Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 11 mil novos casos de leucemia por ano
O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, criada para ampliar a conscientização sobre a leucemia e reforçar a importância do diagnóstico precoce.
A cor laranja simboliza energia, vitalidade e esperança — valores essenciais para quem enfrenta a doença e para quem apoia essa causa.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 11 mil novos casos de leucemia por ano, somando homens e mulheres, e aproximadamente 6 mil óbitos anuais relacionados à doença, o que reforça a relevância do tema como questão de saúde pública.
A leucemia é o tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes, representando cerca de 30% de todos os casos de câncer infantil.
Quais são os sinais e sintomas da leucemia?
Os sinais e sintomas da leucemia podem variar de acordo com o subtipo e evolução da doença.
Eles também podem ser confundidos com outras doenças, por isso, é importante procurar atendimento médico ao apresentar: febre; dor nos ossos ou articulações; hematomas, pontos vermelhos na pele e/ou sangramentos inexplicados; anemia e cansaço frequente, e perda de peso sem razão aparente.
Também estão entre os sintomas ínguas no pescoço, axilas ou virilha; e infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária. A suspeita da doença pode ser confirmada por meio de exames de sangue e análise da medula óssea.
Quais os tipos de leucemia?
De acordo com a velocidade da evolução da doença, a leucemia pode ser dividida entre aguda e crônica:
- Aguda: acontece quando as células cancerígenas não conseguem realizar o trabalho das células saudáveis e se proliferam rapidamente. A doença se desenvolve de forma mais agressiva
- Crônica: as células ainda conseguem fazer parte do trabalho dos glóbulos brancos no início da doença. Os sintomas vão se agravando gradualmente e à medida que o número de células aumenta, aparecem ínguas ou infecções
Outros tipos
As leucemias também podem ser divididas baseando-se nos tipos de glóbulos brancos que elas afetam: linfoides ou mieloides. São quatro tipos principais:
- Leucemia linfoide crônica – se desenvolve de forma mais lenta e afeta principalmente pessoas acima de 55 anos
- Leucemia mieloide crônica – se desenvolve devagar, a princípio. Também acomete principalmente os adultos
- Leucemia linfoide aguda – avança rapidamente, se tornando grave. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também pode ocorrer em adultos
- Leucemia mieloide aguda – avança rapidamente e pode ocorrer tanto em adultos como em crianças, mas a incidência aumenta conforme a idade
Diagnóstico da leucemia
O diagnóstico da leucemia pode ser realizado na rede municipal de saúde partir de exames de sangue de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O principal exame de sangue para confirmação da suspeita de leucemia é o hemograma.
Vale destacar que o quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores as chances de cura.
Tratamento
O tratamento da leucemia varia conforme o estágio em que a doença se encontra, da idade do paciente e de outros fatores individuais. Geralmente, as principais modalidades de tratamento para leucemia são: - Quimioterapia: uma abordagem comum para destruir ou controlar as células leucêmicas. O procedimento pode ser realizado via oral ou direto na veia
- Radioterapia: radiação de alta energia para destruir as células leucêmicas. É frequentemente utilizada em leucemias específicas ou em determinadas áreas do corpo
- Terapia-alvo: medicamentos direcionados a células leucêmicas específicas, para minimizar danos às células normais
- Transplante de medula óssea: envolve a substituição da medula óssea doente por células saudáveis de um doador compatível
Fatores de risco da leucemia, é possível prevenir?
As causas da leucemia ainda não são bem estabelecidas, mas alguns fatores estão relacionados com o seu desenvolvimento.
Desses, poucos são possíveis de serem evitados, como o hábito de fumar e a exposição a substâncias.
Alguns fatores de risco são: tabagismo; alta exposição à radiação; alta exposição ao formol, usado nas indústrias químicas, têxtil, ambientes de saúde e salões de beleza e alta exposição ao benzeno, substância encontrada na gasolina.
Como se tornar um doador de medula óssea e como se cadastrar
A doação de medula óssea (de onde se retira as células-tronco) pode ajudar no tratamento de pessoas com doenças que comprometem a produção de células sanguíneas, como a leucemia.
Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue, como HIV ou hepatite, além de não apresentar histórico de câncer, doença hematológica ou autoimune, como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide.
O cadastro de doadores de medula óssea é realizado em qualquer hemocentro. Para se cadastrar, basta apresentar um documento original de identidade e preencher um formulário com dados pessoais.
Em seguida, será preciso fazer a coleta de uma amostra de sangue para testes de tipificação HLA, um processo necessário para identificar a compatibilidade do transplante.
Os dados são incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Após esse processo, o doador é contatado para realizar outros testes assim que for identificada a compatibilidade com um paciente.

