Campanha Fevereiro Verde alertasobre câncer de vesícula biliar

O câncer na vesícula biliar representa cerca de 3% dos tumores acometidos do trato do aparelho digestivo

Essas neoplasias, apesar de raras, são agressivas e frequentemente diagnosticadas em estágios avançados

Essas neoplasias, apesar de raras, são agressivas e frequentemente diagnosticadas em estágios bem avançados.
O mês de setembro é marcado por importantes campanhas. Uma delas é o Fevereiro Verde, que busca conscientizar a população sobre o câncer de vesícula biliar e das vias biliares.
O câncer na vesícula biliar não é um dos mais comuns, apesar disso, por não ter um exame específico para identificá-lo, é extremamente fatal na maioria dos casos em estágio avançado.
A doença representa cerca de 3% dos tumores acometidos do trato do aparelho digestivo. É considerado um câncer raro, atingindo cerca de menos de 10% da população mundial.
Além disso, cerca de 90% dos tumores na região são adenocarcinomas e são iniciados nas células com propriedades semelhantes às glândulas que fazem parte do revestimento das superfícies internas e externas do corpo, principalmente do interior do sistema digestivo.
A incidência é de 2 a 3 vezes maior em mulheres, na faixa etária acima dos 65 anos, fator que pode ser explicado pela maior exposição ao estrógeno e formação de cálculos biliares no organismo feminino.
A informação é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Papel da Vesícula Biliar e das Vias Biliares
A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado abaixo do fígado, responsável pelo armazenamento e liberação da bile, um fluido digestivo essencial.
As vias biliares são canais que transportam a bile do fígado para o intestino delgado.
Essas estruturas desempenham um papel crucial no processo digestivo e na absorção de gorduras.

Câncer de Vesícula Biliar X Câncer das Vias Biliares
O câncer de vesícula biliar é predominantemente formado por adenocarcinomas, sendo o adenocarcinoma papilar um dos tipos mais comuns e com prognóstico mais favorável.
Outros tipos incluem carcinomas adenoescamosos, carcinomas de células pequenas e sarcomas.
Já o câncer das vias biliares, conhecido como colangiocarcinoma, é um tumor raro que se origina nas células glandulares dessas vias.
Ele pode ser classificado como intra-hepático, hilar ou extra-hepático, dependendo de sua localização.

Fatores de Risco
Diversos fatores podem aumentar as chances de desenvolver esses tipos de câncer, entre eles: cálculos biliares, cistos de colédoco, pólipos na vesícula biliar e colangite esclerosante primária.
Também estão entre os fatores de risco, o consumo excessivo de álcool, tabagismo, cirrose hepática, infecções por hepatite B ou C, obesidade e diabetes e infecções parasitárias comuns no sudeste asiático.

Sinais e Sintomas
Na maioria dos casos, os sintomas surgem quando a doença já está em estágios avançados, sendo os mais comuns: dor na parte superior direita do abdome, náuseas e vômitos recorrentes, icterícia (amarelamento da pele e olhos), presença de nódulos no abdome, perda de apetite e emagrecimento e coceira intensa e alteração na coloração das fezes e urina.

Diagnóstico
O diagnóstico precoce é desafiador, pois esses tumores são muitas vezes detectados acidentalmente em exames de imagem ou após a retirada da vesícula por outras condições.
Para confirmar a presença do câncer, são realizados exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e biópsia. Exames de sangue também podem ser utilizados para identificar marcadores tumorais.

Conclusão
O Fevereiro Verde é um momento importante para disseminar informação sobre o câncer de vesícula biliar e das vias biliares.
Conhecer os fatores de risco, sintomas e opções de tratamento pode fazer a diferença para um diagnóstico precoce e um prognóstico mais favorável.
Fique atento aos sinais do seu corpo e busque orientação médica sempre que necessário.

TRATAMENTO

  • Cirurgia oncológica: a colecistectomia radical é a principal opção para tumores ressecáveis
  • Radioterapia e quimioterapia: utilizadas para complementar o tratamento cirúrgico ou em casos de doença avançada
  • Terapia-alvo e imunoterapia: podem ser indicadas conforme a biologia do tumor
  • Cuidados paliativos: incluem procedimentos para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida
  • A cirurgia é a única abordagem potencialmente curativa, mas quando o tumor está disseminado, o tratamento visa controlar a doença e oferecer suporte ao paciente.