Franca tem Vinte e um candidatos a deputado

A campanha eleitoral começou oficialmente quinta-feira, 16 de agosto. Franca terá um número recorde de candidatos. Serão 21 concorrentes a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Nas eleições de 2014, foram 16 candidatos. Apenas Roberto Engler não se frustrou.
A dura campanha não assustou 21 candidatos que têm base eleitoral em Franca. Serão 12 concorrentes a deputado federal e nove para a Assembleia Legislativa. Da relação, fazem parte nomes como Roberto Engler (PSB), Graciela Ambrósio (PR), Zezinho Cabeleireiro (Patriota), Kaká (PSDB), Ubiali (PSB), Adérmis Marini (PSDB), Alexandre Ferreira (SD) e Delegado David (PR), ex-prefeito de Buritizal.
Também fazem parte desta relação Crico (PHS), o comerciante Hayslan Pires (Patriota) e os universitários Ingrid Relvão (Rede) e Adolfo Mariano (Psol).

Quatro partidos pedem impugnação de candidatura de Lula
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e sua coligação contestaram quinta-feira, 16 de agosto, o pedido de registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato. É o quarto pedido feito à Justiça eleitoral para que a candidatura do ex-presidente seja rejeitada com base na Lei da Ficha Limpa. Também entraram com pedidos similares os candidatos a deputado federal Kim Kataguiri, do DEM, que é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e o ator Alexandre Frota, que também é do PSL. O outro pedido foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
Bolsonaro e sua coligação pediram para o TSE reconhecer a inelegibilidade de Lula e, dessa forma, rejeitar o seu pedido de registro de candidatura. Esta é a primeira vez que um dos 13 candidatos ao Palácio do Planalto decide contestar a candidatura de Lula na Corte Eleitoral.

Bolsonaro segue firme na liderança
Pesquisa exclusiva do Instituto Paraná Pesquisas divulgada quarta-feira, 15 de agosto, mostra que, no cenário sem Lula (PT), Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial, com 23,9% dos votos. Em segundo vem Marina Silva (Rede), que possui 13,2%, seguida por Ciro Gomes, com 10,2%.
Registrada sob o número BR -02891/2018, a pesquisa utilizou uma amostra de 2.002 eleitores através de entrevistas pessoais em 26 estados e no Distrito Federal e em 168 municípios entre os dias 9 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja abaixo a situação dos candidatos no cenário sem Lula:
Não sabe: 6,8%
Nenhum: 23,1%
Jair Bolsonaro: 23,9%
Marina Silva: 13,2%
Ciro Gomes: 10,2%
Geraldo Alckmin: 8,5%
Alvaro Dias: 4,9%
Fernando Haddad: 3,8%
Cabo Daciolo: 1,2%
João Amoedo: 1,1%
Henrique Meirelles: 0,9%
Vera: 0,9%
Guilherme Boulos: 0,7%
José Maria Eymael: 0,4%
João Goulart Filho: 0,4%

Presidenciáveis participarão de mais oito debates até o 1º turno
O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018, foi realizado quinta-feira, 9 de agosto, pela TV Bandeirantes. Os índices de audiência — 7,5 pontos no Ibope, contra menos de um ponto do programa que o antecedeu na Band — e de conversa nas redes sociais — 1,6 milhão de publicações sobre o tema no Twitter, segundo a FGV — indicam interesse da população nos encontros entre os presidenciáveis.
Até 7 de outubro, dia do primeiro turno, estão programados ao menos mais oito debates e sabatinas. O último, marcado para ontem, sexta-feira pela RedeTV! em parceria com a revista IstoÉ, a com mediação dos jornalistas Boris Casoy, Amanda Klein e Mariana Godoy.

Confira a agenda dos debates de 2018:
27 de agosto, 18h40 – Jovem Pan e IFL
9 de setembro, 19h30 – TV Gazeta e O Estado de S.Paulo
18 de setembro, 10h – Piauí e Poder360
19 de setembro, 9h – VEJA Amarelas ao Vivo
20 de setembro, 21h30 – TV Aparecida, TV Cultura e CNBB
26 de setembro, 18h – SBT, UOL e Folha de S.Paulo
30 de setembro, 22h – Record e R7
4 de outubro, 21h30 – TV Globo

Denunciados Palocci e Guido  por lavagem de dinheiro
A força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato apresentou à Justiça, sexta-feira, 10 de agosto, denúncia contra os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Executivos da empreiteira Odebrecht e os publicitários Mônica Moura e João Santana também foram denunciados. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), três ex-diretores da empresa ofereceram vantagens ilícitas aos ex-ministros para que ajudassem na edição de uma medida provisória de interesse da empresa.
Segundo a investigação, foram disponibilizados R$ 50 milhões em uma conta do setor de propinas da empresa, que ficou à disposição dos acusados. Parte do valor teria sido repassada aos publicitários para ser usada na campanha eleitoral de 2014.
“Durante as investigações ficou comprovado que, ao longo dos anos de 2008 e 2010, houve intensa negociação entre Marcelo Odebrecht e, sucessivamente, Antônio Palocci e Guido Mantega, para a edição de medida provisória que beneficiasse as empresas do grupo Odebrecht e permitisse a solução de questões tributárias do grupo. O objetivo da manobra legislativa era permitir o pagamento parcelado de tributos federais devidos, com redução de multa, bem como sua compensação com prejuízos fiscais”, diz o MPF