Funcionários dos Correios suspendem greve na região de Ribeirão Preto

Agência Central dos Correios em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Os funcionários dos Correios decidiram suspender a greve na região de Ribeirão Preto (SP) e voltaram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (14), dois dias após o início da paralisação – a empresa informou que 94,38% trabalharam nesse período.

A suspensão da greve acontece após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovar a alteração nas regras do plano de saúde dos Correios e autorizar a cobrança de mensalidade dos trabalhadores da estatal e de seus dependentes.

A categoria era contrária a mudança e também reclamava da suspensão de férias a partir de abril, da redução da carga horária e do salário na área administrativa, cobrava a abertura de concursos públicos e pedia o fim do programa de demissão voluntária.

“Não recebemos nenhuma posição sobre o restante da pauta. Por isso, continuamos em estado de greve. Por enquanto, não há reunião marcada com a direção dos Correios”, disse Fernanda Romano, diretora do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect).

Fernanda classificou a decisão do TST como arbitrária, afirmando que foi contrária à jurisprudência do próprio Tribunal, e disse que a maior parte dos trabalhadores ficará sem convênio médico porque não conseguirá arcar com as mensalidades.

“O trabalhador vai ser muito prejudicado. Posso garantir, de antemão, que muitos trabalhadores vão ficar sem plano de saúde, principalmente para os dependentes, porque não vão ter condições de pagar o que será exigido”, afirmou.

Sem prejuízos

Em nota enviada na segunda-feira (12), os Correios informaram que a greve não teve reflexos nos serviços de atendimento e que o movimento é “injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento de qualquer cláusula do acordo coletivo de trabalho da categoria”.

“Com o objetivo de ganhar a opinião pública, as representações dos trabalhadores divulgaram uma extensa pauta de reivindicações que nada têm a ver com o verdadeiro motivo da paralisação de hoje: a mudança na forma de custeio do plano de saúde da categoria”, dizia o comunicado.

Os Correios reforçam que a pauta foi discutida “exaustivamente” com os trabalhadores desde outubro de 2016, tanto no âmbito administrativo, quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou o caso.

Fonte: g1.globo.com