Casos de Covid-19 começam a cair em Ituverava e região

Umas das equipe da ala Covid da Santa Casa

Diretor técnico da Santa Casa de Ituverava, Dr. Gonçalves Dias, explica motivos que levaram à queda

Desde a última semana, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus tem diminuído em diversas cidades da região, inclusive em Ituverava. O município, que já chegou a ter 120% dos leitos de Covid-19 ocupados na Santa Casa, agora tem apenas 27,7% na UTI e 0% na enfermaria. Dos 18 leitos na UTI (15 para SUS e três para não SUS), apenas cinco estão ocupados. Já os leitos clínicos (6 para SUS e três não SUS) seguem sem nenhum paciente. Os números são de quinta- feira, 15 de outubro.
Situação parecida tem ocorrido em outras cidades. Em Franca, por exemplo, dos 37 leitos de UTI, 25 estão ocupados; dos 24 leitos clínicos, 11 estão ocupados, e os cinco leitos de UTI infantil estão vazios.
Em São Joaquim da Barra, quatro pacientes ocupam os 13 leitos disponíveis na UTI e três ocupam os 20 leitos clínicos disponíveis. Ipuã não tem pacientes na UTI (com 7 leitos disponíveis) e tem três pacientes nos leitos clínicos (com 6 leitos disponíveis). Já Igarapava, tem apenas dois leitos ocupados na UTI (de um total de 10) e um leito clínico ocupado (de um total de quatro).

Números de Ituverava
Até ontem, sexta-feira, 16 de outubro, foram registrados em Ituverava 588 casos positivos de Covid-19, 48 estão sendo investigados, 193 monitorados e houve 24 óbitos. Foram 3.597 notificações, 2.288 casos negativos, 2.134 casos descartados e 517 pacientes recuperados.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico do corpo clínico e diretor técnico da Santa Casa de Ituverava, Dr. Gonçalves Dias, fala sobre a situação. “Nessas duas últimas semanas, tivemos uma queda no número de infectados e no número de pessoas que procuram atendimento médico com sintomas da Covid-19. O mesmo aconteceu em outras cidades da região, como São Joaquim e Franca”, afirma.
“Acompanhamos essa queda com bastante atenção e agora é possível afirmar que a doença está em queda na região. É algo que nos deixa muito felizes, pois significa que passamos pela parte mais difícil”, ressalta.

Fatores
Segundo o médico, existem dois fatores principais que levaram à queda. “O primeiro deles é que temos um grande número de pessoas imunizadas. Essas pessoas já tiveram contato com o vírus, não apresentaram sintomas e agora não são mais infectadas. O segundo fator é que a população se adaptou a essa nova realidade e tem se prevenido, com cuidados de higiene pessoal, álcool em gel e uso de máscaras protetoras”, enfatiza.
“Esperamos que esse número continue a cair e se estabilize. Passamos por um momento bastante difícil e agora nos sentimos mais tranquilos para trabalhar e atender, sempre com qualidade, todos os pacientes”, observa.
O médico anuncia que, diante da queda, a Santa Casa tem se reorganizado, montando novos protocolos e adequando a sua estrutura física e de profissionais. “Com isso, buscamos evitar perdas e desperdícios”, relata.

Alerta
Apesar da queda dos números da Covid-19, o médico alerta que as pessoas devem ficar atentas. “Vale destacar, no entanto, que é fundamental que a população continue se cuidando e tomando todos os cuidados adequados, pois essa queda não significa que passamos pela pandemia. Isso acontecerá apenas quando surgir a vacina e toda a população estiver imunizada”, completa.

Ribeirão Preto desativa Polo Covid após queda nos casos

A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto retomou na quarta-feira, 14 de outubro, os atendimentos de outras especialidades médicas na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio, em Ribeirão Preto. Desde 1º de abril, o prédio estava exclusivo para receber pacientes com sintomas de novo coronavírus.
Segundo o diretor Marcelo Carboneri, o motivo da desativação do Polo Covid é a queda no número de novos casos de Covid-19 na cidade. Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro, Ribeirão Preto confirmou 1.587 moradores positivos. Já entre 6 e 12 de outubro, o número caiu para 830.
“A gente tinha 400 atendimentos por dia e hoje temos 90. Esses 90 atendimentos a gente consegue absorver de maneira segura dentro da unidade de pronto-atendimento”, diz Carboneri.

Atendimento clínico
A Prefeitura também alega que, durante o funcionamento do polo, cresceu a demanda por atendimentos clínicos, que não são de Covid. Com menos gente buscando ajuda médica para coronavírus, a emergência da UPA não poderia continuar parada.
No entanto, a UPA continua atendendo casos suspeitos e confirmados de Covid-19 e realizando exames. Para isso, um plano de segurança sanitária foi implantado.
“A unidade vai ter a área da Covid, a área da clínica e a área da pediatria. No momento em que a pessoa chegar à UPA, ela vai passar por uma pré-triagem. Ela tendo o risco ou mostrando sinais de doenças respiratórias, ela vai ser direcionada para uma área isolada dentro da unidade, assim como funcionam a UPA Norte, a UBDS Central e a UBDS da Vila Virginia, e ela vai ser tratada naquele instante ali”, explica Carboneri.

Queda na ocupação de UTIs
A redução de novos casos de Covid impacta diretamente a ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) nos hospitais em Ribeirão Preto. Às 20h30 de quarta-feira, 14 de outubro, a taxa chegou a 52,11%, com 99 pessoas internadas nos 190 leitos disponíveis. Este é o menor índice desde 13 de junho, quando havia 101 pacientes hospitalizados.
Só no Hospital das Clínicas (HC), o índice é de 33,71%, com 30 pacientes internados em estado grave nas 89 vagas oferecidas. Em junho, pior momento da capacidade hospitalar na cidade, a taxa chegou a 102%.
“O que estamos observando é o que aconteceu em outros países que conviveram com a pandemia. Nós estamos ainda na primeira onda e a nossa região tem uma redução do número de casos graves. Pela oferta de leitos, isso faz com que a gente tenha uma certa folga em relação a leitos de enfermaria e terapia intensiva”, completa Valdes Bollela, médico infectologista do HC.

Ocupação de leitos na região de Ituverava

Ituverava
UTI: 18 (15 SUS e 3 não SUS)
UTI ocupados: 5 (4 SUS e 1 não SUS) – 27,7%
Leitos clínicos: 9 (6 SUS e 3 não SUS)
Leitos clínicos ocupados: 0 – 0%

Franca
UTI: 37
UTI ocupados: 25 – 67,5%
Leitos clínicos: 24
Leitos clínicos ocupados: 11 – 45,8%
UTI infantil: 5
UTI infantil ocupados: 0 – 0%

São Joaquim da Barra
UTI: 13 (10 SUS e 3 não SUS)
UTI ocupados: 4 (3 SUS e 1 não SUS) – 30,7%
Leitos clínicos: 20 (7 SUS e 13 não SUS)
Leitos clínicos ocupados: 3 (1 SUS e 2 não SUS) – 15%

Igarapava
UTI: 10
UTI ocupados: 2 – 20%
Leitos clínicos: 4
Leitos clínicos ocupados: 1 – 25%

Ipuã
UTI: 7
UTI ocupados: 0 – 0%
Leitos clínicos: 6 (4 SUS e 2 não SUS)
Leitos clínicos ocupados: 3 (2 SUS e 1 não SUS) – 50%

*Números referentes ao dia
15 de outubro