“Dia D” da Campanha de Vacinação contra Sarampo é neste sábado

Em Ituverava, o “Dia D” será em todas as Unidades de Saúde, exceto na Unidade próxima ao AME e de Capivari da Mata

A Secretaria de Estado da Saúde iniciou segunda-feira, 10 de fevereiro, em parceria com os municípios e o Ministério da Saúde, a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra o sarampo de 2020, para crianças e jovens ainda não imunizados contra a doença.
O público alvo da campanha são pessoas na faixa etária de 5 anos a 19 anos. A campanha da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, vai até o dia 13 de março e a vacina estará disponível em todos os postos de vacinação do Estado de São Paulo.
Neste sábado, dia 15 de fevereiro, será o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos das 8h às 17h, para facilitar o acesso dos pais e responsáveis.
Em Ituverava, todas as Unidades de Saúde estarão abertas no “Dia D”, hoje, sábado, exceto a Unidade de Saúde Central (próximo ao AME) e a Unidade de Saúde de Capivari da Mata.

Meta no município
Em Ituverava, a meta da Secretaria de Saúde é vacinar 95% do público alvo. A vacina estará disponível nas Unidades de Saúde – Centro de Saúde, Unidade de Saúde da Cohab, Unidade de Saúde da Vila São Jorge, Unidade de Saúde de São Benedito da Cachoeirinha, Unidade de Saúde da Vila Beatriz (Bicão), Unidade de Saúde do Benedito Trajano Borges, Unidade de Saúde do Guanabara, Unidade de Saúde da Estação, Unidade de Saúde de Aparecida do Salto e Unidade de Saúde de Capivari da Mata.
Para receber a vacina, é importante levar a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.
A Secretariada de Saúde também orienta que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente.
Segundo a enfermeira Ione Márcia Mendonça de Castro, coordenadora das campanhas de vacinação em Ituverava, a campanha tem a finalidade de imunizar às pessoas mais vulneráveis à doença e será realizada de forma seletiva.
“A imunização que ocorre por meio da vacina tríplice viral, será aplicada de forma seletiva ao público alvo, ou seja, com base na situação vacinal de cada paciente. Na ocasião também será atualizada a carteira de vacinação, com oferta de outras vacinas necessárias para cada pessoa”, afirma Ione Márcia Mendonça de Castro.

Calendário
O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 e 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Para os bebês com 6 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.
“É de extrema importância o comparecimento para atualização da carteira de vacinação. Além de evitar diversas doenças, contribui para qualidade de vida de todos”, afirma a diretoria de Imunização, Núbia Araújo.

Contraindicações
A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e, sobretudo, que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.
Também é contraindicada para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde.
As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

Programa
O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre e 29 anos, devem receber duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 60 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 61 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

Segunda fase da campanha
Conforme definido pelo Ministério da Saúde, a campanha também terá uma segunda fase no próximo semestre. Será focada em pessoas de 30 a 60 anos e acontecerá entre os dias 3 e 31 de novembro.

Cenário epidemiológico de sarampo
O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus. Em 2020, até o momento, foram 1.352 casos, sem óbitos. Em 2019, 16.075 casos e 14 mortes decorrentes de complicações pelo sarampo.

Postos de Saúde também vão vacinar contra febre amarela

No Estado de São Paulo, os postos de saúde oferecerão também a vacina contra febre amarela, para pessoas a partir de 9 meses. A dose pode ser aplicada simultaneamente com a tríplice viral, caso haja necessidade, em pessoas a partir de 2 anos de idade. Em crianças com idade inferior, será priorizada a vacina contra o sarampo e agendada a aplicação da vacina contra febre amarela para quatro semanas depois.
A vacina contra febre amarela leva dez dias para garantir proteção efetiva, e é fundamental para pessoas que vão circular em áreas verdes no carnaval, por exemplo. “Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias a viagens com esse perfil, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, recomenda a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Consulta ao médico

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina contra febre amarela os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados. Não há indicação de imunização para grávidas, mulheres amamentando, crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticóides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide) e alérgicos a ovo.
Em 2020, não houve casos da doença, até o momento. Em 2019, foram 67 casos de febre amarela silvestre, com 13 óbitos.
Vale ressaltar que o tipo de vírus que circula atualmente em SP é silvestre, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Não há relação com o Aedes aegypti. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

População deve ficar atenta à vacinação ao longo da vida

Visando auxiliar a população a organizar sua própria vacinação, o Ministério da Saúde fornece, em qualquer posto de saúde do SUS, as chamadas cadernetas de vacinação. Esse documento é fundamental para o controle e atualização das doses, e precisa ser apresentado junto da identidade antes da vacina ser aplicada – no caso de perda, é possível recuperar essas informações no seu posto de saúde de costume.
As vacinas do governo seguem critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e funcionam por meio da aplicação de moléculas mortas ou atenuadas de determinada doença ou agente infeccioso. Isso provoca uma reação do sistema imunológico e garante uma espécie de aprendizado do organismo, que se torna imune à presença futura destes agentes.
Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunização (PNI) tem sido extremamente importante para a saúde preventiva brasileira. Por meio do SUS, as pessoas podem ter acesso gratuito a diversas vacinas fundamentais para crianças, adultos, idosos e indivíduos com condições clínicas específicas, como gestantes e portadores do vírus HIV.

Processo de vacinação

É fundamental começar o processo de vacinação desde o nascimento. “Isso faz com que o organismo produza anticorpos contra determinadas doenças, pois, do nascimento aos 18 meses de idade, o bebê está imunizado somente com anticorpos maternos adquiridos de forma passiva por meio do cordão umbilical”, explica o infectologista Paulo Furtado.
Ao vacinar a população, diminui-se a incidência de determinada doença. À medida que toda a população vai sendo vacinada, os índices caem até que nenhum caso seja mais registrado, pois toda a população está protegida.
Apesar de parecer, muitas vezes, impossível proteger toda a população, a imunização tem dado resultados no Brasil e no mundo. Em nosso país, já ocorreu a erradicação da poliomielite e da varíola graças à utilização de vacinas.
Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, ocorreu a eliminação da circulação da rubéola desde 2009. Outras doenças também tiveram seus casos reduzidos, como é o caso do tétano neonatal.