bem-estar das crianças, o que tem ocorrido em Ituverava, graças ao comprometimento do Poder Público e a instituições como a Santa Casa e o Hospital e Maternidade São Jorge.
Taxa de mortalidade infantil na região (número de óbitos a cada 1 mil nascidos vivos)
São Joaquim da Barra: 7,09
Ituverava: 7,28
Miguelópolis: 9,8
Guará: 10,75
Igarapava: 11,28
Orlândia: 13,73
Rifaina: 44,44
Jeriquara: Dados indisponíveis
Aramina: Dados indisponíveis
Buritizal: Dados indisponíveis
CIDADES MAIORES
Ribeirão Preto: 12,8
Franca: 11,28

