Clássico dos sete erros deixa decisão do Paulista para domingo

Final do Paulistão será domingo, 23 de maio, às 16, no Morumbi

O Choque-Rei foi o clássico dos sete erros e lembrou, pela falta de emoção, a primeira final de 2020, entre Corinthians e Palmeiras. Tirando uma finalização de Luiz Adriano, no primeiro tempo, e uma cabeçada de Igor Gomes, no segundo, os quinze chutes a gol da partida levaram pouco perigo, tanto a Weverton, quanto a Tiago Volpi.
Quase no final da partida, aos 42 do segundo tempo, Gabriel Sara acertou um petardo na trave esquerda de Weverton. A jogada mais espetacular do clássico.

Palmeiras
O Palmeiras melhorou um pouco depois da troca de Raphael Veiga por Scarpa, autor de cobrança de escanteio que quase resultou em gol de Renan. Mas o medo prevaleceu nos dois times.
A única jogada realmente perigosa do time de Abel Ferreira aconteceu na rara oportunidade em que Luiz Adriano pôde contra-atacar. A jogada nasceu de passe errado de Benítez, que recuou para Arboleda e entregou para os atacantes palmeirenses.

São Paulo
O São Paulo soube bloquear os contra-golpes e o Palmeiras, com 53% de posse de bola, criou muito menos do que de costume, quando tem mais espaço.
Houve dois momentos em que o São Paulo esboçou sua melhor característica, a de subir seus atacantes e dificultar a saída de bola do adversário. Aos quatro minutos, roubou a bola e se aproximou da grande área. Aos oito, outra retomada no ataque, que não levou a nenhuma jogada de real perigo.
A melhor chance são-paulina nasceu de uma jogada de profundidade de Igor Vinicius, substituto de Daniel Alves. Igor Gomes cabeceou para fora.
O meio-de-campo palmeirense não criava e Abel Ferreira demorou muito a substituir. Só trocou Patrick de Paula por Danilo Barbosa e Raphael Veiga por Scarpa aos 29 minutos do segundo tempo. Aos 43, Wesley entrou para tentar dar velocidade. Mas faltando dois minutos para o final do jogo?
O Choque-Rei ficou devendo e a decisão será domingo, no Morumbi.