Fenômeno na web, Mariana Nolasco prepara primeiro CD

Fenômeno na web desde adolescente, a cantora paulista Mariana Nolasco decidiu criar uma ponte entre lembranças e sonhos ao convidar o rapper Rael para dividir a música autoral “Sons de Amor”, que será lançada até o fim de março.
Aos 20 anos, ela segue carreira independente e com o estilo “banquinho e violão” que já atraiu 314,8 milhões de visualizações ao canal dela no YouTube. O número é superior ao alcançado por artistas populares como Thiaguinho (216,8 milhões) e Valesca Popozuda (134,5 milhões). Além disso, se aproxima aos poucos de nomes como Ivete Sangalo, que tem 335 milhões de visitas.
“Escolhi o Rael porque eu ouço as músicas dele há seis anos. Além de admirar muito o trabalho, já fiz vários covers, um dos vídeos mais acessados na página é ‘Não dá mais/Ela me faz [13,7 milhões de acessos]”, conta sobre a primeira vez em que compartilha uma letra própria com outro artista.
Mariana trocou há três anos o sossego de Mogi Guaçu pela confusão sonora da capital, onde para ela “tudo acontece” quando se trata do cenário cultural. Entretanto, a inspiração para o novo single surgiu em viagem ao litoral com o namorado e músico Pedro Pascual, com o qual trabalha.
Reconhecida sobretudo por apresentar novas leituras de hits em outros ritmos, incluindo funk e MPB, Mariana destaca que a parceria com o rapper permitiu união de estilos diferentes, mas a música preserva a individualidade de cada um. “O foco é casal. Acho que a inspiração é meu namorado, ele está comigo no dia a dia”, diz.

Apoio dos fãs e 1º CD
Em meio aos preparativos para a nova fase, a cantora é acompanhada de perto por 3,9 milhões no Instagram e ainda curte as repercussões positivas do cover de “What Lovers Do”, gravado com o Boyce Avenue e aprovação do Maroon 5; além de nova versão para “Só Hoje” ao lado do Jota Quest.
Além disso, a popularidade também facilita o lançamento do primeiro CD da carreira, previsto para abril. Por meio de uma plataforma colaborativa, ela já conseguiu pelo menos R$ 48 mil, quantia acima da meta estipulada em R$ 45 mil para viabilizar o trabalho com dez faixas inéditas.
“O CD é uma coisa que eu sempre sonhei em fazer. Quem me acompanha sempre perguntava das músicas autorais, porque eu sempre fiz covers. Está sendo uma realização muito grande, é um baita trabalho porque não tenho gravadora por trás e com certeza vai valer muito a pena”, adianta.