Os serviços oferecidos incluem sessões individuais, atendimentos em grupo, consultas psiquiátricas e visitas domiciliares
Em 2025, o CAPS Viver de Ituverava consolidou sua atuação como ponto estratégico da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), ampliando o cuidado integral em saúde mental no município.
Ao longo do ano, foram realizados atendimentos individuais com acompanhamento psicológico e psiquiátrico contínuo, garantindo seguimento clínico, ajuste medicamentoso quando necessário e construção de Projeto Terapêutico Singular (PTS) para cada usuário.
De acordo com Flávia Cristina dos Santos Mendonça, diretora de saúde mental do CAPS Viver, paralelamente, foram fortalecidos os atendimentos em grupo, que são fundamentais dentro do modelo de cuidado comunitário preconizado pela Reforma Psiquiátrica, promovendo socialização, autonomia e reabilitação psicossocial.
Dinâmicas e programas
Atualmente, o serviço conta com 32 oficinas terapêuticas ativas, estruturadas por faixa etária e perfil clínico, contemplando crianças, adolescentes, adultos e também idosos.
As oficinas envolvem atividades expressivas, psicossociais e de fortalecimento de vínculos, funcionando como ferramenta terapêutica e também de reinserção social.
O CAPS também manteve atendimento permanente para acolhimentos e situações de crise, com escuta qualificada e intervenções imediatas.
“Evitando agravamentos e, sempre que possível, prevenindo internações psiquiátricas. Esse trabalho está alinhado às diretrizes do cuidado territorial e da desinstitucionalização”, explica Flávia.
“Também desenvolvemos um grupo específico para cessação do tabagismo, integrado às estratégias de promoção da saúde, além de ações direcionadas à população em situação de rua, com abordagem articulada junto à assistência social e à atenção básica, garantindo acesso ao cuidado em saúde mental a um público historicamente vulnerável”, destaca.
Aumento de casos de TDAH
A diretora aponta que no último ano, observou-se ainda aumento significativo de demandas relacionadas ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
“O CAPS estruturou fluxos de acolhimento, avaliação multiprofissional e acompanhamento, além de orientação às famílias e articulação com a rede escolar, assegurando abordagem técnica e responsável, baseada em critérios clínicos e não apenas em demandas pontuais”, afirma.
“De forma geral, o ano foi marcado pelo fortalecimento do cuidado humanizado, territorial e interdisciplinar, ampliando o acesso e qualificando a assistência em saúde mental no município”, destaca.
Volume e a qualidade dos atendimentos
Com relação ao volume e qualidade dos serviços oferecidos em 2025, o CAPS de Ituverava registrou um fluxo consistente de atendimentos, capaz de acompanhar o aumento das demandas em saúde mental, especialmente em casos de ansiedade, depressão, transtornos do neurodesenvolvimento e situações de vulnerabilidade social.
“Mesmo com essa ampliação da procura, o serviço conseguiu organizar seus processos para atender à população de forma contínua e qualificada”, observa Flávia.
“A estruturação do trabalho, com definição de prioridades clínicas e elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) para cada usuário, garantiu acompanhamento intensivo para casos complexos e suporte adequado para situações leves e moderadas, muitas vezes em articulação com a Atenção Primária, em consonância com as diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)”.
Quanto à qualidade, a diretora reforça que o serviço manteve padrão assistencial consistente, fundamentado em cuidado humanizado, fortalecimento do vínculo terapêutico e acompanhamento longitudinal.
“O acolhimento qualificado e a escuta ativa funcionam como porta de entrada, reduzindo barreiras de acesso e promovendo adesão ao tratamento”, ressalta.
“O trabalho multiprofissional, com discussão sistemática de casos e reavaliações periódicas, contribuiu para maior resolutividade, estabilização dos quadros clínicos e prevenção de internações psiquiátricas”.
“De maneira geral, mesmo com o aumento da procura, o CAPS conseguiu equilibrar alcance e qualidade, garantindo atendimento técnico, ético e centrado na pessoa”, afirma.
Principais resultados
Segundo a diretora de saúde mental, a atuação do CAPS em Ituverava no ano passado trouxe resultados expressivos no cuidado em saúde mental, evidenciando avanços tanto no plano clínico quanto no social dos pacientes.
“Observou-se melhoria na estabilidade emocional de grande parte dos usuários, redução de crises agudas e fortalecimento da autonomia, permitindo que muitos retomassem atividades diárias e ampliassem o convívio social”, destaca Flávia.
“O acompanhamento contínuo, realizado por equipe multiprofissional, contribuiu para maior adesão aos tratamentos, com acompanhamento regular de medicação, participação em oficinas terapêuticas e grupos psicossociais, refletindo diretamente na qualidade de vida dos pacientes. O fortalecimento dos vínculos terapêuticos foi fundamental para a manutenção desses resultados”, observa.
Ampliação dos serviços
“No âmbito institucional, a ampliação do quadro de colaboradores possibilitou não apenas a expansão do atendimento, mas também o aprimoramento das atividades desenvolvidas pelo serviço, com mais oficinas, grupos por faixa etária e atendimentos especializados, como os direcionados a moradores em situação de rua e casos de TDAH”.
No total, foram realizados 11.114 atendimentos, incluindo sessões individuais, atendimentos em grupo, consultas psiquiátricas e visitas domiciliares. “Esses números refletem tanto a amplitude do cuidado oferecido quanto o comprometimento do serviço em atender às necessidades da população de forma integral e contínua”, pontua.
Desafios
Em 2025, o CAPS enfrentou como principais desafios o aumento da demanda por atendimentos em saúde mental e a complexidade dos casos acompanhados, muitos deles envolvendo múltiplas condições e situações de vulnerabilidade social.
“Esses fatores exigiram reorganização dos fluxos de atendimento, articulação com a rede municipal e cuidado multiprofissional contínuo”, afirma Flávia.
“Apesar das dificuldades, o serviço manteve o acolhimento humanizado, o fortalecimento dos vínculos terapêuticos e o acompanhamento regular, garantindo a qualidade do cuidado prestado”.
Iniciativas de maior destaque
Entre as ações de maior destaque em 2025, a diretora aponta as 32 oficinas terapêuticas, que promovem socialização, expressão e reabilitação psicossocial para crianças, adolescentes, adultos e idosos. “Também merece atenção o grupo de tabagismo, voltado ao apoio na cessação do uso do cigarro e à promoção de hábitos de vida mais saudáveis”.
Outro avanço importante foi o matriciamento em psiquiatria na Atenção Básica. “Que fortaleceu a articulação com os profissionais de saúde do território, garantindo suporte técnico, acolhimento e acompanhamento clínico desde a rede primária”.
“Além disso, foram realizadas diversas atividades voltadas à convivência e socialização, bem como ações em parceria com outros serviços de saúde e com a comunidade, ampliando o alcance do cuidado e promovendo a integração entre os diferentes pontos da rede de atenção”, enfatiza Flávia.
Participação da comunidade nas atividades do CAPS
A participação das famílias nas atividades do CAPS em 2025, de acordo com a profissional da instituição, foi estimulada por meio de grupos de orientação e atendimentos conjuntos, oferecendo suporte emocional, esclarecimento sobre condições de saúde mental e fortalecimento do vínculo familiar.
“Essa participação mostrou-se fundamental para o acompanhamento terapêutico, contribuindo diretamente para a adesão ao tratamento e para a evolução clínica dos pacientes”, pontua.
“A aproximação com a comunidade também teve papel importante, promovendo educação em saúde mental, redução do estigma e fortalecimento da rede de apoio local. Essas ações reforçam o caráter integrado e territorializado do serviço, alinhado às diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)”, sublinha.
Perspectivas para 2026
A partir do balanço de 2025, as principais prioridades para 2026, segundo a direção do CAPS, incluem o fortalecimento da articulação com a Atenção Básica, CRAS, CREAS, escolas e demais dispositivos do território, visando consolidar o cuidado compartilhado e garantir a continuidade assistencial.
Além disso, será prioridade ampliar o acesso aos serviços, aprimorar fluxos internos e fortalecer as estratégias de reabilitação psicossocial, com foco na autonomia dos usuários, promoção da saúde mental e também a integração com a rede municipal.
“O objetivo é manter a qualidade do atendimento, reduzir vulnerabilidades e potencializar o impacto das ações do CAPS na comunidade”, reforçou.
Compromisso
A Secretaria Municipal de Saúde, Raquel de Paula Souza Rezende, parabeniza toda a equipe do CAPS pelo comprometimento, dedicação e excelência no desenvolvimento das atividades ao longo do ano.
“O esforço de cada profissional é fundamental para oferecer um atendimento humanizado, resolutivo e centrado na pessoa, fortalecendo a Rede de Atenção Psicossocial do município”, disse.
“Reconhecemos a importância do trabalho realizado, que contribui significativamente para a promoção da saúde mental, a reinserção social dos usuários e a melhoria da qualidade de vida da comunidade. A secretaria expressa sua gratidão pelo profissionalismo e responsabilidade demonstrados diariamente por toda a equipe”, finaliza a Secretária Raquel Rezende.
Equipe multiprofissional
O CAPS Viver é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, integrando a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e atuando em consonância com as diretrizes da política pública de saúde mental.
A equipe multiprofissional é formada por Flávia Cristina dos Santos Mendonça, diretora de saúde mental; 6 psicólogos; 3 psiquiatras; 1 médico clínico geral; 1 terapeuta ocupacional; 1 assistente social; 1 artesão oficineiro; 1 vigia; 2 profissionais administrativos e 1 servente, garantindo atendimento abrangente e qualificado à população.
Os profissionais que compõe a equipe são: Adriana e Silva Sousa Ramos – Técnica de Enfermagem, Bruna Cristina Alves Bonome – Psicóloga, Cláudia Regina de Sousa Daur – Supervisor de setor/Oficinas, Daniela Custódio Teixeira – Psicóloga, Dr. Eduardo Figueiredo Jorge – Médico Psiquiatra, Dr. Felipe Macedo Pereira – Médico Psiquiatra, Dra. Angélica Chiba Maeda – Médica Psiquiatra. Dra. Marina Ribeiro Borges Miguel Nagib – Clínica Geral, Dra Cynthia Silva de Paula-Clínica geral ,Fabyolla Perissé Campos – Psicóloga, Flávia Cristina dos Santos Mendonça – Diretora de Setor, Gabriela Regina Sampaio – Fonoaudióloga, Isabela Cristina da Silva – Oficineiro, Laila Gonçalves Fernandes – Psicóloga, Laura Cristóvão Procópio – Terapeuta Ocupacional.
Também faz parte Lucas Liporacce Amorim – Servente, Luís Henrique da Silva – Vigia, Sônia Eli Ferreira Silva – Assistente Social, Thaís Cardoso Silva – Psicóloga, Vitória Matos de Melo – Psicóloga e Wender José Balatori Machado – Administrativo.


