Casos de conjuntivite têm aumentado na cidade

O secretário da Saúde Alcides Antônio Maciel Júnior e o gestor de Saúde Pública Sérgio Renato Macedo Chicote

É importante a pessoa tomar algumas medidas para se prevenir, mas é essencial consultar um oftalmologista 

A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva, causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A conjuntiva é a membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra. São três tipos da doença:

Alérgica
A conjuntivite alérgica pode ser associada à rinite, comum em crianças, não é contagiosa, mas coça muito.

Viral
A conjuntivite viral é altamente contagiosa, frequente no verão, e apesar de não ser grave provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não se transforme em endemia e posteriormente em epidemia.
Geralmente compromete os dois olhos, não necessariamente ao mesmo tempo, sendo o contagio feito pelo contato direto com a pessoa ou objetos contaminados. Esta contaminação ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus.
Os principais sintomas da conjuntivite viral são: olhos vermelhos e lacrimejantes, coceira inchaço nas pálpebras; sensação de areia nos olhos;
fotofobia (hipersensibilidade à luz); inchaço nas pálpebras e visão embaçada.

Bacteriana
É uma das doenças mais comuns dos olhos, que provoca o surgimento de vermelhidão, coceira e produção de uma substância espessa e amarelada. Ela é causada por infecção do olho e, por isso, normalmente é tratado com antibióticos em forma de gotas ou pomadas, receitados pelo oftalmologista, além da correta higiene do olho com soro fisiológico.
A secreção da conjuntivite bacteriana é mais amarelada e abundante. Demorar de 5 a 7 dias para desaparecer com tratamento adequado. Não existe tratamento específico para conjuntivite viral.
Os principais sintomas que normalmente indicam a presença de conjuntivite bacteriana são: vermelhidão no olho afetado ou em ambos; secreção espessa e amarelada; produção excessiva de lágrimas; coceira e dor nos olhos; hipersensibilidade à luz e sensação de areia nos olhos.

Transmissão do vírus
O secretário da Saúde Dr. Alcides Antônio Maciel Júnior, explica sobre a transmissão do vírus. “É de fácil acesso, já que envolve atos simples do dia a dia, como por exemplo: contato das mãos, compartilhamento de toalhas, talheres, sabonete, teclado de computador, telefone, maçaneta, etc. Sendo possível também ser transmitido por meio de gotículas de saliva”, orienta.
Segundo ele, não há registro do número de casos da doença na cidade, mas tem acometido um grande número de pessoas. “É importante tomar medidas simples para evitar a doença, como lavar a mãos com frequência; não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação; evitar coçar os olhos, para diminuir a irritação da área; lavar as mãos antes e depois do uso de colírios”.
“Também se deve evitar exposição à agentes irritantes (fumaça) ou alégenos (pólen) que podem causar a conjuntivite; não usar lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, entre outras precauções. Mas o mais importante é que aos primeiros sintomas, a pessoa procure uma unidade de saúde ou seu médico de confiança”, orienta Maciel Júnior.
Ele destaca que em caso de endemia, a transmissão é por vírus e, em alguns casos, até mesmo por infecção secundária por bactérias, o que torna necessário o uso de antibióticos.

Sintomas
Os principais sintomas da conjuntivite são coceira, olhos vermelhos e lacrimejantes, com sensação de areia ou cisco, secreção amarelada (quando causada por uma bactéria) ou esbranquiçada (quando causada por vírus), pálpebras inchadas e grudadas ao acordar e visão borrada.
A doença pode acometer um ou ambos os olhos de uma semana a 15 dias.

Prevenção
Ao contrário do que ocorre com outras doenças, como sarampo e catapora, a conjuntivite não garante imunidade para o paciente. Como o vírus sofre mutações frequentes, a pessoa pode estar contaminada, curar-se e voltar a se infectar.
Por isso é essencial para evitá-la, lavar as mãos com frequência, usar álcool gel e separar os objetos se tiver contato direto com uma pessoa contaminada.
É importante que haja o acompanhamento de um oftalmologista para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. No caso da conjuntivite bacteriana deve-se, pode dos cuidados recomendados, é possível usar colírios e antibióticos prescritos somente pelo oftalmologista.

Tratamento
O aconselhável é procurar um médico nos primeiros sintomas. Não há remédio para a doença, e a única alternativa é reduzir o desconforto, com compressas de água fria para diminuir o inchaço e o edema. Em casos mais complicados, recomenda-se o uso de colírio com antibiótico, que só o médico pode indicar.
Nos casos mais graves, a evolução é lenta e pode demorar até três semanas para curar. Nos casos leves, o problema pode regredir sozinho em dez dias. É essencial nessa época consultar um oftalmologista para o acompanhamento da doença e saber qual é o tratamento indicado para que a conjuntivite melhore.

Medidas para se evitar conjuntivite viral 

Lave suas mãos com frequência
Não coloque as mãos nos olhos para evitar a recontaminação
Evite coçar os olhos para diminuir a irritação da área
Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas
Ao usar, não encoste o frasco do colírio ou da pomada no olho
Evite a exposição à agentes irritantes (fumaça)
ou alégenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.
Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite
Não use lentes de contato se estiver usando colírios ou pomadas
Não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros
e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite
Evitar piscinas