Secretária de Meio Ambiente, Marília Melo, assumirá o comando da companhia no lugar de Fernando Passalio
No mesmo dia em que sancionou a lei que autoriza a privatização da Copasa, o governador Romeu Zema (Novo) decidiu trocar o comando da estatal. A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marília Melo, será a nova presidente da companhia de saneamento. A mudança foi confirmada pelo governo de Minas nesta terça-feira (23/12).
Até então, a empresa estava sob a liderança de Fernando Passalio, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Zema. Ele ocupava o cargo de presidente da Copasa desde março deste ano. Passalio foi procurado pela reportagem para comentar sobre a saída da estatal. Tão logo haja um retorno, esta publicação será atualizada. O espaço segue aberto.
Em nota divulgada à imprensa, a gestão de Zema informou que Marília assumirá a pasta para conduzir a privatização da companhia, considerando que a secretária é “uma das maiores autoridades sobre água no Estado e que já responde paralelamente pelo tema do saneamento desde 2020″. O governo afirmou que outros detalhes sobre as mudanças anunciadas serão repassados “em momento oportuno”.
Formada em engenheira civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marília tem no currículo um mestrado em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos pela mesma instituição, e um doutorado em recursos hídricos pelo Programa de Engenharia Civil (PEC) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de acordo com informações do Estado.
Por meio da assessoria do governo de Minas, Zema agradeceu o empenho da secretária nos últimos anos e reforçou a expectativa com o novo cargo. “Fico extremamente satisfeito de ter tido como secretária alguém tão competente como Marília. Tenho confiança que ela fará um ótimo trabalho na condução da desestatização da Copasa”, disse.
Sobre Passalio, o governo de Minas afirmou que ele foi “fundamental para garantir os ajustes necessários para viabilizar o processo de desestatização dentro do contexto de adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag)”.
Privatização da Copasa
A privatização da Copasa foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na última quarta-feira (17/12), em uma sessão que durou mais de nove horas.
Poucos dias depois, nesta terça, Zema já sancionou a lei que autoriza a venda da companhia. Com isso, inicia-se o processo para efetivar a desestatização da empresa. Como já noticiado por O TEMPO, o desenho final para o modelo de privatização da Copasa está em fase final e a meta é concluir todo o processo até março de 2026 – antes do governador Zema descompatibilizar do cargo para poder se candidatar nas próximas eleições.
A intenção do governo é vender a companhia para cumprir as obrigações previstas no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Para aderir ao Propag, são necessárias contrapartidas dos estados, entre elas, investimentos adicionais em áreas específicas. Zema pretende usar os recursos da privatização para aplicar em educação profissionalizante, infraestrutura e segurança, previstos no programa federal.
Fonte : https://www.otempo.com.br/

