Campanha Junho Lilás alerta sobe a importância do teste do pezinho

No dia 6 de junho é celebrado todos os anos em todo o país, o Dia Nacional do Teste do Pezinho

O diagnóstico precoce é importante para descobrir doenças genéticas, congênitas, infecciosas, erros inatos do metabolismo e da imunidade

Com o intuito de orientar a população sobre a necessidade de se fazer o teste do pezinho, neste mês é realizada a 6ª edição da campanha Junho Lilás, que alerta, especialmente, para o teste do pezinho ampliado.
No dia 6 deste mês também é celebrado em todo o País, o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A data foi instituída em 2001 pelo Ministério da Saúde (MS).
Além de orientar a sociedade sobre a necessidade de se fazer o teste do pezinho, pretende-se com a campanha, expandir a todos os bebês brasileiros o acesso a esse tipo de teste para o diagnóstico precoce de dezenas de doenças graves e raras, que demandam intervenções clínicas, emergenciais e tratamentos específicos.
A campanha é encabeçada pelo Instituto Jô Clemente (IJC), antiga APAE de São Paulo, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM) e União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert).
Na maior parte do país, o teste do pezinho oferecido na rede pública pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla a análise de seis doenças – fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase. Já o teste ampliado pode detectar 50 doenças. Na capital paulista, os bebês nascidos na rede pública já têm acesso ao teste do pezinho ampliado.

Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é importante para descobrir doenças genéticas, congênitas, infecciosas, erros inatos do metabolismo e da imunidade e, assim, realizar a intervenção precoce e oportuna, evitar danos relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor, sequelas, internações e mortes, proporcionando qualidade de vida à criança e à sua família.

Quando e como é feito o exame
O teste do pezinho deve ser realizado entre as primeiras 72 horas do nascimento e o 5º dia de vida do bebê e é feito na coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do recém-nascido. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única punção, rápida e quase indolor.
Se, por algum motivo, o exame não puder ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida da criança, deve ser feito em até 30 dias após o nascimento, pois esta é a única maneira de descobrir doenças a tempo de tratá-las e impedir o aparecimento dessas complicações.
Direito previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o teste deve ser, obrigatoriamente, oferecido a todas as crianças nascidas no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Triagem Neonatal
O teste faz parte da Triagem Neonatal, que abrange triagem auditiva, ocular, cardíaca e sanguínea. No Brasil, o exame foi implementado em 1976 pela APAE, que ainda hoje realiza 77% dos testes nos bebês nascidos na capital paulista, por meio do SUS.
Em 1992, tornou-se obrigatório no país e, quase uma década depois, o Ministério da Saúde criou por meio da Portaria 822, de 6 de junho de 2001, o Programa Nacional de Triagem Neonatal.
O foco da Triagem Neonatal Ampliada é evitar sequelas como a deficiência intelectual, além de melhorar a qualidade de vida do paciente tratado precocemente.
De acordo com o Ministério da Saúde, 2,4 milhões de recém-nascidos são triados por ano no programa. Somente entre 2012 e 2017, mais de 14 milhões de crianças foram triadas, sendo que neste mesmo período foram diagnosticados 17.410 casos de doenças cuja detecção foi possível através da realização do exame.

Rede de Coleta
O teste pode ser realizado nas USFs (Unidades de Saúde da Família), UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e maternidades mais próximas. Existem cerca de 22.353 pontos de coleta do SUS em todo o país.
A Lei 14.154 de 2021, sancionada em 26 de maio de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro, ampliou para 53 a lista de doenças a serem investigadas no teste do pezinho feito pela rede pública em todo o país.